Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional) para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059 com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444 objetos no ledger. Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde 200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural, porque todos têm thumbnail. Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo, posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de fora pelo .gitignore.
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| 27585 | https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27585 | A estátua do Pequeno Jornaleiro por Alfredo Krausz | Andrea Wanderley | 2022-09-30T09:22:56+00:00 |
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A estátua do Pequeno Jornaleiro por Alfredo Krausz
A Brasiliana Fotográfica, no Dia do Jornaleiro, destaca a imagem Estátua do Pequeno Jornaleiro de autoria de Alfredo Krausz (? – 19?). Pouco se sabe, até o momento, sobre este fotógrafo. Imagens produzidas por ele integraram a exposição São Paulo 450 Anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles, realizada no Centro Cultural Fiesp, entre 23 de janeiro e 27 de junho de 2004. No acervo fotográfico do portal, há 52 imagens, todas do Instituto Moreira Salles, produzidas por Krausz no Rio de Janeiro – registros da Baía de Guanabara, de avenidas e ruas, de cinemas, edifícios e monumentos, do Cristo Redentor, dos Arcos da Lapa, dentre outras – , e, em São Paulo, a de um Zepellin sobrevoando a cidade com destaque para o Edifício Martinelli. Acessando o link para as fotografias de Alfredo Krausz disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela. Alfredo Krausz. O Pequeno Jornaleiro, c. 1938. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS A Estátua do Pequeno Jornaleiro foi inaugurada na confluência das ruas Ouvidor e Miguel Couto junto à avenida Rio Branco, durante as festas do Mês da Cidade, em 1º de junho de 1933, por iniciativa do jornal A Noite. O discurso da inauguração foi feito pelo escritor Coelho Neto (1864 – 1934) (A Noite, 2 de junho de 1933). Um dos maiores incentivadores das festas foi Anísio Teixeira (1900 – 1971), então Diretor da Instrução Municipal do Rio de Janeiro e um dos mais importantes educadores do Brasil (A Noite, 22 de maio de 1933). A obra, do caricaturista Fritz, pseudônimo do carioca Anísio Oscar Mota (1895-1969), foi fundida em bronze na Zani Fundição Artística e Metalúrgica Ltda e foi o ponto de partida para a criação da Casa do Pequeno Jornaleiro, concretizada, em 1940, pela então primeira-dama Darcy Vargas (1895 – 1968). A estátua reproduz uma cena que era muito comum no Rio de Janeiro do início do século XX: um menino que vestindo roupas velhas e com jornais debaixo do braço gritava as últimas manchetes do dia para vender os exemplares de jornal que carregava.
Fritz, pseudônimo de Anísio Oscar Mota (1895-1969), autor da estátua / Jornal do Brasil, 23 de agosto de 1961
A inspiração de Fritz para a criação da estátua foi um dos meninos que vendia, durante a década de 20, jornais nas ruas do Rio de Janeiro. Chamava-se José Bento de Carvalho e era conhecido por sua agilidade em vender jornais saltando e apeando do estribo dos bondes em velocidade. Vivia na redação de O Malho, onde Fritz trabalhava como repórter, não tinha parentes e suas roupas eram quase o dobro de seu tamanho. Já havia sido, anteriormente, o inspirador do personagem Pirulito (Jornal do Brasil, 19 de setembro de 1963).
Jornal do Brasil, 23 de agosto de 1961 A Noite, 22 de maio de 1933 Segundo o historiador da música popular brasileira Carlos Didier (1954-) que com João Máximo (1935 – ) escreveu o livro Noel Rosa – Uma biografia (1990), no dia da inauguração da estátua, no Programa Casé, o poeta e compositor Orestes Barbosa (1893 – 1966) fez, tendo como fundo musical solos de violão de Noel Rosa (1910 – 1937), a seguinte saudação ao monumento: “Esse garoto, que está aí na avenida, é a rua. A rua é o aplauso sincero e a vaia justa“(O GLOBO, 11 de janeiro de 2016). Careta, 10 de junho de 1933 Declaração de Herbert Moses (1884 – 1972), presidente da Associação Brasileira de Imprensa / A Noite, 23 de maio de 1933 Entre 1996, durante o Projeto Rio Cidade, a estátua foi transferida para a calçada da Rua Sete de Setembro. Em janeiro de 2016, o Pequeno Jornaleiro foi para o Parque Noronha Santos, devido às obras do VLT (O GLOBO, 11 de janeiro de 2016). Foi reinaugurado próxima a seu local original, na esquina das ruas do Ouvidor e Miguel Couto com a avenida Rio Branco, em 3 de outubro de 2019 (O GLOBO, 3 de outubro de 2019). E assim o grito do Pequeno Jornaleiro voltou a ecoar no Centro do Rio de Janeiro. O Pequeno Jornaleiro por Cássio Loredano, publicado na quinta edição da revista eletrônica Pasmado, 8 de abril de 2026 A ilustração acima foi inserida no artigo em 16 de abril de 2026. Andrea C. T. Wanderley Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica Fontes: Enciclopédia Itaú Cultural Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional Inventário dos Monumentos do Rio de Janeiro O GLOBO Site Senado Federal
Itens do acervo referenciados neste post:
20.500.12156.1/9578—itens/20.500.12156.1_9578/