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AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RELATOR DO INQ Nº 5026, PET Nº 15.674 e RCL 88.121 ANDRÉ MENDONÇA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
LINDBERGH FARIAS, deputado federal (PT/RJ), com endereço funcional

no Gabinete 227, Anexo IV, Câmara dos Deputados, Praça dos Três Poderes, Brasília/DF, CEP 70160-900, dep.lindberghfarias@camara.leg.br, (61) 3215-5227, vem, por intermédio de seu advogado subscritor, com fundamento no artigo 5º, XXXIV, "a", da Constituição da República, apresentar

NOTÍCIA DE FATO CRIMINAL COM PEDIDO DE REPRESENTAÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES INCLUSIVE PRISÃO PREVENTIVA DE FLÁVIO BOLSONARO

em face de FLÁVIO BOLSONARO, brasileiro, senador da República (PL/RJ), inscrito no CPF nº 087.011.227-97, com endereço profissional na Praça dos Três Poderes, Senado Federal, Anexo I, 17º pavimento, Brasília/DF, CEP 70.165-900, sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br, (61) 3303-1717, pelos fatos relacionados à cobrança de valores milionários de Daniel Vorcaro do Banco Master envolvido na Operação Compliance Zero.

I. DOS FATOS.

  1. Segundo reportagem publicada pelo The Intercept Brasil1, Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, um aporte de aproximadamente US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões, destinado ao suposto financiamento do filme "Dark Horse", produção voltada à construção da

imagem política de Jair Bolsonaro. A matéria aponta, ainda, que ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.

  1. As mensagens e o áudio atribuídos a Flávio Bolsonaro indicam vínculo direto, pessoal, político e financeiro com Daniel Vorcaro, em contexto sensível de crise do Banco Master, instituição posteriormente submetida a liquidação.
  2. No áudio2, Flávio Bolsonaro se dirige a Daniel Vorcaro com tratamento de extrema intimidade, chamando-o de "irmão", e afirma que preferiu enviar a mensagem para que ele pudesse ouvir "com calma": "Irmão, eu preferi

te mandar o áudio aqui pra você ouvir com calma". Em seguida, relata

estar atravessando "um dos momentos mais difíceis" de sua vida e em referência ao contexto de crise envolvendo o Banco Master .

  1. O conteúdo revela que Flávio Bolsonaro cobrava, de forma direta, recursos ou providências financeiras sob o pretexto de serem relacionadas ao filme. Ele afirma que, embora Daniel Vorcaro tivesse dado "liberdade" para ser cobrado, ficava "sem graça" de fazê-lo, mas justificava a cobrança pelo momento decisivo da produção: "apesar de você ter dado liberdade,
Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá?

Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme" .

  1. A fala também indica a existência de parcelas atrasadas e tensão generalizada em torno do financiamento da obra. Flávio diz expressamente: "como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo

tenso", e demonstra preocupação com o efeito político e reputacional de

eventual inadimplemento, afirmando que poderia haver um resultado contrário ao que "a gente sonhou pro filme" .

  1. A preocupação narrada por Flávio Bolsonaro envolvia compromissos assumidos com atores e profissionais estrangeiros. No áudio, ele menciona nominalmente Jim Caviezel e Cyrus, dizendo: "Imagina a gente

dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, uns caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial". A fala demonstra

que o projeto possuía dimensão internacional, compromissos financeiros relevantes e dependência concreta dos aportes negociados com Daniel Vorcaro .

2 https://www.youtube.com/watch?v=L1gDhyp24OU


  1. Em outro trecho, Flávio Bolsonaro pede uma posição urgente a Daniel Vorcaro e afirma que precisava saber "o que faz da vida": "Então, se você

puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel, porque a gente precisa saber o que faz, cara, da vida". A frase reforça a centralidade de Vorcaro

no financiamento do projeto e a dependência da produção em relação à atuação do controlador do Banco Master .

  1. A parte mais grave do áudio aparece quando Flávio Bolsonaro afirma que havia muitas contas a pagar e que, na "reta final", o grupo não poderia "vacilar" nem deixar de honrar compromissos, sob pena de perder todos os elementos estruturais do filme: "Porque eu já tenho muita conta pra

pagar esse mês e o mês seguinte também. E agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos perde diretor, perde equipe, perde tudo" .

  1. Ao final, Flávio volta a chamar Daniel Vorcaro de "irmão", reforçando a proximidade pessoal entre ambos: "Poder me dar um toque aí, irmão?

Desculpa o áudio longo aí, tá? Um abração. Fica com Deus, cara". O

conjunto da fala demonstra que a relação mantida entre o senador e o banqueiro envolvia confiança pessoal, cobrança direta, dependência financeira e expectativa de continuidade de pagamentos em favor de projeto político-midiático vinculado à imagem de Jair Bolsonaro.

