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CARLO Assinado de forma
HUBERTH digital por CARLO HUBERTH CASTRO
CASTRO CUEVA E
CUEVA E LUCHIONE Dados: 2026.06.08
LUCHIONE 16:51:26 -03'00'
Plano Anual de Investimentos

Valores Mobiliários e Títulos da Dívida Pública Federal

Ano de 2025

BR oto


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

Sumário

  1. Introdução ....................................................................................................................... 3

1.1.Contexto e criação do (Rioprevidência)........................................................................... 3 1.2.Objetivos e estrutura dos fundos administrados............................................................. 5

  1. Modelo de Gestão ........................................................................................................... 5

2.1.Visão Estrutural da Governança Corporativa................................................................... 5 2.2. Estrutura do Conselho de Administração e suas responsabilidades. .............................. 6

  1. Estratégia de Alocação dos Recursos.............................................................................. 4

3.1.Cenário Econômico e Financeiro...................................................................................... 4 3.2.Análise da política monetária brasileira e suas implicações para os juros....................... 4 3.3.Expectativas de inflação e desempenho do mercado de trabalho .................................. 4 3.4.Dados sobre o crescimento do PIB e consumo das famílias ............................................ 4

  1. Diretrizes para Alocação.........................................................................................29

4.1.Critérios para a diversificação dos investimentos, incluindo classes de ativos .............29 4.2.Metas de retorno ajustadas ao risco para cada fundo gerido........................................29

  1. Gestão de Riscos ...................................................................................................31

5.1.Identificação e avaliação dos principais riscos associados aos investimentos............... 31 5.2.Estratégias para mitigação de riscos, incluindo hedge e diversificação ........................ 31

  1. Escolha dos Parceiros.................................................................................................... 31

6.1.Critérios para seleção de parceiros na gestão dos investimentos ................................. 31

  1. Metodologia de Precificação dos Ativos....................................................................... 32

7.1.Abordagem para avaliação e precificação dos ativos sob gestão .................................. 32

  1. Anexos............................................................................................................................ 35

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

INTRODUÇÃO

O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro - Rioprevidência foi criado em 1999 com a competência de prover o pagamento dos benefícios previdenciários aos servidores inativos e aos pensionistas, proporcionando alternativas de custeio, de capitalização de ativos e de transparência na gestão dos passivos previdenciários. A Autarquia concentra o pagamento de aposentadorias e de pensões de todos os servidores estaduais, englobando os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, além do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado, da Procuradoria Geral do Estado e da Defensoria Pública do Estado. O Estado do Rio de Janeiro, em 2012, criou a previdência complementar (Lei Estadual nº 6.243, de maio de 2012) e procedeu à segregação de massa (Lei Estadual nº 6.338, de 6 de novembro de 2012) para quem ingressasse no serviço público a partir de 4 de setembro de 2013. Estas medidas tiveram como objetivo atingir o equilíbrio financeiro e atuarial no longo prazo. O Rioprevidência possui, assim, a competência de administrar dois fundos de previdência do Regime Próprio (RPPS): o Fundo Financeiro, Fundo Previdenciário. Conforme previsto na legislação, há uma segregação gerencial, financeira e contábil dos três fundos. O Fundo Financeiro está sob o regime de partição simples, logo a gestão de seus ativos é focada na liquidez de curto prazo. São ativos, de grande relevância financeira, deste fundo, não somente as contribuições, mas também os direitos do Estado do Rio de Janeiro sobre a exploração de petróleo e gás, nos termos do art. 20, §1º, da Constituição Federal. O Fundo Previdenciário é destinado aos servidores que ingressaram no novo modelo de previdência do Estado, funcionando sob regime de capitalização. Além dos fundos previdenciário e financeiro, o Rioprevidência também gerencia dois outros fundos: o Fundo Administrativo, usado para despesas operacionais e constituição de reservas, e o Fundo Militar, destinado aos pagamentos do Sistema de Proteção Social dos Militares (SPSM). Importante destacar que, no ano de 2024, o Estado do Rio de Janeiro possuía um quadro de servidores de aproximadamente 424 mil, entre ativos, inativos e pensionistas. Esses dados foram apresentados no "Caderno de Recursos Humanos", publicado pelo Governo do Estado, que detalha o perfil e a distribuição geográfica desses servidores, além de fornecer informações sobre os dispêndios com a folha de pagamento. Com base no levantamento realizado em outubro de 2024, o estado conta com cerca de 424 mil servidores, entre efetivos, estatutários, temporários e aposentados, distribuídos entre os diferentes órgãos estaduais. A folha mensal destinada aos aposentados e pensionistas gira em torno de R$ 2,2 bilhões Diante da obrigatoriedade e compromisso com as melhores práticas de gestão financeira, apresentamos à sociedade o Plano Anual de Investimentos (PAI) para o ano de 2025, relativo aos recursos financeiros da autarquia, no que tange a investimentos mobiliários e títulos da dívida pública. A gestão norteia-se pelas diretrizes apresentadas no Plano Anual de Investimentos de 2025: gestão de recursos direcionada à visão integrada de ativos e passivos de acordo com a característica de cada Fundo gerido, buscando o retorno compatível e minimização de exposição a riscos.


¹Caderno de Recursos Humanos - Edição n°104, Gestão de Pessoas do Estado do RJ (GESPERJ) - CASA CIVIL,

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/uuid/dDocName%3aWCC42000038014


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

1. MODELO DE GESTÃO
1.1. VISÃO ESTRUTURAL DA GOVERNANÇA CORPORATIVA

Objetivando garantir a confiabilidade da organização através de um conjunto de mecanismos, tanto de incentivos como de monitoramento, apoiados sobre princípios como transparência e prestação de contas (accountability), atualmente a estrutura da governança corporativa tem a seguinte forma.

