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PF encontra US$ 49 mil e relógios de luxo em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília
Nova fase da Operação Compliance Zero mira suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao sistema financeiro
18 de junho de 2026 | 11:54
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Os relógios e US$ 49 mil em espécie foram apreendidos pela PF na casa de Jaques Wagner (PT-BA) em Brasília
Foto: Divulgação/PF
BRASÍLIA - A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira (18/6) US$ 49 mil em
espécie e relógios de luxo em um dos endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA), em Brasília.
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A apreensão ocorreu durante a 9ª fase da operação Compliance Zero, que
investiga suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. O parlamenmtar, que líder do governo no Senado, foi um dos alvos da ação dessa manhã.
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Ao todo, a PF realizou 18 buscas e apreensões no Distrito Federal, na Bahia e em
São Paulo, além de executar medidas cautelares como suspensão de passaportes
e proibição de contato entre investigados. Toda a ação ocorreu em cumprimento a mandados autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fique por dentro: Alvo da PF por caso Master, Jaques Wagner já criticou delação premiada
A nova etapa da investigação foi aberta após a análise de materiais recolhidos em fases anteriores da operação, especialmente documentos e arquivos apreendidos com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Os investigadores apuram indícios de pagamentos que teriam beneficiado pessoas ligadas ao líder do governo Lula no Senado. Segundo as apurações, uma das linhas investigativas envolve repasses feitos à empresária Bonnie Bonilha, esposa de Eduardo Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, por meio de contratos de consultoria. A PF também investiga a suposta entrega de um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, que teria sido destinado ao senador. Nesta quinta-feira, policiais federais cumpriram mandados em endereços ligados a Wagner e a Augusto Lima na capital baiana. Também houve buscas em um hotel de Brasília onde o senador mantém residência e em imóvel associado ao enteado do parlamentar.
Os investigadores buscam esclarecer se recursos ligados ao Banco Master foram
utilizados para beneficiar agentes públicos ou pessoas de seu círculo familiar. Os fatos apurados podem, em tese, configurar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Senador ainda não se manifestou
Procurado pela reportagem, Jaques Wagner não havia se manifestado até a
publicação desta matéria. Já a defesa de Augusto Lima afirmou, em nota, que as diligências eram desnecessárias porque o empresário está à disposição das autoridades há seis meses. Os advogados sustentam que as medidas contribuirão para demonstrar a licitude dos fatos investigados e negam irregularidades na atuação do ex-sócio do Banco Master.
A Operação Compliance Zero tramita sob supervisão do STF e segue em fase de coleta de provas e aprofundamento das investigações.
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JAQUES WAGNER LAVAGEM DE DINHEIRO DÓLARES INVESTIGAÇÃO APREENSÃO
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO SENADOR CORRUPÇÃO BRASÍLIA-DF
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