Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional) para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059 com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444 objetos no ledger. Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde 200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural, porque todos têm thumbnail. Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo, posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de fora pelo .gitignore.
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titulo: "Série “Hotéis do Brasil” III – Copacabana Palace, símbolo do “glamour” carioca"
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autor: "Andrea Wanderley"
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data: "2020-08-13T10:13:01+00:00"
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categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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# Série “Hotéis do Brasil” III – Copacabana Palace, símbolo do “glamour” carioca
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O Copacabana Palace, símbolo do glamour carioca e considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, é o tema do terceiro artigo da série Hotéis do Brasil. Na época de sua inauguração, era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. A Brasiliana Fotográfica destaca registros do hotel produzidos por Augusto Malta (1864 – 1957) que, entre 1903 e 1936, foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, e imagens aéreas realizadas por um fotógrafo ainda não identificado. Estas últimas pertencem à Coleção Particular Oliveira Reis, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras do portal.
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Augusto Malta. Fachado do Hotel Copacabana Palace, 5 de julho de 1925. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
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A construção de um hotel de luxo na avenida Atlântica, recém duplicada e iluminada pelo prefeito Paulo de Frontin (1860 – 1933), em Copacabana, bairro que concentrava a aristocracia moderna do Rio de Janeiro, fazia parte dos preparativos para a celebração do centenário da independência do Brasil, em 1922. O presidente Epitácio Pessoa (1865 – 1942) submeteu o projeto ao empresário Octávio Guinle (1886 – 1968), membro de uma das mais ricas e tradicionais famílias do Brasil e dono do Palace Hotel, no Rio de Janeiro, e do Hotel Esplanada, em São Paulo. Ele aceitou o desafio, porém o Copacabana Palace só ficou pronto em 1923 quando a Exposição Internacional do Centenário da Independência, aberta em 7 de setembro de 1922, já havia sido encerrada, em 24 de julho de 1923.
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Ao longo de sua existência o hotel foi visitado ou hospedou reis, artistas, intelectuais e políticos como Ava Gardner (1922 – 1990), Janis Joplin (1943 – 1970), Hebe Camargo (1929 – 2012), Lady Di (1961 – 1997) e Príncipe Charles (1948 – ), Mick Jagger (1943 – ), Orson Welles (1915 – 1985), Paul McCartney (1942 – ), Santos Dumont (1873 – 1932), Washington Luís (1869 – 1957) e os futuros reis Edward VIII (1894 – 1972) e George VI (1895 – 1952).
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Copacabana Palace, c. 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ
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Acessando o link para as fotografias do Hotel Copacabana Palace disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.
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O Copa, apelido pelo qual ficou conhecido, teve seu batismo oficial realizado em 13 de agosto de 1923 com a visita do presidente da República, Artur Bernardes (1875 – 1955), em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata (1882 – 1964). Foram recebidos por Octávio Guinle. No dia seguinte o hotel começou a receber hóspedes, distintos turistas e brasileiros da melhor sociedade (Gazeta de Notícias, 8 de agosto de 1923; O Paiz, 14 de agosto de 1923, segunda coluna; e Beira-Mar, 19 de agosto de 1923).
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O Paiz, 12 de agosto de 1923
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Inspirado nos hotéis Negresco, em Nice, e no Carlton, em Cannes – ambos na França – e situado na avenida Atlântica 1.702, o Copacabana Palace é um marco na ocupação e na paisagem de Copacabana e contribuiu para a projeção internacional do Rio de Janeiro. Seu arquiteto foi o francês Joseph Gire (1872 – 1933), responsável por outras obras como a do Hotel Glória e a do Edifício Joseph Gire, que ficou conhecido como Edifício A Noite. Gire, formado pela École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, desembarcou no Rio de Janeiro em 1916. O engenheiro responsável pela obra do Copa foi Cesar de Mello e Cunha (1898 – 1991). O hotel foi construído com cimento alemão, mármore de Carrara, e adornado com vidros e lustres da Tchecoslováquia, móveis franceses, tapetes ingleses e cristais da Boêmia. Suas porcelanas eram Limoges.
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O Paiz, 25 de agosto de 1923
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A principal atração de seu baile de inauguração, que contou com figuras importantes da República, era a dançarina francesa Mistinguett (1875 – 1956), mas o show foi cancelado na véspera por seus empresários. Mesmo assim o evento foi um sucesso (Gazeta de Notícias, 1º de setembro de 1923, quarta coluna; e O Paiz, 31 de agosto de 1923, primeira coluna; O Paiz, 1º de setembro de 1923, primeira coluna).
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Revista da Semana, 1º de setembro de 1923
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Foi ambientado no Copa o filme Voando para o Rio (1933), estrelado por Fred Astaire (1899 – 1987) e Ginger Rogers (1911 – 1995) – que pela primeira vez apareceram dançando juntos em um filme -, Dolores del Rio (1904 – 1983)e Gene Raymond (1908 – 1998).
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Cartaz do filme Voando para o Rio
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De 1924 a 1946, o Copa abrigou o Cassino Copacabana – nesse período ficou um tempo fechado e foi reaberto em maio de 1933 (Fon-Fon, 26 de janeiro de 1924; Beira-Mar, 13 de maio de 1933, primeira coluna). Diversos artistas nacionais e internacionais apresentaram-se em seu lendário Golden Room, inaugurado em 26 de dezembro de 1940 (Diário Carioca, 28 de dezembro de 1940), dentre eles Carmen Miranda (1909 – 1955), Charles Aznavour (1924 – 2018), Edith Piaf(1915 – 1963), Ella Fitzgerald (1917 – 1996), Josephine Baker (1906 – 1975), Marlene Dietrich (1901 – 1992), Maurice Chevalier (1888 – 1972), Nat King Cole (1919 – 1965), Ray Charles (1930 – 2004) e Yves Montand (1921 – 1991).
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Correio da Manhã, 22 de dezembro de 1940
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Em 1989, a família Guinle vendeu o Copacabana Palace para o grupo Orient-Express, posteriormente, Belmond, que foi vendido para o grupo francês LVMH, em dezembro de 2018. O hotel é tombado em nível federal, estadual e municipal.
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Devido à pandemia do coronavírus, pela primeira vez desde sua inauguração o hotel foi fechado, em 10 de abril de 2020. Andrea Natal, diretora geral do Grupo Belmond do Brasil, que administra o estabelecimento, e o cantor e compositor Jorge Ben Jor (1945 -), que vive lá desde 2018, foram os únicos que continuaram no hotel. Foi anunciado que seria reaberto no dia 20 de agosto de 2020.
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Augusto Malta. Praia de Copacabana vista do pátio do Copacabana Palace Hotel, 19?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN
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Andrea C. T. Wanderley
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Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
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Fontes:
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BOECHAT, Ricardo. Copacabana Palace: um hotel e sua história. São Paulo: DBA, 1998.
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Folha de São Paulo, 16 de setembro de 2015
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Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional
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IstoÉ, 17 de dezembro de 2018
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O’DONNELL, Julia. A invenção de Copacabana: culturas urbanas e estilos de vida no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.
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O Globo, 13 de agosto de 2008
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Site I-Patrimônio
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UOL Notícias, 30 de outubro de 2008
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Uol Notícias, 2 de julho de 2020
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
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- `20.500.12156.1/8285` — `itens/20.500.12156.1_8285/`
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- `20.500.12156.1/6144` — `itens/20.500.12156.1_6144/`
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- `20.500.12156.1/3168` — `itens/20.500.12156.1_3168/`
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