ESTRUTURA DA GOVERNANÇA CORPORATIVA Conselho de administração

Juliano Pasqual - Secretário de Estado de Fazenda (SEFAZ); Nicola Moreira Miccione - Secretário de Estado da Casa Civil (SECC); Adilson de Faria Maciel - Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG); Renan Miguel Saad - Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE); Paulo Vinícius Cozzolino Abrahão - Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro (DPGE/RJ); Gabriel Albuquerque Pinto - Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ); Israel Barbosa - Representante da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ); Pedro Paulo Marinho de Barros - Representante do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ); Marlene Santiago da Rosa Sampaio - Representante dos Segurados do Executivo; Eunice Bitencourt Haddad - Representante dos Segurados do Tribunal de Justiça (TJ); Claudio Henrique da Cruz Viana - Representante dos Segurados do Ministério Público (MP); Mauro da Silva Thomaz - Representante dos Segurados do Tribunal de Contas; Simone Amorim Couto - Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ); Deivis Marcon Antunes - Diretor-Presidente do RIOPREVIDÊNCIA.

Conselho de Fiscal

Vinicius Zanata Alves Lobo - Presidente Marcio Garcia Liñares Elaine Maria da Cunha Peres Barcelos

Diretoria Executiva

Deivis Marcon Antunes - Diretor-Presidente Alcione Soares Menezes Filho - Diretor de Administração e Finanças Marcel Silva Gladulich - Diretor Jurídico

Controle Interno e Auditoria

Barbara Schelble - Gerente de Controle Interno e Auditoria

Corregedoria

Thiago da Silva Quinto - Corregedor


©

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

As responsabilidades de cada órgão da estrutura acima estão detalhadamente definidas no Regimento Interno desta Autarquia, disponível em seu sítio oficial. As decisões relativas aos investimentos são colegiadas, com as diretrizes gerais estabelecidas pelo Conselho de Administração, inclusive por meio deste Plano Anual de Investimentos (PAI). As diretrizes mensais, por sua vez, são elaboradas pela equipe técnica e submetidas ao Comitê de Investimentos, órgão consultivo, que as analisa e propõe recomendações, assegurando o alinhamento contínuo com a conjuntura econômica vigente.

1.2. MODELO A SER ADOTADO

O modelo de gestão a ser utilizado no Fundo Previdenciário (Regime Capitalizado), no Fundo Financeiro (Regime de Repartição Simples), no Fundo Administrativo (Taxa de Administração) e nos recursos do Sistema de Proteção Social dos Militares será o de gestão própria. O responsável pela gestão dos recursos é o Diretor de Investimentos que atua com auxílio de duas gerências, Gerência de Patrimônio Imobiliário e a Gerência de Operações e Investimentos. A primeira sendo responsável pela gestão e controle da carteira de imóveis pertencente ao Fundo financeiro, enquanto a segunda gerência dá suporte em relação aos valores mobiliários e títulos da dívida pública federal.

2. ESTRATÉGIA DE ALOCAÇÃO DOS RECURSOS
2.1. CENÁRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
2.1.1. CENÁRIO NACIONAL 2.1.1.1 - DESAFIOS SEM O APORTE DOS ROYALTS

A ausência dos recursos provenientes dos royalties tem se mostrado uma dificuldade significativa para o Rioprevidência, o sistema de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro. Os royalties do petróleo, especialmente as participações especiais do petróleo extraído da camada do pré-sal, sempre foram uma fonte crucial de receita para o fundo financeiro. Essa receita adicional possibilitava uma entrada mais estável de recursos, essencial para equilibrar as contas e garantir a sustentabilidade das aposentadorias e pensões dos servidores.

Sem os royalties, o Rioprevidência se vê mais dependente das contribuições regulares dos servidores e do próprio estado, recursos que são menos previsíveis e mais escassos. Essa dependência maior das contribuições anuais, que nem sempre são suficientes para cobrir os benefícios pagos aos aposentados e pensionistas, impõe uma pressão considerável sobre o sistema. Isso aumenta o risco de insolvência, uma vez que a receita regular pode não ser suficiente para assegurar o pagamento dos benefícios.

A falta de uma entrada de recursos mais estável também prejudica o planejamento de longo prazo do Rioprevidência. Anteriormente, com os royalties, o sistema poderia realizar um planejamento financeiro mais eficiente, baseando-se numa fonte de receita previsível. Sem essa garantia, a gestão do fundo se torna mais desafiadora, dificultando a implementação de estratégias que visem a segurança e o equilíbrio financeiro do sistema de previdência. Isso compromete a confiança dos beneficiários no funcionamento do sistema e na regularidade dos pagamentos.


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

Além disso, a escassez de recursos pode forçar o Rioprevidência a vender ativos ou fazer ajustes nos investimentos, o que pode acarretar uma desvalorização dos ativos e, em alguns casos, provocar atrasos nos pagamentos aos beneficiários. Esse cenário afeta diretamente a qualidade e a segurança do sistema previdenciário. Com menos recursos próprios, o Rioprevidência se torna ainda mais dependente da capacidade do governo estadual de honrar suas contribuições. Caso o governo enfrente dificuldades fiscais e não consiga manter seus aportes, o sistema poderá enfrentar ainda mais desafios financeiros.

Nesse contexto, a gestão dos investimentos do Rioprevidência se mantém focada na preservação da saúde financeira do fundo e na manutenção dos compromissos com os beneficiários. Essa atuação ocorre em um ambiente econômico mais amplo, no qual a política monetária brasileira, em 2024, seguiu sendo fortemente influenciada pela postura do Banco Central em relação ao ciclo de juros. Após uma série de aumentos ao longo de 2023, o foco passou a ser a estabilização da Selic em um patamar de juro neutro, estimado em torno de 9%. O Banco Central seguiu um processo gradual de redução das taxas de juros, alinhado à tendência dos Estados Unidos e com o foco nesses mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica inflacionária interna.

