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T
rodado 290c4cc21d feat: acervo Brasiliana Fotográfica coletado e mural 3D no ar
Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional)
para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059
com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444
objetos no ledger.

Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde
200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural,
porque todos têm thumbnail.

Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo,
posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de
fora pelo .gitignore.
2026-09-13 20:17:02 +02:00

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id: 6330
url: "https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6330"
titulo: "O Palácio Real de São Cristóvão"
autor: "Andrea Wanderley"
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categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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fetched_at: "2026-09-10T10:26:23.154Z"
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# O Palácio Real de São Cristóvão
O Palácio Real de São Cristóvão*
 
Georges Leuzinger. O Palácio Imperial, c. 1870. São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
 
A Brasiliana Fotográfica destacou fotografias do Palácio Real de São Cristóvão, que atualmente abriga o Museu Nacional da Universidade do Rio de Janeiro, produzidas por  Augusto Malta (1864 – 1957), Augusto Stahl (1828 – 1877), Georges Leuzinger (1813 – 1892), Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912) e Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) . O Palácio Real ou Paço Real, localizado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, havia sido um casarão de um rico comerciante, o traficante de escravos Elias Antônio Lopes, que possuía a área da Quinta da Boa Vista. Devido à carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou sua propriedade ao então príncipe regente dom João quando ele chegou ao Brasil, em 1808. A partir de 1817, transformou-se na moradia da família real até 1889, quando foi proclamada a República no Brasil e a família partiu para Portugal (Gazeta de Notícias, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna). Após a proclamação, o palácio sediou os trabalhos da Assembleia Nacional que resultaram na Constituição Brasileira promulgada em 24 de fevereiro de 1891 (Gazeta de Notícias, 25 de fevereiro de 1891, na primeira coluna).
Em 1892, o Museu Nacional do Brasil, criado em 6 de junho de 1818 por dom João VI e sediado no Campo de Santana, mudou-se para o Palácio da Quinta (O Paiz, 13 de março de 1892, na terceira coluna). Hoje é chamado Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é um um dos maiores museus de antropologia e de história natural das Américas.
Acessando o link para as fotografias do Palácio Imperial de São Cristóvão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.
O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mais antiga instituição científica do Brasil e da própria cultura do país, foi atingido, em 2 de setembro de 2018, por um incêndio de grandes proporções, foi atingido por um incêndio de grandes proporções, que consumiu cerca de 85% de 20 milhões de itens, incluindo múmias, fósseis de dinossauros e muitos objetos que contribuíam para a história do Brasil e de outros países.
Em março de 2020, foi criado o Projeto Museu Nacional Vive, que coordena a reconstrução do Paço, a reforma da Biblioteca Central e a implementação do Campus de Pesquisa e Ensino Museu Nacional / UFRJ. Trata-se de uma cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e ao Instituto Cultural Vale. No ano seguinte, ornamentos históricos e artísticos que sobreviveram ao incêndio foram higienizados e protegidos; réplicas foram produzidas; artefatos foram resgatados a partir do monitoramento arqueológico e o restauro das fachadas e coberturas do Paço começou pelo bloco histórico. Quatorze mil novos itens foram conquistados para o Museu. Em 2022, na celebração do bicentenário da independência, sua fachada principal estava inteiramente restaurada e as obras de restauração continuam avançando.
Em 21 junho de 2026, foram inauguradas, no Museu Nacional, duas exposições temporárias: Bastidores da Ciência e Rescaldo das Memórias. A primeira, desenvolvida pelas equipes do Museu e do Projeto Museu Nacional Vive, apresenta os processos, técnicas e práticas envolvendo a produção do conhecimento científico. Na segunda, o artista visual Vik Muniz (1961-) transformou cinzas e fragmentos do incêndio em 11 fotografias e 9 esculturas.
 
Augusto Malta Museu Nacional, c. 1930. São Cristóvão. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
 
 
Vik Muniz. Museu Nacional da série Museu das cinzas
 
Link para o artigo O Museu Nacional, publicado na Brasiliana Fotográfica, em 3 de setembro de 2018.
Link para a página “Redescobrindo a casa do imperador”, no site do Museu Nacional.
 
*Esse artigo foi atualizado em 24 de junho de 2026.
Andrea C. T. Wanderley
Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
- `20.500.12156.1/2309` — `itens/20.500.12156.1_2309/`
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