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titulo: "Série “1922 – Hoje, há 100 anos” V e Série “Conflitos” VI – A Revolta do Forte de Copacabana"
autor: "Andrea Wanderley"
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# Série “1922 – Hoje, há 100 anos” V e Série “Conflitos” VI – A Revolta do Forte de Copacabana
Com uma imagem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, o portal publica o quinto artigo da Série 1922 – Hoje, há 100 anos, desta vez sobre o levante tenentista e a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, entre 5 e 6 de julho de 1922, na avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Com o episódio, o tenentismo ganhou impulso e foi um dos principais agentes históricos responsáveis pelo colapso da Primeira República do Brasil (O Paiz, 7 de julho de 1922; Gazeta de Notícias, 5 de julho de 1922; Beira-Mar, 3 de julho de 1927 e Beira-Mar, 3 de julho de 1927).
 
Revolta do Forte de Copacabana, 6 de julho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN
 
Mesmo se opondo aos objetivos do levante, o escritor Coelho Neto (1864 – 1934), em seu artigo Arrancada Radiante, que deveria ter sido publicado no Jornal do Brasil de 9 de julho de 1922, mas foi censurado, perguntou:
“Que povo não se orgulharia de possuir na raça tais leões?”
Embora rapidamente reprimida, a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi importante historicamente, tendo sido a primeira manifestação do movimento tenentista, que buscava derrubar a República Velha e sua política, que ficou conhecida como Café com Leite, que alternava candidatos das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais.
O tenentismo, movimento que deu origem a outras revoltas como a Coluna Prestes (1924 a 1927), a Comuna de Manaus (1924) e a Revolta Paulista (1924), é considerado o embrião da Revolução de 1930.
Segundo Nelson Werneck Sodré:
“…o Tenentismo foi um episódio intimamente vinculado à mudança operada com a queda da República Velha e a implantação do regime subsequente, que poderia ser denominado de República Nova, embora esse título seja impróprio, de vez que não houve, entre uma e outra, a Velha e a Nova, diferenças essenciais”.
“O extraordinário feito desse pequeno grupo, que se deslocou ao longo da praia de Copacabana, ao encontro das forças legais, tornou-se, com a ressonância que alcançou em todo o país, e com sua glorificação pela imprensa de oposição, uma das motivações fundamentais das ações que se  sucederiam ao longo dos anos”.
A marcha dos 18 do Forte foi realizada provavelmente por cerca de 17 ou 18 militares e um civil – há controvérsias em relação a esse número.
 
Gazeta de Notícias, 7 de julho de 1922
 
A Marcha dos 18 do Forte / Atlas da Fundação Getulio Vargas
 
Os praças Altino Gomes da Silva, Hildebrando da Silva Nunes, Manoel Ananias dos Santos, Manoel Antônio dos Reis; os soldados Benedito José do Nascimento, Francisco Ribeiro de Freitas, Heitor Ventura da Silva, João Anastácio Falcão de Melo; e o sargento José Pinto de Oliveira participaram da marcha e sobreviveram. Os tenentes Siqueira Campos (1898 – 1930) e Eduardo Gomes (1896 – 1981), futuro patrono da Força Aérea e candidato à Presidência da República em 1945 e em 1950, participaram e foram feridos. Os que morreram durante o combate foram o praça Hipólito José dos Santos, os tenentes Mario Carpenter, o soldado Pedro Ferreira de Melo, além do civil Otávio Correia. O tenente Newton Sizendando Prado (1897 – 1922) foi gravemente ferido e faleceu dias depois.
 
