Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional) para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059 com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444 objetos no ledger. Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde 200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural, porque todos têm thumbnail. Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo, posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de fora pelo .gitignore.
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titulo: "Série “Teatros e cinemas do Brasil” III – A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro"
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autor: "Andrea Wanderley"
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data: "2017-07-14T12:10:28+00:00"
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categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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# Série “Teatros e cinemas do Brasil” III – A inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
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A Brasiliana Fotográfica homenageia o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado na Cinelândia, em 14 de julho de 1909, com as fotografias de Augusto Malta (1864 – 1957), A. Ribeiro, Jorge Kfuri (1892/3? – 1965), Luis Musso (18? – 1908), Marc Ferrez (1843 – 1923) e Uriel Malta (1910-1994), pertencentes aos acervos do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, da Biblioteca Nacional, da Diretoria do Patrimônio Histórico da Marinha, do Museu da República e do Instituto Moreira Salles. O prédio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de estilo eclético, é um dos mais bonitos e imponentes da cidade e sua história mistura-se à trajetória cultural do Brasil. Considerado uma das mais importantes salas de espetáculos da América do Sul, ao longo de seus mais de 100 anos recebeu os maiores artistas nacionais e internacionais, como as cantoras Bidu Sayão (1902 – 1999), Maria Callas (1923 – 1977) e Renalta Tebaldi (1922 – 2004); os maestros Arturo Toscanini (1867 – 1957), Igor Stravinsky (1882 – 1971) e Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959); a atriz Sarah Bernhardt (1844 – 1923) e os bailarinos Margot Fonteyn (1919 – 1991), Rudolf Nureyev (1938 – 1993), Ana Botafogo (1957-) e Mikhail Baryshnikov (1948-); além de importantes personalidades como o papa Francisco (1936-) e o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (1961-).
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Acessando o link para as fotografias do Theatro Municipal do Rio de Janeiro disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.
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Marc Ferrez. Teatro Municipal, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
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Um dos maiores entusiastas da construção do Theatro Municipal foi o dramaturgo Arthur Azevedo (1855-1908), que faleceu nove meses antes de sua inauguração. Foi o prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), que, durante seu mandato, de 1902 a 1906, realizou uma significativa reforma urbana na cidade, que ficou conhecida como o “bota-abaixo”. Foi aberta uma concorrência pública para a escolha do projeto arquitetônico do futuro teatro (Gazeta de Notícias, 20 de março de 1904, na quarta coluna e na última coluna). Em 20 de setembro de 1904, a subcomissão formada pelo o diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, José de Andrade Pinto, pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios (1858 – 1928), pelo escultor Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931), pelo industrial Carlos Hargreaves e pelo próprio Arthur Azevedo, reuniu-se para estudar os projetos apresentados (Gazeta de Notícias, 21 de setembro de 1904, na quinta coluna). Finalmente, a comissão encarregada para a escolha do melhor projeto decidiu pelo empate entre os projetos Áquila e Isadora (Gazeta de Notícias, 22 de setembro de 1904, sétima coluna).
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Fachada do Theatro Municipal – Projeto Áquila, de Pereira Passos
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Fachado do Theatro Municipal – Projeto Isadora, de Albert Guilbert
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O autor do primeiro foi o engenheiro Francisco de Oliveira Passos (1878 – 1958), filho do prefeito, e, o do segundo, o arquiteto francês Albert Guilbert (1866 – 1949), vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses.
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Anônimo. Francisco de Oliveira Passos, 1907. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República
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O arquiteto francês Albert Guilbert / Wikipedia
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O parentesco do prefeito com um dos vencedores causou uma grande polêmica e a autoria do Áquila foi questionada: suspeitou-se que a seção de arquitetura da Prefeitura teria sido responsável pelo projeto. Os dois projetos premiados, inspirados na Ópera de Paris, se fundiram e resultaram no projeto final.
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Projeto final para a fachada do Theatro Municipal
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Em janeiro de 1905, as primeiras estacas necessárias à construção do teatro começaram a ser colocadas (Gazeta de Notícias, 4 de janeiro de 1905, na sétima coluna). Em 20 de maio do mesmo ano, com a presença do presidente da República, Rodrigues Alves (1848 – 1919), e das mais importantes autoridades do país, foi lançada sua pedra fundamental (Gazeta de Notícias, 19 de maio, na sexta coluna, e 21 de maio, na primeira coluna, de 1905). Artistas de renome como os irmãos Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931) e Henrique Bernardelli (1857 – 1936), Eliseu Visconti (1866 – 1944) e Rodolfo Amoedo (1857 – 1941) participaram da decoração do teatro.