O mercado já precificava esse movimento de desaceleração das taxas no início de 2024, como pode se observar no gráfico a seguir da curva de juros futuro no mês de janeiro.


Curva Nov. 2024 Curva Jan. 2024 15,00


13,00


11,00


9,00


T™ 3M 5M 7M 9M 6Y 8Y 10Y 12Y 14Y


No entanto, como apontado no gráfico, o Banco Central tem mantido uma postura vigilante diante dos efeitos inflacionários, especialmente após sinais de desaceleração observados ao longo do ano. Atualmente, devido ao cenário fiscal desafiador, os juros devem voltar a subir, impulsionados não apenas pela persistência da inflação, mas também pelo aumento da percepção de risco país por parte dos investidores.

A taxa Selic, que já atingiu patamares elevados no ano anterior, pode retornar ao nível de 13,5%, buscando alinhar-se à curva de juros. Alguns grandes players do mercado chegam a projetar uma elevação para até 15% até 2026, como medida para conter a inflação e reduzir o risco associado ao endividamento público. Se tornou crucial que o Banco Central intensifique seus esforços para desacelerar o aquecimento econômico observado e mitigar o impacto da inflação, ao mesmo tempo em que busca restaurar a confiança na sustentabilidade da dívida pública, um ponto de atenção crescente entre investidores.


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro


Taxa Selic ( em % a.a.)

14,00


13,00


12,00


11,00


10,00


DA» AER Y

Fg ERR AR UA UA

EAR RS

o


Essa redução das expectativas de inflação em 2024, mencionado anteriormente, foi amplamente impulsionada pelo desempenho surpreendente do mercado de trabalho e pelo expressivo crescimento do consumo das famílias, que se destacaram como os principais fatores de pressão inflacionária no período. A combinação de uma aceleração significativa nos preços livres e o surgimento de novas pressões sobre os preços administrados agravou o cenário inflacionário, elevando as expectativas para os próximos meses. Esse panorama reflete uma atividade econômica mais robusta, com maior demanda em um mercado de trabalho já aquecido. Adicionalmente, o aumento dos preços dos serviços livres, os impactos da desvalorização cambial sobre bens comercializáveis e as novas pressões sobre os preços de alimentos, energia e combustíveis dificultaram o processo de desinflação. Os dados indicam que o ritmo de desaceleração inflacionária será mais lento do que o inicialmente projetado, exigindo maior rigor nas políticas monetária e fiscal para evitar choques adicionais de demanda que possam intensificar a inflação. O gráfico abaixo apresenta a evolução da inflação acumulada em 12 meses em comparação com as metas estabelecidas, destacando os desafios enfrentados para cumprir os objetivos de controle inflacionário. Em outubro, a inflação superou o limite superior da meta em 0,26 p.p., e as projeções indicam que, até o final de 2024, o índice não deve alcançar o patamar desejado pela política monetária.


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mm

Acumulado 12 meses Projeções Meta 6,00


4,62 4,51 4,50 4,76 4,72 4,71 5,00 4,23 4,50 4,24 4,42


3,93 3,69 3,93

4,00


3,00


2,00


1,00


0,00


dez-23 jan-24 fev-24 mar-24 abr-24 mai-24 jun-24 jul-24 ago-24 set-24 out-24 nov-24 dez-24


As expectativas de inflação apresentaram alta para os curtos e médios prazos, ampliando o desvio em relação à meta de 3,00%. Para 2024, o IPCA passou de 3,79% em março para 4,84% atualmente, impulsionado por altas nos preços administrados, como gasolina e gás de botijão, e por bens industriais. Em 2025, as projeções subiram de 3,80% para 4,59%, enquanto para 2026 e 2027 permanecem acima ou próximas da meta, indicando desafios persistentes no controle inflacionário.

Expectativas IPCA (em % A.A.)

©2025 ©2026 ©2027 ®2024

3.0

mar 2024 mai 2024 jul 2024 set 2024 nov 2024

Apesar disso, projeta-se um cenário mais favorável para 2025, com o apoio de uma política monetária contracionista que o Banco Central deve adotar até 2026 segundo expectativas.

Em 2024, o mercado de trabalho brasileiro apresentou resultados robustos, superando expectativas e alcançando marcos históricos. A taxa de desocupação registrou quedas consecutivas, atingindo 6,5% em julho, um recuo de 1,1 p.p. em relação ao mesmo período de 2023. Esse desempenho foi impulsionado tanto pela criação de novos postos de trabalho quanto pelo crescimento mais lento da força de trabalho. A população ocupada chegou a 102 milhões, um aumento de 2,3% em termos anuais, enquanto a formalização avançou significativamente, atingindo 61,4%, bem acima dos níveis pré-pandemia.


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O setor de serviços liderou a geração de empregos, destacando-se na formalização de vínculos empregatícios. No trimestre móvel encerrado em julho, o número de trabalhadores formais cresceu 2,8% em relação ao ano anterior, enquanto os informais aumentaram apenas 1,2%. A ocupação cresceu em todos os grupos etários, com destaque para trabalhadores acima de 60 anos (+6,9%) e, em menor escala, entre os mais jovens (+1,6%). O mercado também se tornou mais qualificado, com maior crescimento na ocupação de trabalhadores com ensino superior (+5,8%).