O Paiz, 7 de julho de 1922
 
Quando aconteceu a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, o mineiro Artur Bernardes (1875 – 1955), do Partido Republicano Mineiro, havia sido eleito presidente da República poucos meses antes, em março de 1922, fato abordado no terceiro artigo da Série Hoje, há 100 anos. Durante a campanha presidencial houve o episódio das cartas falsas: Bernardes foi acusado de ter escrito cartas ao senador Raul Soares (1877 – 1924), publicadas no jornal Correio da Manhã, atacando seu opositor, o fluminense Nilo Peçanha (1867 – 1924), candidato do Movimento Reação Republicana, chamado de moleque, e o marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923), referido como um sargentão sem compostura, o que acirrou os ânimos dos militares contra sua candidatura. Os jovens militares da Revolta dos 18 do Forte haviam apoiado a Reação Republicana. E antes, em 1919, o presidente Epitácio Pessoa (1865 – 1942) já havia nomeado o civil Pandiá Calógeras (1870 – 1934) para o Ministério da Guerra, causando mal estar entre os militares.
Voltando para 1922: Epitácio interveio na eleição estadual de Pernambuco, ocorrida em 27 de maio, cuja campanha eleitoral entre o candidato ligado a Nilo Peçanha, o vencedor José Henrique Carneiro da Cunha, e o ligado a Artur Bernardes, o coronel Lima Castro, prefeito do Recife; havia sido muito agitada. As tropas federais patrulharam o Recife e apoiavam claramente os bernardistas (Diário de Pernambuco, 27 de maio de 1922). O marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923), então presidente do Clube Militar, reagiu criticando duramente o presidente, tendo enviado, em 29 de junho de 1922,  um telegrama ao coronel Jaime Pessoa, comandante da 7ª Região Militar, sediada no Recife:
“O Clube Militar está contristado pela situação angustiosa em que se encontra o Estado de Pernambuco, narrada por fontes insuspeitas que dão ao nosso glorioso Exército a odiosa posição de algoz do povo pernambucano. Venho fraternalmente lembrar-vos que mediteis nos termos dos arts. 6.º e 14 da Constituição, para isentardes o vosso nome e o da nobre classe a que pertencemos da maldição de nossos patrícios. O apelo que ora dirijo ao ilustre consócio é para satisfazer os instantes pedidos de camaradas nossos daí, no sentido de apoiá-lo nessa crítica emergência, em que se procura desviar a força armada do seu alto destino. Confiando no vosso patriotismo e zelo pela perpetuidade do amor do Exército, ao povo de nossa terra, vos falo nesse grande momento. Não esqueçais que as instituições passam e o Exército fica. – Saudações – M.al Hermes da Fonseca.” (Correio da Manhã, 30 de junho de 1922, terceira coluna).
Epitácio ordenou, em 2 de julho, a prisão do marechal  Hermes – que foi libertado no dia seguinte – e o fechamento do Clube Militar, três dias antes do levante do Forte de Copacabana. O capitão Euclides Hermes (1883 – 1962), filho de Hermes e comandante do Forte de Copacabana, em 4 de julho, conclamou seus comandados. Houve também levantes na Vila Militar e na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, e ainda na guarnição de Mato Grosso. Devido à revolta, foi decretado o estado de sítio no Brasil. O governo federal reprimiu o movimento, prendendo vários oficiais, inclusive, novamente, Hermes da Fonseca, libertado em janeiro de 1923 (O Jornal, 2 de julho,primeira coluna; 4 de julho, primeira coluna; e 6 de julho de 1922; Gazeta de Notícias, 6 de julho de 1922; O Paiz, 7 de janeiro de 1923; Gazeta de Notícias, 7 de janeiro de 1923).
 
Telegrama enviado pelo então presidente Epitácio Pessoa ao presidente eleito, Artur Bernardes, 5 de julho de 1922 / CPDOC
 
