Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional) para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059 com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444 objetos no ledger. Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde 200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural, porque todos têm thumbnail. Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo, posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de fora pelo .gitignore.
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titulo: "Cronologia de Otto Hees (1870 – 1941)"
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autor: "Andrea Wanderley"
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data: "2024-05-23T10:00:19+00:00"
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categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Sem categoria", "Convidados", "Preservação digital"]
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# Cronologia de Otto Hees (1870 – 1941)
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Cronologia de Otto Hees (1870 – 1941)
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1870 – Otto Friedrich Wilhelm Karl Hees nasceu em 4 de setembro de 1870, em Petrópolia. Era um dos 11 filhos do fotógrafo alemão Pedro Hees (1841 – 1880) com Maria Glasow Hees (1843 – 1928). Seus irmão eram Ana Catarina Hees (1861-1944), Edmundo Frederico Nicolau Hees (1862-1944), Fernando Jacob Hees (1865-1866), Fernando Mauricio Hees (1867-1893), João Batista Hees (1868-1876), Elisa Matilde Hees (1872-1932), Maria Olga Hees (1872-1958), Joana Teresa Hees (1874-1900), Numa Augusto Hees (1877-1961) e Isabel Emma Hees (1878-1943).
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1876 - Seu pai, Pedro Hees, em 16 de agosto de 1876, tornou-se Fotógrafo da Casa Imperial. Segundo Boris Kossoy, recebeu do conde e da condessa d´Eu “a graça de usar o título de Photographo de sua Imperial Caza e de collocar na porta do seu estabelecimemnto as respectivas armas”. O documento foi assinado por Benedicto Torres, mordomo do conde d’Eu e da princesa Isabel.
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1880 – Em julho, falecimento de seu pai, com que havia aprendido fotografia.
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1882 - Otto havia iniciado seus estudos no Colégio Alemão, em Petrópolis, e, em dezembro de 1882, foi premiado (O Mercantil, 20 de dezembro de 1882, quarta coluna). O estabelecimento fotográfico de Pedro Hees foi arrendado ao fotógrafo Antonio Henrique da Silva Heitor (18?-?), que recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial, em 2 de março de 1885, outorgado por dom Pedro II.
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1888 – Em março de 1888, Otto já havia assumido o estúdio (Alggemeine Deutsche Zeitung, 31 de março de 1888, última coluna).
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1889 – Em 23 maio de 1889, produziu a fotografia da Família Imperial, provavelmente a última antes do exílio.
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Otto Rees. Família Imperial, 25 de maio de 1889. Da esquerda para a direita: a imperatriz dona Teresa Cristina, dom Antônio, a princesa Isabel, o imperador, dom Pedro Augusto (filho da irmã da princesa Isabel, dona Leopoldina, duquesa de Saxe), d. Luís, o conde d’Eu e dom Pedro de Alcântara. Palácio Isabel, atual Grão-Pará, Petrópolis, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional
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Em outubro de 1889, Otto abriu um estúdio em Juiz de Fora, Minas Gerais, e retornou a Petrópolis no mês seguinte (O Mercantil, 20 de novembro de 1889, última coluna).
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O Pharol, 13 de outubro de 1889
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Mercantil, 20 de novembro de 1889
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1890 - Em 1º de fevereiro de 1890, o estabelecimento passou a chamar-se Hees & Irmãos, de Numa Augusto e Otto.
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Mercantil, 5 de fevereiro de 1890
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1892 - Alistou-se no exército, seguindo também a carreira militar.
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1895 - Em abril de 1895, fazia parte da administração do Asilo de Caridade de Petrópolis (Boletim do Grande Oriente do Brasil, Jornal Oficial da Maçonaria, abril de 1895).
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Em maio de 1895, tornou-se um dos primeiros ciclistas a efetuar o trajeto Petrópolis-Juiz de Fora. Foi um dos fundadores do Clube Alemão e, ainda nessa década ficou conhecido em Petrópolis por ter organizados muitas festas.
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1900- Foi candidato a vereador geral e a juiz de paz em Petrópolis.
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1901 – Foi empossado como juiz de paz em Petrópolis. Também em 1901, quando era tenente, produziu fotografias de ladrões para arquivamento da polícia.
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1902 – Trabalhou na Sul América Seguros
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1903 – Fotografou o barão do Rio Branco (1845 – 1912) e outras personalidades, em 17 de novembro de 1903, logo após a assinatura do Tratado de Petrópolis, que incorporou o território correspondente ao Acre ao Brasil.
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Grupo de negociadores do Tratado de Petrópolis, 17 de novembro de 1903. Petrópolis, RJ / Acervo Museu Imperial
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Foi reeleito para o cargo de juiz de paz para o biênio 1904-1905.
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1910 - Foi eleito vereador por Petrópolis. Já era major. Nas décadas seguintes, afastado comercialmente da fotografia, exerce os cargos de secretário executivo e delegado de polícia na sua cidade natal (Enciclopédia Itaú Cultural).
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1941 – Faleceu em Petrópolis, em setembro de 1941 (Jornal do Brasil, 17 de setembro de 1941, quarta coluna).
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1946 – A imagem da família real produzida por Otto Hees foi reproduzida no artigo Isabel, a Redentora, publicado em A Noite, de 30 de julho de 1946. É referida como o último flagrante de parte da família Imperial no Brasil.
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A Noite, 30 de julho de 1946
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Andrea C. T. Wanderley
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Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
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- `20.500.12156.1/12495` — `itens/20.500.12156.1_12495/`
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