  1. A reportagem também informa que, na véspera da prisão de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro teria enviado mensagem nos seguintes termos:
"Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a

gente. Só preciso que me dê uma luz!". A mesma troca de mensagens

registraria expressões como "Tudo isso só está sendo possível por causa

de vc", evidenciando grau de proximidade incompatível com relação

meramente circunstancial, episódica ou institucional.

  1. A circunstância temporal aumenta a gravidade dos fatos. A troca de mensagens ocorreu na véspera da prisão de Daniel Vorcaro. Um dia depois, o controlador do Banco Master foi preso, e a instituição financeira entrou em liquidação. Essa sequência indica que Flávio Bolsonaro mantinha interlocução direta e pessoal com o banqueiro em momento crítico, quando já havia risco concreto de colapso da estrutura financeira associada ao Banco Master.

12. O conjunto revela indícios de uma engrenagem de financiamento político,

promoção pessoal e eventual circulação de recursos oriundos de instituição financeira em colapso, em benefício direto do núcleo político familiar de Jair Bolsonaro. A existência de pagamentos milionários, a interlocução direta com parlamentar federal, a proximidade temporal com a prisão de Vorcaro e a vinculação do projeto audiovisual à biografia política de ex-presidente da República exigem imediata apuração criminal.

13. Os fatos também ganham especial gravidade diante da possível utilização

de estrutura empresarial, financeira e audiovisual para promover projeto político específico, com potencial ocultação de origem, finalidade, beneficiários, contrapartidas e eventuais vantagens indevidas. A investigação deve apurar se o financiamento do filme foi utilizado como lavagem de capitais, favorecimento político, captação irregular de recursos ou contrapartida por influência junto a agentes públicos e órgãos reguladores.

II. DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DA NECESSIDADE DE SUPERVISÃO JUDICIAL.

  1. A presente petição é dirigida ao Supremo Tribunal Federal em razão da

condição funcional de Flávio Bolsonaro, senador da República, circunstância que atrai a competência originária desta Corte para a supervisão judicial de atos investigatórios e medidas cautelares, nos termos do artigo 102, I, "b", da Constituição da República.

15. Os fatos narrados envolvem possível participação de parlamentar federal

em operação de financiamento milionário, no valor aproximado de US$ 24 milhões, vinculada a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, instituição submetida à regulação federal e posteriormente atingida por grave crise. A matéria envolve, ainda, supostos pagamentos em moeda estrangeira, compromissos internacionais, possível ocultação de origem e finalidade de recursos, além de risco concreto de destruição de provas digitais e combinação de versões.

  1. A supervisão judicial do Supremo Tribunal Federal é necessária para assegurar a legalidade das diligências, a preservação da cadeia de custódia, a efetividade das cautelares probatórias e patrimoniais e a proteção da instrução criminal. Diante do foro constitucional do investigado, as medidas de busca e apreensão, quebra de sigilos, bloqueio

de ativos, restrição de contatos, retenção de passaporte e eventual prisão preventiva devem ser submetidas ao crivo desta Corte, com prévia oitiva ou manifestação da Procuradoria-Geral da República, ressalvadas providências urgentes de preservação de prova.

III. DOS INDÍCIOS DE CRIMES EM TESE.

  1. Os fatos narrados podem caracterizar, em tese, crimes contra o sistema

financeiro nacional, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção, tráfico de influência, falsidade ideológica, ocultação patrimonial, evasão de divisas, crimes eleitorais conexos e outros delitos identificados no curso da investigação.

18. A hipótese de lavagem de dinheiro deve ser apurada porque a operação

audiovisual como camada de legitimação econômica, circulação de recursos de origem ainda desconhecida e vínculo direto com controlador de instituição financeira posteriormente atingida por grave crise. A Lei nº 9.613/1998 alcança operações destinadas a ocultar ou dissimular origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.

19. Também deve ser apurada a eventual prática de crimes contra o sistema

financeiro nacional, especialmente se os valores utilizados no financiamento tiverem relação com gestão fraudulenta, operação irregular, captação indevida, desvio de recursos, fraude contábil ou expediente destinado a mascarar a real situação patrimonial do Banco Master ou de empresas ligadas a Daniel Vorcaro.

20. A eventual prática de corrupção, tráfico de influência ou exploração de

prestígio deve ser investigada diante da posição de Flávio Bolsonaro como senador da República e integrante de núcleo político com notória influência institucional. A apuração precisa esclarecer se o aporte milionário teve contrapartida direta ou indireta, se houve promessa de atuação política, proteção institucional, intermediação junto a autoridades, blindagem pública, favorecimento regulatório ou qualquer forma de vantagem indevida.