“Na madrugada de 5 de julho, a crise culminou com uma série de levantes militares. Na capital federal, levantaram-se o forte de Copacabana, guarnições da Vila Militar, o forte do Vigia, a Escola Militar do Realengo e o 1° Batalhão de Engenharia; em Niterói, membros da Marinha e do Exército; em Mato Grosso, a 1ª Circunscrição Militar, comandada pelo general Clodoaldo da Fonseca, tio do marechal Hermes. No Rio de Janeiro, o movimento foi comandado pelos “tenentes”, uma vez que a maioria da alta oficialidade se recusou a participar do levante.
Os rebeldes do forte de Copacabana dispararam seus canhões contra diversos redutos do Exército, forçando inclusive o comando militar a abandonar o Ministério da Guerra. As forças legais revidaram, e o forte sofreu sério bombardeio. O ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, empreendeu em vão várias tentativas no sentido de obter a rendição dos rebeldes.
Finalmente, no início da tarde do dia 6 de julho, ante a impossibilidade de prosseguir no movimento, os revoltosos que permaneciam firmes na decisão de não se renderem ao governo abandonaram o forte e marcharam pela avenida Atlântica de encontro às forças legalistas. A eles aderiu o civil Otávio Correia, até então mero espectador dos acontecimentos.
Conhecidos como os 18 do Forte – embora haja controvérsias quanto a seu número, pois os depoimentos dos sobreviventes e as notícias da imprensa da época não coincidem -, os participantes da marcha travaram tiroteio com as forças legais. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram com graves ferimentos. Entre os mortos, estavam os tenentes Mário Carpenter e Newton Prado.”
Site do CPDOC
 
Segundo o historiador Hélio Silva:
“Silenciado o último fuzil; mal pensadas as feridas sangrentas; jogada a pá de cal aos esquifes baixados às sepulturas, começaram as devassas. (…) (Instautou-se) um estado de sítio de quatro anos, sob um regime de prisões políticas, não só dos réus, mas também dos advogados e jornalistas, que os defendiam e, ainda, a ameaça de prisão para juízes e paralemntares, com a censura à imprensa e alguns jornais suspensos… O interrogatório dos indiciados faz surgir nos cabeçalhos dos diários os nomes que mais tarde iriam chefiar revoluções, dirigir ministérios, comandar exércitos: Eduardo Gomes, Juarez Távora, Ciro Cardoso, Odílio Denys.”
 
Da esquerda para direita, tenentes Eduardo Gomes, Siqueira Campos, Nílton Prado e Otávio Correia/
Beira-Mar, 3 de julho de 1927
 
A icônica foto do episódio dos 18 do Forte, mostrada acima, não está creditada mas é de autoria do fotógrafo Zenóbio Rodrigues do Couto (1875 – 1931).
 
 
Zenóbio Rodrigues do Couto (1875 – 1931) / O Cruzeiro, 3 de julho de 1974
 
Houve inclusive uma polêmica em torno da veracidade e da autoria da imagem, considerada pelo O Cruzeiro, em 1931, um dos dois registros mais importantes da reportagem fotográfica brasileira até então. O outro seria o da saída do presidente Washington Luis (1869 – 1957) do Palácio da Guanabara, em 24 de outubro de 1930, produzida por Arnaldo Vieira (? – 1974), da Revista da Semana (O Cruzeiro, 26 de setembro de 1931, terceira coluna; O Cruzeiro, 3 de julho de 1974).
Além da icônica imagem de Zenóbio, conhecida como Marcha da Morte, ele teria produzido duas outras do episódio: uma do tenente Newton Campos de pé sobre uns colchões em frente ao Forte de Copacabana e outra do cabo Manoel Antônio Reis, corneteiro do Forte. Teriam sido publicadas na edição de 15 de julho de 1922 da revista O Malho, que foi apreendida, motivo pelo qual não há um exemplar dessa edição na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Porém, em O Jornal, de 18 de julho de 1922, há a transcrição de um artigo publicado na referida edição de O Malho sobre a revolta, a favor do presidente (O Jornal, 18 de julho de 1922, quarta coluna; Correio da Manhã, 3 de julho de 1963; História de Alagoas). Zenóbio e sua mulher suicidaram-se, em 1931 (O Malho, 12 de setembro de 1931).
 
O Malho, 12 de setembro de 1931
 
Link para fotografias do movimento revolucionário publicadas na Revista da Semana de 15 de julho de 1922: páginas 18, 19 e 20.
 
Homenagem aos 18 do Forte
 
Em 5 de dezembro de 1930, por decisão do interventor do Distrito Federal, Adolpho Bergamini (1886 – 1945), em homenagem aos 18 do Forte, a rua Barroso, em frente a qual se realizaram os combates na praia, foi batizada de rua Siqueira Campos. E a antiga rua Hermezilda passou a chamar-se 5 de julho, em 1931 (Beira-Mar, 11 de julho de 1931).
 
