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T
rodado 290c4cc21d feat: acervo Brasiliana Fotográfica coletado e mural 3D no ar
Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional)
para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059
com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444
objetos no ledger.

Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde
200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural,
porque todos têm thumbnail.

Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo,
posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de
fora pelo .gitignore.
2026-09-13 20:17:02 +02:00

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id: 520
url: "https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520"
titulo: "Dia da Abolição da Escravatura"
autor: "Andrea Wanderley"
data: "2015-05-13T07:01:14+00:00"
categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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# Dia da Abolição da Escravatura
Marc Ferrez. Escravos na colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ / Acervo IMS
  Dia da Abolição da Escravatura*
 
“A escravidão foi o processo mais violento, mais cruel, mas mais eficiente de obter, conservar, preservar e explorar o trabalho alheio. Ele não via em quem ele escravizava um semelhante, mas via um adversário e um ser inferior a ele.”
Alberto da Costa e Silva, diplomata, escritor e africanólogo
A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta do invento, além de ter sido o último país das Américas a abolir a escravatura, em 1888. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravizados africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade. O lugar de trabalho era o lugar do escravizado.
 
Georges Leuzinger. Fazenda do Quititi, c. 1865. Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
 
Muitas vezes o objetivo das fotografias não era a denúncia e sim o estético ou, ainda, o registro do exótico. A Galeria do Dia da Abolição da Escravatura exibe fotos de escravizados em situações de trabalho, em momentos de descanso ou mesmo em poses obtidas em estúdios. São imagens apaziguadoras da escravidão e das várias funções dos escravizados. Dentre seus autores estão Alberto Henschel, Augusto Riedel, Augusto Stahl, Georges Leuzinger, João Goston, Marc Ferrez, Revert Henrique Klumb, além de alguns anônimos.
 
Acessando o link para as fotografias de escravizados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.
 
As fotos revelam uma representação naturalizada da escravidão, deixando a impressão de que seria normal a posse de homens por outros homens, o que fica evidenciado pela venda dessas imagens para o exterior como um produto exótico de um país tropical distante. Porém, percebe-se em não poucas dessas fotografias, segundo a antropóloga Lilia Schwarcz, que mais do que propriedades ou figurantes com papéis prévia e exteriormente demarcados, os escravizados negociam efetivamente nos registros fotográficos, nos pequenos sinais que deixaram no tempo e na imagem, seu lugar e condição.
 
Augusto Stahl. Escravo com escarificações no rosto. c, 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
 
A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravizados no país (O Paiz, 14 de maio de 1888 e A Gazeta de Notícias, 14 de maio de 1888).
 
J. Courtois. Isabel, Princesa do Brasil, 18? / Acervo FBN
 
Sobre este dia, Machado de Assis escreveu na coluna “A Semana”, no jornal carioca Gazeta de Notícias de 14 de maio de 1893: Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto.
Até hoje se manifestam na sociedade brasileira as consequências sociais e culturais da longevidade e do alcance da escravatura no país.
 
Antonio Luiz Ferreira. Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial, 13 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
 
Link para a série Entre cantos e chibatas – conversa com Lilia Schwarcz, produzida pelo Instituto Moreira Salles em 2011.
 
Andrea C. T. Wanderley
Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
 
*Esse artigo foi atualizado em maio de 2020
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
- `20.500.12156.1/2137` — `itens/20.500.12156.1_2137/`
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