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brasiliano/wordpress/31221-dia-nacional-da-consciencia-indigena.md
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rodado 290c4cc21d feat: acervo Brasiliana Fotográfica coletado e mural 3D no ar
Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional)
para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059
com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444
objetos no ledger.

Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde
200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural,
porque todos têm thumbnail.

Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo,
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id: 31221
url: "https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31221"
titulo: "Dia Nacional da Consciência Indígena"
autor: "Andrea Wanderley"
data: "2023-01-20T01:09:32+00:00"
categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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# Dia Nacional da Consciência Indígena
O Dia Nacional da Consciência Indígena é celebrado desde 20 de janeiro de 2013 e relembra a morte do cacique Aimberê (15? – 1567), considerado uma grande liderança da Confederação dos Tamoios ou Guerra dos Tamoios, ocorrida entre 1554 e 1567, no sul fluminense e no litoral norte do estado de São Paulo – um combate dos povos originários contra a colonização dos portugueses no Brasil. Em 20 de janeiro de 1567, aconteceu a Batalha de Uruçumirim, na atual região das praias do Flamengo e da Glória, que arrasou o reduto dos tamoios no Rio de Janeiro.
 
Hercule Florence. Poligrafia: Índio Apiacá, 1841 / Acervo IMS
 
A Brasiliana Fotográfica comemora a data com a publicação de uma seleção de imagens de indígenas presentes em seu acervo fotográfico. Os índios brasileiros foram retratados por diversos fotógrafos do século XIX, muitos representados no acervo do portal. Os identificados são todos não indígenas. São registros produzidos por Albert Frisch (1840 – 1918), Dana B. Merril (1887 – 19?), Felipe Augusto Fidanza (c.1847 – 1903), Franz Keller (1835 – 1890), Hercule Florence (1804 – 1879), Marc Ferrez (1843 – 1923), Vincenzo Pastore (1865 – 1918), Walter Garbe (18? – 19?) e também por fotógrafos ainda não identificados.
É essencial que indígenas participem dos processos de catalogação, arquivamento e identificação das imagens dos acervos históricos de fotografias e também da forma de expô-las, criando novas narrativas para esses registros e gerando novos olhares sobre a história dos povos originários no Brasil. Nos últimos anos, este processo tem se intensificado significativamente.
 
Albert Frisch. Índios Umauá na antiga Província do Alto Amazonas, região do rio Solimões (fotomontagem), c, 1867. Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde
 
Acessando o link para as fotografias de indígenas selecionadas e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.
 
Vincenzo Pastore. Retrato de três índios com cocar e arco e flechas, c.1905. São Paulo, SP / Acervo IMS
 
Foi em 20 de janeiro de 2013, em meio a uma polêmica em torno da demolição do antigo Museu do Índio, no Maracanã, (Jornal do Commercio, 17 de janeiro; 18,19 e 20 de janeiro; 29 de janeiro; 21 de fevereiro; 25 de março; 1 de agosto; 6 de agosto, 13 de agosto e 14 de agosto de 2013), no Rio de Janeiro  que os representantes indígenas da aldeia Maracanã, liderados por Carlos Tukano, lançam oficialmente o ” DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA INDÍGENA’, depois de lerem um texto de Caetano Veloso em apoio à luta dos representantes dos povos Indígenas do Brasil, que querem construir uma Embaixada Indígena na Aldeia Maracanã no Rio de Janeiro (MamaPress).
O prédio abrigou o Museu do Índio de 1953 a 1977, e, após a polêmica de 2013, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), em 13 de agosto de 2013.
Assista aqui o vídeo do lançamento do Dia Nacional da Consciência Indígena:
 
 
O GLOBO, 20 de janeiro de 2013
 
A criação da data era uma idéia que estava germinando na cabeça de Marcos Terena desde 1985, quando subiu a Serra da Barriga, acompanhando o Movimento Negro Brasileiro, que comemorava o tombamento da montanha em que Zumbi dos Palmares enfrentou os colonialistas escravizadores e morreu defendendo a liberdade e igualdade de todos no Brasil (MamaPress).
 
 
Trecho do Parque Theophilo Dantas, 1928. Aracaju, Sergipe / Acervo FBN
 
No Censo 2010 do IBGE, 896.917 pessoas declararam-se indígenas, pertencentes a 305 etnias que falam 274 línguas diferentes, dos quais 572.083 viviam na zona rural e 324.834 habitavam as zonas urbanas brasileiras. Ainda segundo o Censo 2010, as comunidades indígenas estão presentes nas cinco regiões do Brasil, sendo que a Região Norte é aquela que concentra o maior número de indivíduos, 305.873 mil – aproximadamente 37,4% do total. Na Região Norte, o estado com o maior número de indígenas é o Amazonas, representando 55% do total. O conjunto dos 10 municípios com maior população indígena reúne 126,6 mil indígenas, correspondendo a 15,5% do total de indígenas do país, e metade possui população superior a 10 mil indígenas. À época, os cinco municípios mais populosos desse conjunto eram os seguintes: São Gabriel da Cachoeira (Amazonas), São Paulo de Olivença (Amazonas), Tabatinga (Amazonas), São Paulo e Santa Isabel do Rio Negro (Amazonas).
 
Marc Ferrez. [Exposição Antropológica Brasileira : artefatos e aspectos da vida indígena], 1882 / Acervo FBN
Uma curiosidade: o quadro abaixo, O Último Tamoio, foi pintado por Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), em 1883, e retrata justamente o cacique Aimberê com o padre José de Anchieta (1534 – 1597). Foi pintado em Paris, onde participou da Exposição de Belas Arte (Ministério do Império, 1883). Foi exibida pela primeira vez ao público brasileiro em 1884, na Exposição Geral de Belas Artes no Rio de Janeiro (Gazeta de Notícias, 4 de setembro de 1884, quinta coluna). No catálogo distribuído pela Academia Imperial de Belas Artes foi descrito assim: “O padre Anchieta encontra em deserta praia o cadáver de Aimberê, o chefe dos Tamoios, e o contempla comovido antes de prestar-lhe os últimos deveres de sacerdote cristão”.
 
O Último Tamoio, por Rodolfo Amoedo / Acervo do Museu Nacional de Belas Artes
 
A Brasiliana Fotográfica agradece a colaboração de Sérgio Burgi, Coordenador de Fotografia do IMS, e um dos curadores do portal.
 
Andrea C. T. Wanderley
Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
 
Fontes:
CAVALCANTI, Ana Maria Tavares. O último tamoio e o último romântico. In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Nov.2007.
Depoimento da jornalista Renata Tupinambá
Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional
História do Rio Para Todos
O GLOBO
Mamapress
MultiRio
Portal Câmara dos Deputados
Portal Fundação Nacional dos Povos Indígenas
Portal MultiRio
Portal UOL
Site Aldeia Maracanã
Site Instituto Estadual do Patrimônio Cultural
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
- `20.500.12156.1/1785` — `itens/20.500.12156.1_1785/`
- `20.500.12156.1/4507` — `itens/20.500.12156.1_4507/`
- `20.500.12156.1/2130` — `itens/20.500.12156.1_2130/`
- `20.500.12156.1/765` — `itens/20.500.12156.1_765/`
- `20.500.12156.1/381` — `itens/20.500.12156.1_381/`