Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional) para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059 com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444 objetos no ledger. Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde 200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural, porque todos têm thumbnail. Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo, posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de fora pelo .gitignore.
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titulo: "Série “Teatros e cinemas do Brasil” XVI e Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” X – O centenário do Cinema Odeon"
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autor: "Andrea Wanderley"
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data: "2026-04-03T10:19:55+00:00"
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categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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# Série “Teatros e cinemas do Brasil” XVI e Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” X – O centenário do Cinema Odeon
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O atual prédio do Cinema Odeon, fotografado pelo alagoano Augusto Malta (1864 – 1957), em torno de 1930, foi inaugurado em 3 de abril em 1926, na Praça Floriano, nº 7, no auge da presença de salas de cinema na Cinelândia, no centro do Rio (O Paiz, 4 de abril de 1926, segunda coluna). Possuía capacidade para 1.344 pessoas, entre plateia e camarotes. (Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926, quarta coluna; O Paiz, 4 de abril de 1926, segunda coluna). O edifício, cujo arquiteto foi o alemão Ricardo Wriedt (? – 1961), combina elementos estruturais clássicos com detalhes decorativos Art Déco. Wriedt também projetou a casa, de estilo normando, de Eva Klabin (1903 – 1991), na Lagoa; e o Edifício Novo Mundo, na Lapa. Ele tem projetos tanto no Rio de Janeiro como em outras cidades do Brasil.
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O cinema Odeon passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.
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O Cine Odeon mantém viva a tradição dos cinemas de rua do Rio de Janeiro e é um monumento à memória do cinema brasileiro e à vitalidade cultural carioca. É a sala de cinema mais icônica do Rio de Janeiro e resiste no quarteirão dos antigos palácios de cinema da cidade. Seu nome tem origem na Antiguidade: os odeons eram os prédios greco-romanos onde aconteciam espetáculos musicais e competições de poesias. Eram menores do que os teatros e possuíam uma cobertura para melhorar a acústica. Muitos teatros e cinemas de todo o mundo trazem este mesmo nome.
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Augusto Malta. Cine Odeon, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
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“É o mais belo, o mais luxuoso, o mais confortável e o mais tudo quanto pode desejar de agradável em um cinema, de quantos que existem no Rio…É a realização plena de um sonho desse grande idealista do cinema entre nós, o Sr. Francisco Serrador”.
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Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926, quarta coluna
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Jornal do Commercio, 2 de abril de 1926
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Aspectos da inauguração do Cinema Odeon / Cinearte, 21 de abril de 1926
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O primeiro filme exibido na nova sala foi Graustark ou Amor de Príncipe, estrelado por Norma Talmadge (1894 – 1957), Eugene O’Brien (1880-1966) e Marc McDermott (1871-1929).
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Cartaz do filme Graustark ou Amor de Príncipe, o primeiro a ser exibido no Cinema Odeon na Praça Floriano / Site IMDB
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Café Odeon / Frou-Frou, julho de 1926
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Restaurante Odeon / O Malho, novembro de 1926
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Passou por reformas em fins do século XX e, sob a administração do Grupo Estação, foi fechado em 2014, devido a dívidas. Reaberto, em 2015, como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro – o Cine Odeon passou a ser, além de sala de cinema, um espaço para cursos, palestras e espetáculos.
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” O ODEON é parte da memória cultural do Rio de Janeiro e representa uma época em que o cinema e o Centro da cidade se confundiam e se completavam. Sua história acompanha as mudanças da cidade ao seu redor ao longo dos seus 90 anos e continua a encantar o público, combinando com maestria a tradição e a renovação, o clássico e o contemporâneo, sem nunca perder a força da sua identidade“.
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Site do Cine Odeon (desativado)
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Luciano Ferrez. Fachada do Odeon, 1926. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional
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O primeiro Cinema Odeon
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O primeiro Cinema Odeon / Fon-Fon, 3 de fevereiro de 1917
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Lembramos aqui que o primeiro Cinema Odeon foi inaugurado, em 16 de agosto de 1909, na então Avenida Central, atual Rio Branco, nº 137, esquina com a Rua Sete de Setembro, instalada pelo Srs. Zambelli & C., no Palacete Guinle.
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O Paiz, 15 de agosto de 1909
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Entre 1909 e 1913, o pianista Ernesto Nazareth (1863 – 1934) tocava na sala de espera, tendo merecido um elogio do também pianista e compositor Henrique Oswald (1852 – 1931), que o ouviu no Cinema Odeon: “É admirável esse moço. Que música ele faz! Eu mesmo seria incapaz de interpretá-la com aquela mestria, aquele prodígio de ritmo. E aqui, perdido nesta indiferença…”. Nazareth havia dedicado o tango Batuque (1901) a Oswald.
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Ernesto Nazareth / Exposição comemorativa do centenário do nascimento de Ernesto Nazareth : 1863-1934
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Nazareth retornou ao cinema, entre 1913 e 1918, como pianista da orquestra de Eduardo Andreozzi (1892-1979). Villa-Lobos (1887 – 1959) era, na ocasião, o violoncelista. O compositor e professor francês Darius Milhaud (1892 – 1974), que passou uma temporada no Brasil, também o ouviu tocar no Odeon e, posteriormente, escreveu sobre ele em sua autobiografia Notes san musique. Foi também no Odeon que o pianista polonês Arthur Rubinstein (1887-1982) o ouviu tocar, tendo ficado impressionado com sua performance. Sua composição, o tango Odeon, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua & Cia.) foi dedicado “à distinta empresa Zambelli & Cia.”, proprietária, como já mencionado, do Cinema Odeon. A primeira gravação foi realizada por ele com Pedro Alcântara (1866 – 1929) ao flautim, em 1912. Não foi, na época, uma peça de especial destaque, mas tornou-se um de seus maiores sucessos na segunda metade do século XX.
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O jurista e político baiano Ruy Barbosa (1849 – 1923) era um dos ilustres frequentadores do Cinema Odeon / Fon-Fon, 5 de março de 1910
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Antigo Cinema Odeon
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Andrea C.T. Wanderley
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Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica
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Fontes:
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Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional
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Site Ernesto Nazareth 150 Anos – Instituto Moreira Salles
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Site Musica Brasilis
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Youtube
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
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- `20.500.12156.1/8162` — `itens/20.500.12156.1_8162/`
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