  1. A relação descrita pela reportagem contém elementos que reforçam a necessidade de investigação aprofundada: tratamento pessoal de intimidade, cobrança direta de valores, dependência financeira do projeto em relação a Vorcaro, mensagens de lealdade pessoal às vésperas da

prisão e possível transferência de recursos em montante absolutamente incompatível com colaboração cultural ordinária.

IV. DA PRISÃO PREVENTIVA.

  1. A prisão preventiva de Flávio Bolsonaro deve ser decretada por este Supremo Tribunal Federal, após submetida à manifestação urgente da Procuradoria-Geral da República, diante da presença de elementos concretos que indicam risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal e à aplicação da lei penal, nos termos dos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal.
  2. A ordem pública e a ordem econômica encontram-se ameaçadas pela dimensão dos fatos. O caso envolve parlamentar federal, banqueiro preso, político-midiático e possível conexão entre poder econômico, influência política e circulação de valores de origem ainda não esclarecida. A manutenção da liberdade do investigado, sem medidas cautelares fortes, pode permitir a continuidade de articulações políticas e financeiras capazes de comprometer a apuração.
24. A conveniência da instrução criminal também justifica a medida extrema.

Flávio Bolsonaro possui poder político, acesso a redes de influência, capacidade de comunicação com testemunhas, intermediários, produtores, operadores financeiros, assessores, familiares e agentes empresariais ligados ao projeto. O teor das mensagens indica relação de confiança, lealdade e alinhamento direto com Daniel Vorcaro, o que aumenta o risco de combinação de versões, destruição de provas digitais e obstrução da investigação.

25. Há risco concreto de ocultação e dissipação patrimonial. A investigação

envolve pagamentos em dólares, contratos audiovisuais, possíveis remessas internacionais, compromissos com agentes estrangeiros e circulação de recursos por empresas e pessoas ainda desconhecidas. A demora na adoção de medidas cautelares pode permitir a movimentação de valores, apagamento de rastros financeiros e blindagem de beneficiários finais.

26. A prisão preventiva mostra-se proporcional diante da gravidade concreta

dos fatos, da posição institucional do investigado, do montante envolvido, da proximidade temporal com a prisão de Daniel Vorcaro e do risco real de interferência na investigação.


  1. Subsidiariamente, requer-se a imposição cumulativa de busca e apreensão, bloqueio de bens, entrega de passaporte, proibição de contato com investigados e testemunhas, proibição de deixar o país e preservação integral de dados telemáticos.

V. DOS PEDIDOS.

28. Diante do exposto, requer-se:

a) o recebimento da presente petição como notícia de fatos graves envolvendo parlamentar federal com foro por prerrogativa de função; b) a distribuição por prevenção ao ministro relator de feitos relacionados à conexos, caso existente; c) a remessa imediata dos autos à Procuradoria-Geral da República para manifestação e adoção das providências penais cabíveis; d) a autorização, após manifestação da PGR, de instauração de inquérito policial ou procedimento investigatório criminal para apurar a participação de Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Banco Master, produtoras, intermediários financeiros e demais agentes envolvidos; e) logo após, com urgência, a decretação da prisão preventiva de Flávio Bolsonaro, diante dos riscos à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal e à aplicação da lei penal; f) subsidiariamente, a decretação de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo busca e apreensão, bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, entrega de passaporte, proibição de deixar o país, proibição de contato com Daniel Vorcaro, produtores, investidores, intermediários, testemunhas e demais investigados; g) a preservação urgente de mensagens, áudios, metadados, arquivos, contratos, comprovantes de pagamento, minutas, notas fiscais, comunicações eletrônicas e registros de negociação relacionados ao suposto financiamento do filme "Dark Horse";


h) a requisição do áudio mencionado na reportagem, com perícia técnica

para verificação de autenticidade, integridade, cadeia de custódia, data de envio, remetente, destinatário, metadados e eventuais edições; i) a requisição dos prints das mensagens mencionadas na reportagem,

inclusive com extração forense de aparelhos, contas, nuvens, aplicativos de mensagens e backups.

Termos em que, pede deferimento. Brasília, 13 de maio de 2026.