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Augusto Malta. Teatro Municipal, 15 de março de 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República
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Fon-Fon, 10 de julho de 1909
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Em 14 de julho de 1909, com capacidade para 1.739 espectadores, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi inaugurado na praça Marechal Floriano, esquina com a então avenida Central, atual Rio Branco. O evento teve a presença do presidente Nilo Peçanha (1867 – 1924) e do prefeito Francisco Marcelino de Sousa Aguiar (1855 – 1935), dentre outras personalidades. A um discurso de Olavo Bilac (1865 – 1918) seguiu-se a programação artística: sob a regência do maestro Francisco Braga (1868 – 1945) foram executados o poema sinfônico de sua autoria, Insomnia, e do noturno da ópera Condor, de Carlos Gomes (1836 – 1896). Depois foi encenado um delicioso ato em prosa do grande estilista Coelho Neto, Bonança. A terceira e última parte do espetáculo foi a apresentação da ópera Moema, de Delgado de Carvalho. Após o espetáculo, vários espectadores foram para o Salão Assyrio, restaurante do teatro (O Paiz, 14 de julho e 15 de julho de 1909; e Gazeta de Notícias, 15 de julho de 1909).
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Luis Musso. Teatro Municipal, 1908. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República
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Desde 1909, o teatro passou por quatro grandes reformas: 1934, 1975, 1996 e 2008. A última foi realizada em comemoração aos cem anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que foi reinaugurado em 27 de maio de 2010. Atualmente tem 2.252 lugares. Atravessa, em 2017, uma grande crise financeira. Funcionários do teatro protestaram, em 9 de maio de 2017, contra os atrasos salariais e a falta de investimentos na instituição com um espetáculo de ópera e música clássica na escadaria no prédio.
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Fon-Fon, 31 de julho de 1909
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Em celebração aos 117 anos da inauguração do Theatro Municipal, em julho de 2026, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, inaugurou, em parceria com o teatro a exposição Perspectivas de uma Cidade em Movimento, que reúne imagens e documentos sobre as transformações urbanas do entorno do Theatro Municipal e da região central. É um convite ao público para revisitar diferentes momentos da história carioca a partir do patrimônio preservado pelo AGCRJ (1).
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(1) Esse parágrafo foi acrescentado em17 de julho de 2026.
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Andrea C. T. Wanderley
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Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
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Fontes:
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ERMAKOFF, George. Theatro Municipal do Rio de Janeiro 100 Anos. Rio de Janeiro : Editora George Ermakoff, 2010.
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FORTE, Ana Maria Siems. Turismo cultural no Rio de Janeiro: um ponto de vista a partir do Theatro Muncipal do Rio de Janeiro. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Programa de Pós Graduação em História Política e Bens Culturais (PPHPBC) do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil – CPDOC Para a obtenção do grau de Mestre em Bens Culturais e Projetos. Fundação Getulio Vargas, março de 2006.
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Hemeroteca da Biblioteca Nacional
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SANTOS, Nubia Mehlen (organizadora). Theatro Municipal do Rio de Janeiro – um século em cartaz. Rio de Janeiro : Editora Senac Rio, 2011.
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Site CPDOC
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Site Rio de Janeiro aqui
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Site Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa RJ
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Site Theatro Municipal do Rio de Janeiro
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Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre teatros e cinemas
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Série O Rio de Janeiro desaparecido I - Salas de cinema do Rio de Janeiro do início do século XX, publicado em 26 de fevereiro de 2016.
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Os teatros do Brasil, publicado em 21 de março de 2016
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||
Cinema no Brasil – a primeira sessão e um pouco da história do Cinema Odeon, publicado em 8 de julho de 2021
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Série “O Rio de Janeiro desaparecido” XII – O Teatro Lírico (Theatro Lyrico), publicado em 16 de setembro de 2021
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O Theatro de Santa Isabel, publicado em 28 de outubro de 2021
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||
O Teatro Amazonas (Theatro Amazonas), em Manaus, a “Paris dos Trópicos”, publicado em 28 de dezembro de 2021
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O Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Teatro, publicado em 27 de março de 2023
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||
Dia do Cinema Brasileiro, publicado em 19 de junho de 2023
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Série O Rio de Janeiro desaparecido XXV – O Theatro Phenix, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 5 de setembro de 2023
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O Theatro da Paz, em Belém do Pará, inaugurado em 15 de fevereiro de 1878, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 15 de fevereiro de 2024
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
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- `20.500.12156.1/2586` — `itens/20.500.12156.1_2586/`
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- `20.500.12156.1/4995` — `itens/20.500.12156.1_4995/`
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- `20.500.12156.1/4906` — `itens/20.500.12156.1_4906/`
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- `20.500.12156.1/4985` — `itens/20.500.12156.1_4985/`
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