800.000 mmm Saldo Líquido - CAGED Taxa de Desemprego - PNAD 9,0


600.000 8,5


7,8 7,9

400.000 7,5 7,6 7,5 8,0

7,4 306.111244.315 240.033 232.513247.818


180.395 7,1 201.705188.021 7,5 200.000 123.093 6,9 132.714

6,8


| 6,6 6,5 7,0

0 6,2


6,5 -200.000 6,0


-400.000 5,5


-600.000 -446.309 5,0


\V > \V \V > \V> Vv > \V > \V> \V 3 \V > \V > >

N \ AN \ A \ N \ & \V

££ S$


Os rendimentos médios acompanharam esse dinamismo, houve redução no percentual de desalentados, que caiu para 2,8%, e no desemprego de longo prazo, refletindo melhorias estruturais no mercado de trabalho brasileiro. Esses resultados demonstram o vigor do mercado, embora continuem a demandar atenção para possíveis desequilíbrios entre oferta e demanda nos próximos anos.

Um indicador adicional que reforça o cenário de aquecimento do mercado de trabalho em 2024 é a proporção de desligamentos voluntários em relação ao total de demissões, que atingiu o recorde de 36,88% em abril. Além disso, a evolução do rendimento real habitual também demonstra um desempenho robusto: na comparação anual, o crescimento foi de 5,8% em junho e 4,8% em julho, superando o ritmo de expansão da produtividade no mesmo período.

Em uma análise de longo prazo, os rendimentos atuais estão 5,2% acima da média de 2019, alinhando-se ao nível que seria esperado com a continuidade da tendência de crescimento observada entre 2017 e 2019, antes da pandemia segundo análises do Banco Central. Os salários de admissão também refletem essa aceleração, registrando um aumento de 1,11% até julho de 2024, superior à elevação de 0,74% observada em todo o ano de 2023.


TRS

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Deslig. Vol./Total deslig. (em % a.s.) Salário de admissão (Em R$)

40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 Desligamentos voluntários/ Total de desligamentos Salário de admissão 2.500 2.000 1.500 1.000 500
0,00 0

Rendimento médio real do trabalho

3.400 Habitual Tendência


3.200


3.000


2.800


2.600


2.400


No terceiro trimestre de 2024, o PIB apresentou um crescimento acima das expectativas, impulsionado principalmente pelo consumo das famílias, que continua sendo um dos principais motores da atividade econômica no país. Após uma leve retração no último trimestre de 2023, o consumo das famílias cresceu a taxas elevadas nos dois primeiros trimestres de 2024, com variação média de 1,2% no acumulado do ano, próxima à observada desde o terceiro trimestre de 2021 (1,1%).

Esse avanço reflete tanto a recuperação do consumo de bens duráveis quanto a retomada do consumo de serviços, que havia sido fortemente impactado durante a pandemia de Covid-19. Dados do comércio e da produção industrial indicam que o consumo de bens duráveis, mais sensível às taxas de juros e ao crédito, também apresentou aumento significativo desde o final de 2023. Paralelamente, o consumo de bens básicos continuou a crescer, apoiado pelos ganhos reais de renda do trabalho e pelas transferências sociais do governo.

Paradoxalmente, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) vem apresentando suas máximas históricas, com alta de 2,1% na margem e 10,8% na comparação interanual, refletindo o aumento na construção civil e na demanda por máquinas e equipamentos. A FBCF adicionou 1,8 p.p. ao PIB no trimestre, elevando a taxa de investimento da economia para 17,6%, um aumento de 1,2 p.p. em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado de quatro trimestres, a FBCF cresceu 3,7%, com um carry-over de 7,2% para 2024.


TRS

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Cojuntura interna PIB (2022 = 100, a.s)

125 PIB Consumo das Famílias FBCF


115


105


i, Aa

95


85


75


Apesar do forte desempenho da demanda interna, o crescimento veio acompanhado de redução nas exportações líquidas, devido à expansão significativa das importações na comparação interanual. O consumo do governo também teve uma contribuição positiva, crescendo 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e 0,8% na margem, adicionando 0,2 p.p. ao PIB trimestral.

Observando o PIB em seus setores, foram tidas altas pelos setores de serviços e indústria, enquanto a agropecuária registrou queda. O setor de serviços cresceu 0,9% na margem e 4,1% interanual, acima das projeções, com destaque para informação e comunicação (+2,1%) e atividades financeiras (+1,5%). Em quatro trimestres, acumulou alta de 3,4%, com carry-over de 3,7% para 2024. A indústria avançou 0,6% na margem e 3,6% interanual, com alta acumulada de 2,6% em quatro trimestres. A indústria de transformação liderou na margem (+1,3%), impulsionada pelos segmentos automotivo e químico. Por fim, agropecuária recuou 0,9% na margem e 0,8% interanual, acumulando queda de 3,5% no ano, devido a baixas em lavouras importantes como milho e laranja, apesar de resultados positivos na pecuária. Em resumo, os setores de Serviços e indústria sustentaram o crescimento, enquanto a agropecuária enfrentou dificuldades, refletindo um cenário com choques externos.

Série encadeada

300 do

do indice de volume trimestral PIB com ajuste sazonal (Base: média 1995 100

=

© total ® Indistria total total


200

150

2020 2021 2022 2023 2024


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No geral os resultados destacam a relevância do consumo das famílias e dos investimentos na trajetória de crescimento econômico da demanda interna de 2024, com perspectivas de um aquecimento contínuo da economia para o início do ano de 2025 com uma estimativa de crescimento em torno de 2%.

De acordo com as perspectivas econômicas da Bloomberg, o crescimento potencial do PIB brasileiro até 2030 deverá manter uma média de 2,66% ao ano. No entanto, o Brasil enfrenta um problema crônico relacionado à Produtividade Total dos Fatores (PTF), que em 2025 deve apresentar um crescimento de apenas 0,1%, o que contribui para a estagnação do crescimento econômico e impede o PIB de superar essa média projetada. No entanto, há uma expectativa de que a PTF registre uma variação positiva de 51% entre 2025 e 2030, o que pode representar um avanço significativo para a produtividade do país. Por conseguinte, o cenário para a mão de obra é preocupante. Estima-se uma queda de até 0,27% até 2030, o que pode agravar os desafios de longo prazo para a economia brasileira na oferta. Contudo, as demais variáveis relacionadas ao crescimento continuam mantendo trajetórias positivas.


