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rodado 290c4cc21d feat: acervo Brasiliana Fotográfica coletado e mural 3D no ar
Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional)
para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059
com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444
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porque todos têm thumbnail.

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2026-09-13 20:17:02 +02:00

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14254 https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14254 O café sob a lente de vários fotógrafos Andrea Wanderley 2019-05-24T11:33:54+00:00
Análise de documento
Biografia
Cronologia
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Preservação digital
Sem categoria
20.500.12156.1/6225
20.500.12156.1/4936
20.500.12156.1/4355
20.500.12156.1/3722
20.500.12156.1/4751
2026-09-10T09:58:02.658Z

O café sob a lente de vários fotógrafos

Marc Ferrez. Colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba / Acervo IMS

Com uma seleção de imagens a Brasiliana Fotográfica lembra o Dia Nacional do Café, data incorporada em 2005 ao Calendário Brasileiro de Eventos. O produto chegou ao Brasil no século XVIII e desde então é um importante gerador de riquezas, muito significativo na história da economia e da cultura do país. Por sua relevância, vários aspectos de seu cultivo, colheita e comercialização foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles Georges Leuzinger (1813 – 1892), Guilherme Gaensly (1843 – 1928) e Marc Ferrez (1843 – 1923). O café foi também tema de fotógrafos ainda desconhecidos, do Instituto de Expansão Comercial e da Centennial Photographic Co. Convidamos nossos leitores a utilizarem a ferramenta zoom para uma melhor apreciação das fotografias.

Centennial Photographic Co. Pavilhões do Brasil na Exposição Internacional de Filadélfia – Pavilhão Café do Brasil, 1876. Filadéfia, Estados Unidos / Acervo Arquivo Nacional

    Acessando o link para as fotografias relacionadas ao café disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.     Georges Leuzinger. Café, c. 1866. Rio de Janeiro / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde   O café chegou ao Brasil, por Belém no Pará, em 1727, trazido pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta (1670 -1750) que, sob as ordens do governador do Maranhão e Grão Pará, o português João da Maia Gama, foi à Guiana Francesa para resolver problemas de fronteira. Lá conseguiu sementes de café que, na época, já tinham grande valor comercial. Seu cultivo espalhou-se da região Norte para outros estados e em meados do século XIX estabeleceu-se fortemente no Vale do Rio Paraíba, nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, gerando um novo ciclo econômico no país. Tornou-se o principal produto das exportações nacionais. Foi também muito cultivado em Minas Gerais e no Espírito Santo.   Instituto de Expansão Comercial. Uma fazenda de café, 194?. São Paulo / Acervo FBN   Sua produção e comercialização fomentaram o desenvolvimento e a criação de cidades, a construção de ferrovias para seu escoamento e São Paulo tornou-se a metrópole do café enquanto o Porto de Santos tornava-se seu principal ponto de saída. Após a abolição da escravatura, em 1888, aconteceu uma grande onda de imigração, principalmente de italianos, que vinham para o Brasil e se empregavam nos cafezais de São Paulo. A riqueza produzida nas lavouras de café gerou o crescimento do comércio, da oferta de serviços e da indústria nacional. O Brasil ainda é o maior exportador da bebida e o segundo maior país consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.   Marc Ferrez. Embarque de café para a Europa, c. 1895. Santos, São Paulo / Acervo IMS   “As plantações de café no Brasil, entre meados do Século XIX até o final do século XX, além das divisas econômicas, gerou também um rico patrimônio cultural, envolvendo as edificações, os costumes regionais e a paisagem marcante, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para resgatar, preservar e valorizar toda essa riqueza, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) criou o Grupo Interinstitucional sobre o Patrimônio Cultural do Café da região sudeste do Brasil que, entre outras iniciativas, deverá estreitar a parceria entre órgãos de proteção do patrimônio cultural, universidades, sociedade civil organizada e iniciativa privada, buscando desenvolver a melhor estratégia para a preservação e a valorização do patrimônio cultural referente ao café no Brasil” (Iphan, 2011).   “Nas fazendas de café eram comuns as jornadas de trabalho de quinze a dezoito horas diárias, iniciadas, ainda de madrugada, ao som do sino que despertava os escravos para que eles se apresentassem ao feitor, para receber as tarefas. Se as atividades fossem próximas à sede da fazenda, iam a pé; se mais distantes, um carro de boi os transportava.

No eito, distribuíam-se em grupos e trabalhavam horas sob as vistas do feitor e embalados pela música que cantavam. Num português misturado com suas línguas maternas, essas canções falavam do trabalho, de suas origens, dos patrões e de si mesmos, num ritmo monótono e constante, repetindo dezenas, centenas de vezes a mesma melodia. 

O almoço era servido lá pelas dez horas da manhã. O cardápio constava de feijão, angu de milho, abóbora, farinha de mandioca, eventualmente toucinho ou partes desprezadas do porco, rabo, orelha, pé etc. e frutas da estação como bananas, laranjas e goiabas. Embora houvesse interesse em se manter o negro saudável e apto para o trabalho, não havia a preocupação com sua longevidade. Em fazendas mais pobres, a comida com frequência se resumia ao feijão com gordura e um pouco de farinha de mandioca, o que acabava provocando seu definhamento precoce. Qualquer que fosse a comida, era preparada em enormes panelas e servida em cuias nas quais os escravos usavam as mãos ou, mais raramente, colheres de pau. A refeição deveria ser feita rapidamente, para não se perder tempo, e de cócoras; os negros tinham que engolir tudo porque logo em seguida a faina continuava. Por volta de uma hora da tarde, um café com rapadura era servido substituído nos dias frios por cachaça, e às quatro horas jantava-se. Aí, comia-se o mesmo que no almoço, descansava-se alguns minutos e retomava-se o batente até escurecer.

Cumpria-se, então, o ritual da manhã, todos se apresentando ao administrador ou dono, conforme o caso da fazenda. Era quando, após uma breve oração, iniciava-se o serão que constava, geralmente, da produção ou beneciamento de bens deconsumo. Os escravos debulhavam e moíam o milho, preparavam a farinha de mandioca e o fubá, pilavam e torravam o café. Com frequência, cortavam lenha e selecionavam o café apanhado no período de colheita. Só lá pelas nove ou dez horas da noite é que o escravo podia se recolher. Isso para alguém que, no verão, levantava por volta das quatro horas da madrugada. Antes de se deitar, fazia uma refeição rápida e, extenuado, descansava até a jornada do dia seguinte”.

Jaime Pinsky, em A Escravidão no Brasil   Fontes: Embrapa Iphan PINSKY, Jaime. A Escravidão no Brasil. São Paulo : Contexto, 2000. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Observatório Eco -Direito Ambiental Revista Cafeicultura   Andrea C. T. Wanderley Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica


Itens do acervo referenciados neste post:

  • 20.500.12156.1/6225 — itens/20.500.12156.1_6225/
  • 20.500.12156.1/4936 — itens/20.500.12156.1_4936/
  • 20.500.12156.1/4355 — itens/20.500.12156.1_4355/
  • 20.500.12156.1/3722 — itens/20.500.12156.1_3722/
  • 20.500.12156.1/4751 — itens/20.500.12156.1_4751/