LINDBERGH FARIAS

Deputado Federal PT/RJ

REINALDO SANTOS DE ALMEIDA

OAB/RJ 173.089

DESIREE GONCALVES DE Assinado de forma digital por DESIREE SOUSA:01545166196 GONCALVES DE SOUSA:01545166196

Dados: 2026.05.13 17:36:13 -03'00'

DESIRÉE GONÇALVES DE SOUSA

OAB/DF 51.483


P R O C U R A Ç Ã O

Pelo presente instrumento particular de procuração, LUIZ LINDBERGH FARIAS FILHO, brasileiro, portador da carteira de identidade 13449272-7 DETRAN/RJ, inscrito no CPF 690.493.514-68, atualmente no exercício do mandato de Deputado Federal pelo PT/RJ, com endereço funcional na Câmara dos Deputados, Anexo IV - Gabinete 227 - Brasília/DF e endereço eletrônico dep.lindberghfarias@camara.leg.br, nomeia e constitui como seus procuradores os advogados:

REINALDO SANTOS DE ALMEIDA - OAB/RJ - 173.089

com endereço eletrônico reinaldo@santosdealmeida.adv.br; aos quais concede especificamente poderes para a propositura e acompanhamento da NOTICIA

DE FATO CRIMINAL junto ao SUPERIOR TRIBUNAL FEDERAL - STF, e

ainda praticar todos os demais atos que se fizerem necessários ao integral cumprimento deste mandato.

Brasília, 13 de maio de 2026.

LINDBERGH FARIAS

Deputado Federal PT/RJ

DESIREE GONCALVES

Assinado de forma digital por DE DESIREE GONCALVES DE

SOUSA:01545166196 SOUSA:01545166196 Dados:2026.05.1317:37:16-03'00'


'ESTOU E ESTAREI CONTIGO SEMPRE'

ÁUDIO:Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair


Paulo Motoryn, Leandro Becker 13 de maio de Em: 20/08/2026 - 16:42:13 Eduardo Goulart, Laís Martins, Andrew Fishman, Cecília Olliveira, e Mauricio Moraes 2026, 14h31
APOIE HOJE

"IRMÃO,ESTOU E ESTAREI CONTIGO SEMPRE,NÃO TEM MEIA CONVERSA ENTRE A GENTE.SÓ PRECISO QUE ME DÊ UMA LUZ! ABS!", escreveu o senador Flávio

Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma mensagem enviada pelo WhatsApp em 16 de novembro de 2025.

Um dia após a mensagem de Flávio,Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. No dia seguinte, 18 de novembro, seu banco foi liquidado pelo Banco Central.

A frase escrita pelo hoje pré-candidato à Presidência da República é parte de uma série de registros que indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de "Dark Horse", o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.


O

Documentos e mensagens obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil indicam que pelo menos 10,6 milhões de dólares - cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências - haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.


Os registros incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário

evidências nas mensagens de que Vorcaro tenha feito os outros oito pagamentos previstos para o projeto.

O envolvimento de Vorcaro foi negociado diretamente por Flávio Bolsonaro, mas teve outros intermediários, como o irmão e deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, que foi secretário da Cultura no governo Bolsonaro.

As conversas privadas e os documentos de Vorcaro revelam os profundos laços financeiros e a estreita relação entre o clã Bolsonaro e o banqueiro que se tornou o homem mais radioativo de Brasília. Flávio já havia negado tais conexões, da sua família e da extrema direita, chegando a dizer que isso era uma "narrativa falsa que o Lula tem criado"

.

Quando foi noticiado, em março deste ano, que o cunhado de Vorcaro - o pastor Fabiano Zettel - havia feito uma doação de R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio disse à CNN que isso aconteceu "sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive"

.

"Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita", afirmou o senador. Em evento da pré-campanha em João Pessoa, na Paraíba, dois dias antes, ele classificou o caso como um "grande esquema de roubalheira que está dando nojo a todo o país"

.

Na manhã desta quarta-feira, 13, Flávio Bolsonaro foi questionado presencialmente pelo Intercept sobre o financiamento de Vorcaro ao filme e respondeu:"De onde você tirou essa informação? É mentira" . Em seguida, deu uma gargalhada e se retirou de onde concedia entrevista à imprensa, próximo ao


Supremo Tribunal Federal, o STF - antes, o senador havia se reunido com o

Flávio já havia sido contatado sobre o assunto - por telefone, WhatsApp e email, mas não retornou até a publicação da reportagem.A defesa de Daniel Vorcaro foi acionada, mas não houve resposta. Eduardo Bolsonaro também não respondeu aos questionamentos enviados pelo Intercept. O espaço segue aberto e, caso haja resposta, o texto será atualizado.

Em nota enviada ao Intercept após a publicação da reportagem, a defesa do deputado federal Mario Frias confirmou os contatos entre o parlamentar e Vorcaro, mas disse que as mensagens"refletem apenas uma relação legítima entre idealizador do projeto e um potencial apoiador privado da iniciativa"

.

Também destacou que Frias não exerceu papel de articulador político ou financeiro em nome de Vorcaro.Ainda negou qualquer uso do mandato parlamentar para "promoção de lobby privado ou favorecimento empresarial"

.