Estimativa Perspectiva Econômica do PIB potencial

3


Crescimento do potencial do PIB

2,5


Capital social

2


Mão de obra

1,5


1 Human

==


Capital

0,5


Produtividade total de fator

0


2025 2026 2027 2028 2029 2030


De acordo com os dados do IBC-BR muito desse aquecimento da economia vem em uma crescente de maio até julho apresentando uma aceleração de 6,47%, no ano de 2023 durante esse período se apresentou apenas 2,36% de variação. Esse cenário corroborou a economia inflacionada que se encontra agora ao final do ano de 2024.

Foi um ano marcado por um forte expansionismo fiscal. Como observado nos dados anteriormente mencionados, o cenário fiscal do Brasil passou por revisões significativas em relação às previsões do início de 2024. Espera-se agora uma inflação mais alta, taxas de juros mais elevadas e um crescimento do PIB que se mantém em níveis semelhantes aos projetados anteriormente. A política fiscal desempenha um papel central nesse contexto, sendo um dos principais fatores que contribuem para o atual patamar elevado das taxas de juros.


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O resultado primário do setor público, embora não tenha apresentado grandes alterações, agora está associado a uma projeção maior para o déficit nominal. Adicionalmente, a perspectiva para a evolução da dívida pública se deteriorou, impulsionada pelo aumento das despesas com juros, o que gera ainda mais pressão sobre a sustentabilidade fiscal do país.

No âmbito do Governo Central, tanto receitas quanto despesas continuam a crescer significativamente. Medidas aprovadas pelo Congresso, como a reoneração dos combustíveis e a tributação de fundos exclusivos, juntamente com a expansão da atividade econômica e o bom desempenho do mercado de trabalho, garantiram um aumento robusto de 8,6% na arrecadação federal em termos reais no acumulado do ano até julho. Contudo, as despesas também registraram crescimento expressivo, subindo 7,8% no mesmo período, impulsionadas por gastos previdenciários e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), que devem superar o previsto na Lei Orçamentária de 2024. Também houve superávits regionais em relação a 2023, contudo, houve deterioração nas contas em julho, relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul. Importante a ser visualizado é a taxa de juros implícita presente na dívida. Desconsiderando as crises da pandemia e de 2015/2016, a média dessa taxa ficou em 14,36% com isso, atualmente a taxa de juros implícita se encontra abaixo dessa média. No entanto, com o aumento das taxas de juros para realizar o desaquecimento do mercado, espera-se que essa taxa ultrapasse essa média, gerando um acúmulo ainda maior de juros sobre a dívida.


Taxa de Juros Implícita da Dívida Pública

Dívida líquida do setor público Dívida Bruta do setor público

=

35,00


30,00


25,00


20,00


15,00


10,00


5,00


0,00


O prazo médio da Dívida Pública Federal (DPF) caiu de 4,18 para 4,16 anos, o que reflete uma confiança menor dos investidores na capacidade do governo de honrar suas dívidas. As estimativas do mercado sugerem que a dívida fechará 2025 em 78,1% do PIB, com um aumento de 11,9% até 2032, antes de começar a declinar. No entanto, o mercado tem historicamente superestimado essa projeção, apresentando um desvio médio aproximado de -12% em margens de tempo acima de cinco anos nas previsões ao longo dos últimos três anos.


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Projecdo Divida Bruta Governo Geral (em %PIB)

DBGG Mercado DBGG -PLDO 2025


90

85

80

  1. 75

2024

76,1

2026 2028 2030 2032

Para 2025, o cenário econômico do Brasil se manterá desafiador, com um crescimento econômico modesto, dentro de seu padrão histórico, influenciado pelas políticas monetárias contracionistas e pelo ambiente macroeconômico. A inflação, vai se elevando com o mercado aquecido e com a depreciação cambial, os juros irão se manter elevados, o que reduzirá a capacidade de expansão da atividade econômica.

O contexto fiscal também apresenta pressões significativas. Apesar dos esforços para aumentar a arrecadação e conter gastos, a dívida pública continua em trajetória ascendente, com custos financeiros crescentes caso não seja aprovada a Pec do corte de gastos.

Desse modo, 2025 exigirá estratégias coordenadas entre políticas fiscal e monetária para equilibrar a contenção da inflação com políticas que auxiliem cenários onde a oferta consegue se elevar. Como mencionado anteriormente, a sustentabilidade das contas públicas apresenta um cenário de incertezas e desafios estruturais.

2.1.2. CENÁRIO GLOBAL
2.1.2.1. Estados Unidos da América
2.1.2.1.1. Inflação e Taxa básica de Juros

2.1.2.1.1.1. Inflação

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) é o principal índice que mede a inflação ao consumidor dos Estados Unidos. O CPI acumulado dos últimos 12 meses abre janeiro de 2024 em 3,1% e acumula queda após uma súbita alta no fim do primeiro trimestre, encerrando em novembro com 2,60%, se aproximando da meta de 2,00% ao ano.


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CPI 12 Meses (em %

6.04 6.0

4.93

4,0

hd 2,97

2,97

2.60

2,0

abr 2023 jul 2023 out 2023 jan 2024 abr 2024 jul 2024 out 2024

O CPI mensal começa o ano registrando uma inflação alta no primeiro trimestre, impulsionado por aumentos nos preços de alimentos, combustíveis e energia, refletindo pressões sazonais e choques de oferta. O segundo trimestre foi marcado pela desaceleração na alta dos preços e, em março, um preço estável com inflação em 0%, seguida por uma deflação de 0,1% em junho. Essa desaceleração da alta foi devido à redução dos preços dos combustíveis, à menor pressão sobre os bens industriais e à normalização de cadeias de suprimentos, que fizeram o bolso do consumidor pesar menos em comparação com o primeiro trimestre.