Beira-Mar, 11 de julho de 1931
 
Na edição da Beira-Mar, de 29 de junho de 1940, foi publicado um interessante relato de um repórter que presenciou a Revolta dos 18 do Forte.
Foi inaugurado, em 5 de julho de 1974, com a presença do brigadeiro Eduardo Gomes, único sobrevivente do levante, o monumento Tenente Siqueira Campos – Ao Levante dos 18 do Forte, na avenida Atlântica, em frente à rua Siqueira Campos. A estátua em bronze representa Siqueira Campos no momento que foi atingido por um tiro (Jornal do Brasil, 5 de julho, última coluna; e 6 de julho, terceira coluna, de 1974).
 
Jornal do Brasil, 4 de julho de 1974
 
Quadro em homenagem aos 18 do Forte pintado por Manoel de Faria / Correio da Manhã, 25 de outubro de 1930
 
 
Outra efeméride de 1922 – A fundação do Centro Dom Vital
 
Também em 1922, em maio, cerca de dois meses antes do episódio dos 18 do Forte, foi fundado o Centro Dom Vital, criado pelo escritor Jackson de Figueiredo (1891 – 1928), convertido ao catolicismo, em 1918, influenciado por dom Sebastião Leme (1882 – 1942), arcebispo do Rio de Janeiro. A associação combatia os ideais dos tenentes, atacava o socialismo e um de seus objetivos mais importantes era formar uma “nova geração de intelectuais católicos”. Jackson usava a revista A Ordem, fundada por ele, em 1921, para repercutir os ideais do Centro Dom Vital, do qual fizeram parte como presidentes o escritor Alceu Amoroso Lima (1893 – 1983) e o jurista Heráclito Sobral Pinto (1893 – 1991), dentre outros.
 
Jackson de Figueiredo (1891 – 1928)
 
Andrea C. T. Wanderley
Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
Esse artigo passou a integrar a série Conflitos, em 20 de março de 2026.
 
Fontes:
CARVALHO, Claunisio Amorim. O insigne pavilhão: nação e nacionalismo na obra do escritor Coelho Neto. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social – Mestrado Acadêmico da Universidade Federal do Maranhão, 2012.
DÓRIA, Pedro. Tenentes: A guerra civil brasileira. Rio de Janeiro : Record, 2016.
FORJAZ, Maria Cecilia Spina. A crise da república oligárquica no Brasil: as primeiras manifestações tenentistas. Dezembro de 1976.
GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.
Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional
Nosso Século 1910 – 1930. Rio de Janeiro : Editora Abril, 1980.
Site Centro Dom Vital
Site CPDOC – 18 do Forte e Centro Dom Vital
Site História de Alagoas
Site Inventário dos Monumentos RJ
SILVA, Hélio. Sangue na areia de Copacabana. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1971.
SODRÉ, Nelson Werneck. O Tenentismo. Porto Alegre : Editora Mercado Aberto, 1985.
TORRES, Sergio Rubens de Araújo. A Revolução de 1922 – Os 18 do Forte
 
Links para os artigos já publicados da Série 1922 – Hoje, há 100 anos
Série 1922 – Hoje, há 100 anos I – Os Batutas embarcam para Paris, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022
Série 1922 – Hoje, há 100 anos II- A Semana de Arte Moderna, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica
Série 1922 – Hoje, há 100 anos III – A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica
Série 1922 – Hoje, há 100 anos IV – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica
Série 1922 – Hoje, há 100 anos VI e série Feministas, graças a Deus XI – A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica
Série 1922 – Hoje, há 100 anos VII – A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 – Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.
Série 1922 – Hoje, há 100 anos VIII – A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.
Série 1922 – Hoje, há 100 anos IX – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.
Série 1922 – Hoje, há 100 anos X –  A morte do escritor Lima Barreto (1881 – 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica
Série 1922 – Hoje, há 100 anos XI e série Feministas, graças a Deus XII – 1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.
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