O advogado do deputado informou, ainda, que, na época da troca de mensagens, Vorcaro era conhecido como um empresário do mercado financeiro e "não havia qualquer informação pública que indicasse eventual irregularidade financeira" atribuída ao banqueiro."Conversas privadas envolvendo exibição de conteúdo audiovisual ou encontros sociais entre pessoas públicas e empresários não configuram irregularidade", destacou a defesa do parlamentar.

Sobre o filme, a defesa pontuou que Frias participou do desenvolvimento criativo e institucional do projeto audiovisual e que "o entusiasmo manifestado nas mensagens privadas decorre da dimensão artística e cultural do projeto, considerado por sua equipe como uma produção inédita dentro do cinema nacional independente"

.


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Vorcaro bancou filme do clã Bolsonaro

Os diálogos, um comprovante de uma ordem de pagamento de 2 milhões de dólares e uma tabela com previsão de valores a serem pagos analisados pelo Intercept indicam que pelo menos parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro,


para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados

Os registros ainda sinalizam a participação direta nas operações de outros dois intermediários: o empresário Thiago Miranda - fundador e sócio do Portal Leo Dias -, e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como o principal operador financeiro de Vorcaro.

As mensagens obtidas pelo Intercept abrangem o período de dezembro de 2024 a novembro de 2025 e incluem diálogos do banqueiro com diversos interlocutores. O conteúdo do vazamento foi verificado por meio de cruzamento de informações contidas nos diálogos com dados públicos e sigilosos. Entre os elementos que confirmaram a autenticidade do material estão dados bancários e telefônicos, inquéritos policiais, registros do Congresso Nacional e de redes sociais.

De acordo com as conversas a que tivemos acesso, o relacionamento entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para viabilizar a produção internacional do filme contava com um intermediário no fim de 2024 e, no ano seguinte, evoluiu para uma interlocução direta, marcada por cobranças para a liberação de dinheiro, tratativas operacionais e demonstrações de proximidade pessoal.

As conversas também indicam que Daniel Vorcaro acompanhava pessoalmente o andamento dos pagamentos e atribuía prioridade ao filme em relação a outros compromissos financeiros.

O Intercept entrou em contato por e-mail com advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

'Flavio está ciente de tudo'


A primeira aproximação registrada pelas conversas obtidas pelo Intercept

então CEO do Portal Leo Dias, organizou um encontro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro em Brasília.

Na mensagem para confirmar o encontro, Miranda afirmou ao banqueiro que o senador queria tratar do "filme do presidente e do SBT $$"[uma possível referência ao canal de televisão SBT], acrescentando que "Flavio está ciente de tudo"

.

Thiago Miranda e Leo Dias foram contatados para comentar as trocas de mensagens.Até a publicação da reportagem, não houve resposta. O espaço segue aberto e, caso haja retorno, o texto será atualizado.

O SBT, por sua vez, respondeu que,"nunca teve qualquer tipo de contrato com o Banco Master" e que "o produto CredCesta, vinculado ao Grupo Master, fez ações comerciais de fevereiro a dezembro de 2024 em programa do SBT" e que "a relação do SBT com o Banco Master foi a mesma que com todos os seus anunciantes, com estritamente a comercialização de espaços publicitários"

.


A reunião foi marcada, segundo os registros, para 11 de dezembro, às 17h30, na residência de Vorcaro em Brasília. Naquele dia, Flávio Bolsonaro participou de uma reunião deliberativa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a CCJ. O vídeo disponível no canal do Senado no YouTube mostra que, por volta das 17h30, ele recebe um telefonema,se levanta e sai da sala.


As imagens mostram Flávio voltando a se sentar na sua cadeira poucos minutos

ter ocorrido de forma remota ou em outro local.

Pouco menos de uma hora após o horário previsto para o encontro, às 18h24, as mensagens obtidas pelo Intercept mostram que Mario Frias enviou um áudio para Vorcaro agradecendo pelo apoio ao projeto. Frias afirmou que o filme "vai mexer com o coração de muita gente" e seria importante para o país. Na sequência, ele e o banqueiro fizeram uma ligação telefônica entre si.

Nos meses seguintes, as mensagens indicam avanço das negociações. No início de 2025, Miranda e Flávio pressionam Vorcaro para destravar os contratos e iniciar os aportes.

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No dia 20 de janeiro, Miranda encaminhou a Vorcaro uma captura de tela em que um número atribuído a Flávio Bolsonaro pedia que o jurídico do investidor fosse pressionado para concluir o processo. Horas depois,Vorcaro respondeu a Miranda, na época CEO do Portal Leo Dias:"Vou atras aqui" .