CPI Mensal (em %

02

0.0

2.1.3.1.1.2. FED e Taxa Básica de Juros

FED mantém a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 5,5% desde março de 2023, quando o CPI acumulado dos últimos 12 meses estava beirando os 5%. Essa inflação foi impulsionada pelo custo de serviços que nessa mesma data representava um total de 41% da inflação, esse aumento se deu por conta do comportamento do consumidor que estava se recuperando da pandemia da COVID-19 que de acordo com a OMS começou em março de 2020 e só deixou de ser classificada como Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (PHEIC) em maio de 2023.

Desde o ano passado a inflação vem caindo gradativamente, mas FED mantém cautela para atingir a meta de 2% de inflação e a taxa básica de juros não sofre alteração desde a manutenção de março.

Taxa Basica de Juros do FED

5! 5!

5.50 5.50 5.50 5 5.50x

55

5.0 abr 2023 jul 2023 out 2023 jan 2024 abr 2024 jul 2024


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2.1.3.1.1.3. PIB - Produto Interno Bruto e Consumo interno
2.1.3.1.1.3.1. Produto Interno Bruto (PIB)

No primeiro trimestre o PIB cresceu cerca de 1,4% em comparação com o mesmo período de 2023. Os dados também mostram desaceleração em relação ao quarto trimestre de 2023 e mesmo com tendência de baixa, os resultados divulgados ficaram acima da expectativa do mercado.

mPrévia

am ao

50%

40%

30%

20% 20% 21%

3m 34%

28% prey 10%

00%

(Q1)2023 (Q2)2023

B

(Q4)2028

2.1.3.1.1.4. Consumo Interno

As vendas no varejo indicam que o mercado consumidor está mais ativo que o esperado por economistas, embora um leve aumento nos dados de estoque indique uma expectativa por parte dos varejistas que não foi atendida.

Com o mercado consumidor ainda aquecido, podemos observar que a desaceleração econômica dos Estados Unidos tende a segurar as pontas por enquanto, mas a expectativa ainda é de baixa para o segundo trimestre.

no

-1,0

jan 2023 abr 2023

-0,1

jul 2023 out 2023 jan 2024 abr 2024 jul 2024

Estoques no Varejo

1,00 A10

Yoo 70

AN

0.40 0,00 0,10 0,10

-1,80 16 -2 .00

jan 2023 abr 2023 jul 2023 out 2023 jan 2024 abr 2024


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2.1.3.1.1.5. Mercado de Trabalho

O desemprego segue crescendo em ritmo menos intenso que o esperado por economistas, nos estados unidos. O crescimento desacelerado de desemprego corrobora para que o FED consiga controlar a inflação sem levar os Estados Unidos a uma resseção. Como esperado, o aumento do desemprego também é refletido nos pedidos contínuos de seguro-desemprego.

Taxa de Desemprego (em %

a5 a6

a5

a0

39

35

39

A NN ~ 38

J

35 35 3.4 3d 35

Continuos por Seguro-Desemprego

190m

/

1.4%

A

1,806 Mi

fev

2024

1.807 Mi

2024

mar

11,00 Mi

11,0120

1.791 wi

mai 2024 Jun 2024 joi 2024 ago 2024

Jolts

10,00 Mi

9,00 Mi pe

10,103 Mi 9,931 Mir

9,590 Mi

8,00 Mi

jan 2023 abr 2023

N=

8,827 MiA 8733 Mi 8,756 Mi \_

8,059 Mi- 8,184 Mi

jul 2023 out 2023 jan 2024 abr 2024

De acordo com o Jolts que avalia a aberturas de vagas de emprego, foi constatado que foram abertas menos vagas que o esperado para os últimos meses, e segue caindo em um ritmo constante.

Mesmo com desemprego aumentando e as aberturas de vagas diminuindo, a força de trabalho continua forte para suprir as necessidades sem muitos danos à economia, afirma secretaria de estatísticas trabalhistas.


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2.1.3.1.1.6. Eleições

Trump venceu as eleições que foram realizadas em 05/11/2024 com 50,40% dos votos contra Kamala Harris com 48,00% dos votos.

A deportação em massa de imigrantes e aumento de tarifas em produtos estrangeiros foram propostas defendidas ao longo de sua campanha, que de acordo com analistas ouvidos pela BBC, podem "Elevar a dívida pública americana, alimentar inflação e reduzir a corrente de comércio global".

O conjunto de práticas que Trump deseja impor em seu mandato faz do seu governo ser mais isolacionista, o que pode causar uma mudança no ritmo das relações econômicas do mundo inteiro, como, deportação de imigrantes, que pode causar falta de mão de obra em serviços bases da economia e aumento de tarifas que pode gerar inflação ou redução de demanda, de acordo com professor de economia da USP.

No Brasil, aumento de tarifas pode resultar em menos exportações para os Estados Unidos, que é o nosso segundo maior importador.

2.1.3.1.1.7. Dívida Pública

A dívida pública dos Estados Unidos registrado em 09/12/2024 foi de 123% do PIB, cerca de US$ 36,17 trilhões no total.

Com o teto da dívida em US$ 31,4 trilhões, um impasse político vem se arrastando dificultando o aumento desse teto, porém para evitar a paralisação do governo o senado aprovou em 15/11/2023 um pacote de leis que suspendeu o orçamento até 19 de janeiro de 2025.