As conversas mostram que o cronograma de pagamentos passou a ser acompanhado diretamente pelo banqueiro e por Fabiano Zettel, apontado nas mensagens como responsável pela operacionalização jurídica e financeira do


aporte. Entramos em contato com o advogado de Zettel, Celso Vilardi, mas ele

No dia 21 de janeiro, Zettel explicou a Vorcaro que o filme teria um fluxo específico de pagamentos: dez parcelas de 2,5 milhões de dólares. Meses depois, em agosto do mesmo ano, Miranda enviou a Daniel Vorcaro um documento com uma tabela indicando que o fluxo de pagamentos acordado foi diferente: 14 parcelas - 12 delas de 1,666 milhão de dólares e duas de 2 milhões de dólares.

Ainda em janeiro, no dia 28,Vorcaro demonstrou preocupação com os atrasos nos repasses financeiros e afirmou que o projeto cinematográfico era prioridade absoluta ao definir o pagamento como "o mais importante disparado". E deu uma ordem:"Nao pode falhar mais" .

As mensagens também revelam dificuldades operacionais para a remessa internacional dos recursos. Em fevereiro, Zettel relatou sucessivas recusas do setor de câmbio do Banco Master para realizar a operação e que informações de cadastro eram "meio estranhas".Vorcaro, então, orientou que o pagamento fosse realizado "via entre", uma referência à empresa Entre Investimentos e Participações.


Embora o Grupo Entre Investimentos e Participações e Vorcaro neguem qualquer vínculo societário, de controle ou governança entre as partes, processos judiciais e administrativos obtidos pelo Intercept evidenciam uma conexão operacional e financeira entre o grupo e o banqueiro. Em março de 2026, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da Entrepay, uma empresa que


pertencia ao Grupo, autoridades passaram a investigar a suspeita de que Vorcaro


FAÇA PARTE DO INTERCEPT →


Segundo matérias publicadas por Metrópoles e Estadão, investigadores avaliam que Antônio Carlos Freixo Júnior - executivo ligado ao Grupo Entre e identificado nas mensagens do vazamento obtido pelo Intercept como Mineiro - funcionaria como operador de interesses do banqueiro dentro da companhia.

Apesar das negativas oficiais, as mensagens indicam haver uma ligação entre Vorcaro e Freixo. Em fevereiro de 2025, segundo os registros, Fabiano Zettel perguntou a Vorcaro se poderia "pedir pro Minas"logo após o banqueiro sugerir


fazer a operação "via entre". O telefone de Freixo foi salvo na agenda de contatos

O Intercept enviou mensagem por WhatsApp e telefonou para Antônio Carlos Freixo Júnior, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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Dias depois, em 14 de fevereiro de 2025, Zettel encaminhou ao banqueiro o comprovante de uma transferência internacional de 2 milhões de dólares para o Havengate Development Fund LP, identificado nas mensagens como o fundo ligado à produção do filme.A Entre Investimentos e Participações aparece no registro como a remetente do valor.

O Grupo Entre, controlador da Entre Investimentos e Participações, também foi contatado pela reportagem. No entanto, não houve retorno até a publicação.

Documentos societários obtidos pelo Intercept mostram que o fundo Havengate Development Fund LP foi registrado no Texas, nos Estados Unidos, e tem como agente legal o escritório "Law Offices of Paulo Calixto PLLC", de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Nos registros, o fundo aparece como sendo pertencente à companhia quase homônima Havengate Development Fund GP LLC, registrada no mesmo endereço comercial em Dallas.


Os documentos desta segunda firma apontam o corretor de imóveis Altieris

membro e administrador.Ambos aparecem vinculados ao mesmo endereço comercial utilizado pelo Havengate.

Em março de 2025, de acordo com os registros obtidos pelo Intercept,Vorcaro voltou a cobrar a quitação das parcelas ainda pendentes. Em uma mensagem enviada no dia 12 daquele mês, ele encaminhou um cronograma de desembolsos indicando que apenas a primeira parcela havia sido paga até então. O documento previa seis parcelas somando 10,6 milhões de dólares entre janeiro e maio de 2025.

Em contato telefônico,Altieris Santana se recusou a prestar informações à reportagem, indicando Paulo Calixto como representante legal. Paulo Calixto, por sua vez, não respondeu aos contatos telefônicos, por e-mail e via mensagem feitos pelo Intercept.

Crise do Master atrapalha 'Dark Horse'

No dia 21 de março, o nome de Eduardo Bolsonaro apareceu pela primeira vez nas conversas a que tivemos acesso. Thiago Miranda encaminhou a Vorcaro uma captura de tela em que um número atribuído a Eduardo sugere alternativas para facilitar o envio dos recursos aos EUA - e informa que Altieris Santana, controlador do fundo Havengate, estaria disponível para reuniões presenciais relacionadas à operação financeira.