Desde 2001 as despesas aumentaram consideravelmente sem serem acompanhadas da receita, que cresce em um ritmo insuficiente e se afastando do déficit zero a cada na economia.


da Divida Publica % do PIB)

®Divida de investidores Privados © Divida dos Bancos ®Divida das Agéncias


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Total de Despesas e Receitas Anuais

®Despesa ®Receita

2000 Crise de 2008 Pandemia

600TH

4007

2007


2.1.3.1 PIB e Atividade Econômica
2.1.3.1.1 Produto Interno Bruto

O PIB da China cresceu 5,3% no primeiro trimestre de 2024, desacelerando para 4,7% no segundo e 4,6% no terceiro, refletindo desafios estruturais. A desaceleração é atribuída à crise imobiliária, pressões deflacionárias que afetam o consumo, necessidade de reequilíbrio econômico e ajustes estruturais em vários setores. Apesar disso, a meta de crescimento de 5% permanece alcançável.

2.1.3.1.2 PMI Manufatureiro e de Serviços

O China Non-Manufacturing Purchasing Managers' Index é um índice mensal que fornece uma indicação inicial das atividades econômicas no setor não-manufactureiro da China. O índice é compilado pela China Federation of Logistics & Purchasing (CFLP) e pelo China Logistics Information Centre (CLIC).

O PMI é um indicador econômico que mede o desempenho e a atividade do setor de serviços de um país. O índice cobre vários aspetos da atividade empresarial, incluindo a procura, a produção e a distribuição. O PMI é importante porque reflete diretamente o desempenho das empresas e a saúde geral da economia. Os setores econômicos apresentaram dinâmicas distintas ao longo de 2024, evidenciando a complexidade da transição econômica em curso.


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Setor Manufatureiro:

O setor manufatureiro da China enfrentou predominância de índices abaixo de 50 ao longo de 2024, sinalizando contração. Destaques incluem 49,2 pontos em janeiro, um pico de 50,8 em março, e recuperação modesta no final do ano, com 50,1 em outubro. Os dados refletem os desafios da adaptação à nova realidade econômica do país.


PMI

51

50,5

50

49,5

49

48,5

48


\ \

[Ne


Setor de Serviços:

O setor de serviços da China mostrou resiliência em 2024, com índices consistentemente acima de 50 pontos, indicando expansão moderada. O destaque foi março, com 52,4 pontos, seguido de estabilização próxima a 50 no último trimestre, refletindo seu potencial no novo modelo econômico do país.


NON-MANUFACTURING PMI

53 52,5 52 51,5 51 50,5 50 49,5 49 48,5 48 47,5


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2.1.3.2. Inflação e Política Monetária

2.1.3.2.1. Inflação

Em 2024, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) chinês evidenciou um cenário de pressões deflacionárias no início do ano, com janeiro marcando o ponto mais crítico ao registrar -0,8%, reflexo de uma demanda agregada debilitada e incertezas econômicas. A recuperação começou em fevereiro, com uma alta de 0,7%, o maior índice do ano, seguido por uma estabilização nas variações anuais, que oscilaram positivamente entre 0,2% e 0,6%. Este padrão demonstra uma normalização gradual, embora frágil, dos níveis de preços em relação ao ano anterior. No entanto, a recuperação foi marcada por desafios persistentes, evidenciando a dificuldade de sustentar um crescimento mais sólido em um contexto de transformação econômica estrutural.

As variações mensais do IPC apresentaram maior volatilidade, com destaque para o aumento de 1,0% em fevereiro, contrastando com a queda de -1,0% em março. Essa oscilação reflete fatores sazonais, choques de oferta e ajustes de mercado, com uma estabilização próxima de zero no segundo semestre. A análise conjunta das variações mensais e anuais destaca uma recuperação gradual, porém instável, no ambiente econômico. A persistência de variações próximas a zero aponta para dificuldades na estimulação de uma demanda robusta, exigindo atenção redobrada das políticas monetárias e econômicas para enfrentar os desafios da recuperação e garantir estabilidade nos preços.


CPI

2 Anual Mensal 1,5 1 0,5 0


-0,5 -1 -1,5


2.1.3.2.2. Índice de Preço ao Produtor

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) chinês em 2024 revelou um cenário de deflação contínua, refletindo desafios estruturais no setor manufatureiro do país. A constante sobrecapacidade produtiva em diversos segmentos pressionou os preços para baixo, enquanto a transição econômica da China, com foco no mercado interno em vez de investimentos intensivos, impôs ajustes significativos às indústrias. Apesar de uma leve recuperação em junho e julho (-0,8%), o indicador voltou a deteriorar-se nos meses seguintes, atingindo -2,9% em outubro, evidenciando a fragilidade das indústrias em preservar margens e responder aos estímulos governamentais de estabilização.


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Essa queda prolongada no IPP impactou negativamente a lucratividade das empresas, decisões de investimento, contratações e a capacidade de gerenciar dívidas corporativas. Além disso, os preços reduzidos ao produtor podem influenciar os patamares globais, dada a posição da China como principal exportadora industrial. A dinâmica do IPP em 2024 destaca não apenas desafios cíclicos, mas questões estruturais profundas no setor produtivo. A reversão desse quadro exigirá reformas amplas e estímulos econômicos direcionados para garantir um reequilíbrio sustentável da indústria e da economia chinesa.


IPP

0


-0,5 -1 -1,5 -2 -2,5 -3 -3,5


2.1.3.3.3. Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho chinês em 2024 apresentou uma taxa de desemprego urbano relativamente estável, variando entre 5,0% e 5,3%, mas essa constância mascarou desafios estruturais importantes. Após um aumento inicial no primeiro trimestre, a taxa se recuperou gradualmente até atingir 5,0% em abril, mantendo-se nesse patamar durante o verão, período de maior atividade econômica. Contudo, o aumento para 5,3% em agosto revelou fragilidades na capacidade de certos setores em absorver a mão de obra disponível, enquanto os meses seguintes indicaram uma estabilização relativa.