No contato com a reportagem do Intercept,Altieris Santana se recusou a comentar a relação com o filho do ex-presidente ou a intermediação dos pagamentos. O Intercept também questionou por e-mail o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.


O cronograma de financiamento do filme coincidiu com a tentativa fracassada

crescente atenção das autoridades, que culminaria na sua prisão.Ao longo do segundo semestre de 2025, as mensagens indicam aumento da pressão financeira sobre Vorcaro e uma intensificação do contato direto com Flávio Bolsonaro.

Em agosto, Miranda enviou ao banqueiro a imagem de uma tabela intitulada "Funding Schedule Havengate Dev Fund", segundo a qual 10,6 milhões de dólares já haviam sido transferidos de um total previsto de 23,9 milhões de dólares.Vorcaro respondeu:"segunda fazemos duas", e Miranda afirmou estar

.

A reportagem do Intercept telefonou para Miranda e enviou questionamentos a ele por WhatsApp, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Pouco depois, em 8 de setembro, alguns dias antes de Jair Bolsonaro ser condenado pela trama golpista, Flávio Bolsonaro enviou um áudio diretamente a Vorcaro cobrando o saldo pendente e alertando para o risco de paralisação da produção do filme.

Na gravação, o senador diz que havia preocupação com o atraso nos pagamentos a profissionais internacionais envolvidos na produção."Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel [ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim", afirmou Flávio.

Flávio também disse que o não cumprimento dos compromissos financeiros poderia comprometer contratos, elenco, direção e toda a equipe do longa."Agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo", declarou.


Na resposta,Vorcaro pediu desculpas, afirmou que a semana anterior havia sido muito difícil para ele e prometeu resolver a situação até o dia seguinte. Na mesma noite, os dois fizeram uma ligação telefônica de cerca de dois minutos e meio, de acordo com os registros obtidos pelo Intercept.

Cinco dias antes dessas mensagens entre Flávio e Vorcaro, o BRB anunciou que o Banco Central havia reprovado a venda do Master.

'Tudo isso só está sendo possível por causa de vc'

As conversas seguintes mostram a manutenção do contato frequente entre ambos.Ainda em setembro, Flávio e Vorcaro realizaram quatro ligações e marcaram encontros presenciais em São Paulo.


Em uma troca de mensagens no dia 17,Vorcaro perguntou "14:30?" , ao que Flávio respondeu:"Blz". Em outubro, as cobranças se intensificaram novamente. No dia 22, Flávio informou que as filmagens já estavam no terceiro dia e que a produção havia chegado "no limite". O senador afirmou que, caso o apoio financeiro não pudesse continuar, seria necessário avisar para que a equipe buscasse "outro caminho". O banqueiro o tranquilizou:"Deixa comigo"

.


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No mesmo dia, Flávio convidou Vorcaro para um jantar em São Paulo com o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh em 2 de novembro. O banqueiro sugeriu realizar o encontro em sua própria residência e que poderia reorganizar sua agenda para comparecer, pois"tinha uma viagem". Flávio sugeriu, mais tarde, a data de 6 de novembro. Não há confirmação, nos registros, se o jantar de fato ocorreu.


Enviamos questionamentos para Nowrasteh e Caviezel, mas não houve resposta até o momento de publicação.

No dia 7 de novembro, após enviar a Vorcaro um vídeo de visualização única, Flávio escreveu:"Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa


de vc".Vorcaro responde:"Que demais". Em seguida, diz:"Ficou perfeito"

.

Em dezembro de 2025, o Intercept revelou que Karina Ferreira da Gama, produtora do filme no Brasil, havia recebido pelo menos R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para operar um contrato de Wi-Fi público sem concluir


entregas previstas. Desde março, o Ministério Público está investigando o

entanto, uma incógnita. Enviamos questionamentos para Gama, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto.

O protagonista Jim Caviezel chegou a anunciar a estreia do filme "Dark Horse" para 11 de setembro de 2026, poucas semanas antes da eleição presidencial que Flávio Bolsonaro espera vencer. O site oficial do filme, no entanto, não confirma que a produção tem data para chegar ao Brasil.

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É de responsabilidade do advogado ou procurador o correto preenchimento dos requisitos formais previstos no art. 9º, incisos I a IV, da Resolução 693/2020 do STF, sob pena de rejeição preliminar, bem como a consequente impossibilidade de distribuição do feito. O acompanhamento do processamento inicial pode ser realizado pelo painel de petições do Pet v.3 e pelo acompanhamento processual do sítio oficial.

Protocolo
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Data/Hora do Envio
Enviado por
Poder Judiciário
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Recibo de Petição Eletrônica

AVISO

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Criminal Medida Liminar Medidas cautelares diversas da prisão 1 - Petição inicial Assinado por: DESIREE GONCALVES DE SOUSA 2 - Procuração Assinado por: DESIREE GONCALVES DE SOUSA 3 - Documento comprobatório Assinado por: DESIREE GONCALVES DE SOUSA 4 - Documento comprobatório LUIZ LINDBERGH FARIAS FILHO (CPF: 690.493.514-68) FLAVIO NANTES BOLSONARO (CPF: 087.011.227-97) 13/05/2026, às 17:48:37 DESIREE GONCALVES DE SOUSA (CPF: 015.451.661-96)


Supremo Tribunal Federal
e-Pet 16059 (Segredo de TERMO DE RECEBIMENTO E AUTUAÇÃO Justiça)
REQTE.(S): L.L.F.F.
ADV.(A/S): REINALDO SANTOS DE ALMEIDA JÚNIOR
ADV.(A/S): DESIREE GONCALVES DE SOUSA
REQDO.(A/S): F.N.B.
ADV.(A/S): SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AUT. POL.: P.F.
Procedência: DISTRITO FEDERAL
Órgão de Origem: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
N° Único ou N° de Origem: 01735694520261000000
Data de autuação: 13/05/2026 às 18:50:49
Outros Dados: Folhas: Não informado. Volumes: Não informado. Apensos: Não informado.
Em: 20/08/2026 - 16:42:14
Assunto: DIREITO PROCESSUAL PENAL | Prisão Preventiva, DIREITO PROCESSUAL PENAL | Denúncia/Queixa
Custas: Isento.
Certifico, para os devidos MENDONÇA, com a CERTIDÃO DE DISTRIBUIÇÃO fins, que estes autos foram distribuídos ao Senhor MIN. ANDRÉ adoção dos seguintes parâmetros:
Característica da distribuição: Prevenção Relator/Sucessor (MIN. ANDRÉ MENDONÇA)
Justificativa: RISTF, art. 69, caput

DATA DE DISTRIBUIÇÃO: 21/05/2026 - 14:07:00


Brasília, 21 de maio de 2026

Coordenadoria de Processamento Inicial (documento eletrônico)


PETIÇÃO 16.059 DISTRITO FEDERAL RELATOR REQTE.(S) ADV.(A/S) ADV.(A/S) REQDO.(A/S) ADV.(A/S) DESPACHO:

AUT. POL.

  1. sobre os pedidos formulados por meio da Petição nº 63432/2026, encartada ao e-Doc. 1, em cinco dias.

Brasília, 30 de junho de 2026.

: MIN. ANDRÉ MENDONÇA : SOB SIGILO : SOB SIGILO : SOB SIGILO : SOB SIGILO : SOB SIGILO : SOB SIGILO
Ministro ANDRÉ MENDONÇA Relator

Pet 16059

TERMO DE VISTA

De ordem, a Secretaria Judiciária faz remessa desses autos com

Brasília, 30 de junho de 2026.

Secretaria Judiciária (documento eletrônico)


MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

ASSCRIM/PGR N. 1051025/2026 Petição n. 16.059 - Distrito Federal

Relator : Ministro André Mendonça
Requerente : Sigiloso
Advogado : Sigiloso

Excelentíssimo Senhor Ministro Relator.

O Procurador-Geral da República vem, à presença de Vossa Excelência, em atenção ao despacho proferido em 30.6.2026, manifestar-se nos termos que se seguem. Luiz Lindbergh Farias Filho, Deputado Federal, apresentou notícia-crime com pedido de representação por medidas cautelares contra Flávio Nantes Bolsonaro. Citou reportagem publicada pelo sítio eletrônico The Intercept Brasil. Em seguida, os autos foram remetidos à Procuradoria-Geral da República para manifestação.

- II -
O episódio a que se refere a notícia-crime é objeto de valoração
nos autos da Petição n. 16.292/DF. A apresentação de notícia-crime

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

Petição n. 16.059/DF

paralela, portanto, deve ser considerada em conjunto com a apreciação
dos autos principais.
A manifestação é pelo apensamento da Petição n. 16.059/DF à
Petição n. 16.292/DF.

Brasília, 2 de julho de 2026. Paulo Gonet Branco Procurador-Geral da República



Processo sugerido
Petição Número
Enviado por
Data/Hora do Envio
Peças Recebidas
Poder Judiciário
Supremo Tribunal Federal

Recibo de Petição Eletrônica

Pet 16059 86391/2026 - SIGILOSA FRANCISCO CLEOSON SOUSA NOBRE (CPF: 859.496.632-68) 02/07/2026, às 23:49:13 1 - Petição