Entre os desafios, destacou-se o desalinhamento entre as qualificações dos trabalhadores e as demandas do mercado, agravado pela digitalização e automação, que afetaram empregos em setores tradicionais. Ao mesmo tempo, a necessidade de habilidades especializadas em tecnologia dificultou a inserção de trabalhadores sem requalificação. A pressão demográfica, com o envelhecimento da população, também contribuiu para os obstáculos no mercado de trabalho. Apesar disso, os setores de tecnologia e serviços continuaram a criar vagas, especialmente em áreas de inovação e consumo doméstico de alto valor agregado. Reformas para requalificação profissional serão essenciais para sustentar a adaptação da força de trabalho e mitigar os riscos de aumento do desemprego.


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DESEMPREGO URBANO

5,35 5,3 5,25 5,2 5,15 5,1 5,05 5 4,95 4,9 4,85


& 8


2.1.3.4. Comércio

O comércio internacional da China em 2024 apresentou variações significativas em exportações e importações, refletindo reorganizações nas cadeias globais de suprimento e tensões comerciais contínuas. As exportações começaram o ano com um crescimento robusto de 7,8% em janeiro, seguido por 5,2% em fevereiro, mas enfrentaram uma queda acentuada de -7,9% em março, resultado de uma desaceleração global e problemas nas cadeias produtivas. A partir de abril, iniciou-se uma recuperação consistente, destacando-se os crescimentos de 8,7% em agosto e 12,7% em outubro, o maior índice do ano. Essa retomada foi impulsionada pela diversificação de mercados e pela exportação de produtos de alta tecnologia, como veículos elétricos e componentes eletrônicos, favorecidos por políticas governamentais e uma recuperação parcial da demanda global.

Enquanto isso, as importações apresentaram trajetória mais volátil, refletindo a instabilidade da demanda doméstica e ajustes estruturais nas cadeias produtivas. Após um expressivo crescimento de 15,5% em janeiro, as importações recuaram para -8,0% em fevereiro, mantendo oscilações que culminaram em -2,3% em outubro. Essa dinâmica evidenciou o desafio de equilibrar a dependência de insumos externos com o estímulo à produção interna. Políticas de incentivo à substituição de importações em setores estratégicos, como semicondutores e equipamentos industriais, foram implementadas para aumentar a autossuficiência, mas enfrentaram limitações relacionadas ao tempo necessário para desenvolver competitividade interna e à dependência contínua de tecnologias avançadas de outros países.


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20 Importação Exportação

15

10

5

0


-5

-10


2.1.3.5. Desafios Estruturais e Perspectivas

Em 2024, a economia chinesa enfrentou desafios estruturais amplificados por pressões deflacionárias, mudanças nos padrões de consumo e um cenário global fragmentado. Políticas econômicas, como cortes seletivos de juros e estímulos à infraestrutura e ao consumo, apresentaram resultados limitados, especialmente no setor imobiliário, marcado por altos níveis de endividamento e excesso de oferta. A transição para um modelo focado em serviços e consumo interno avançou lentamente, enfrentando resistência de setores industriais tradicionais e dificuldades na modernização, agravadas por tensões geopolíticas que restringiram acesso a tecnologias e insumos críticos. As cadeias globais reorganizadas pressionaram as exportações, aumentando a necessidade de diversificação comercial e fortalecimento regional. Internamente, a demanda doméstica mostrou-se fragilizada, refletindo a cautela dos consumidores diante de incertezas econômicas. Para o futuro, uma desaceleração controlada com reformas estruturais será essencial. A promoção de inovação, modernização e requalificação da força de trabalho será decisiva para consolidar o crescimento sustentável e a relevância da China no cenário global.

2.1.4. Petróleo

Em 2024, o mercado de petróleo enfrentou significativa volatilidade nos preços, refletindo uma combinação de fatores econômicos, geopolíticos e de dinâmica de oferta e demanda. O Brent e o West Texas Intermediate (WTI) atingiram níveis mínimos históricos, sendo negociados abaixo de $70 por barril e de $65,75 por barril respectivamente. Essa desvalorização foi amplamente influenciada pela desaceleração econômica na China, maior importador global de petróleo, onde indicadores econômicos, ficaram abaixo das expectativas, apontando uma fraqueza na demanda doméstica.

A OPEP+, em resposta às incertezas no mercado, manteve cortes de produção estratégicos, limitando o aumento para 180.000 barris por dia, o que representa 5,7% da demanda global. No entanto, ajustes nas previsões de


RR

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crescimento da demanda também foram registrados, com expectativas reduzidas para 2024 e 2025, destacando um cenário mais conservador no consumo global de petróleo.


Preço Barril (em $)

Brent WTI Tendência Brent 100,00


90,00


80,00


70,00


60,00


& & & & & & & & & &


Apesar da pressão de baixa nos preços, momentos de recuperação foram observados, impulsionados principalmente por tensões geopolíticas no Oriente Médio, incluindo conflitos envolvendo Israel, Irã e Líbano. Essas instabilidades trouxeram um aumento no prêmio de risco, elevando o preço do Brent para picos em torno de $80 por barril. Ainda assim, a produção global de petróleo continuou a superar a demanda, conforme relatado pela Agência Internacional de Energia (IEA), e os estoques globais permaneceram em queda por cinco meses consecutivos. A IEA tem destacado o Brasil como uma fonte potencial de crescimento da oferta para o próximo ano.

Para o futuro, o petróleo tem demonstrado uma tendência de queda como observado no gráfico acima, e analistas projetam um suporte em torno de $65 por barril, com a expectativa de que o crescimento da demanda desacelere até 2030, seguido por uma possível contração. A expansão da capacidade de produção, especialmente fora da OPEP+, pode pressionar os preços para baixo, desafiando os esforços de estabilização da organização. O mercado continua a enfrentar incertezas em meio às mudanças no cenário energético global e na transição para fontes renováveis, o que trará novos desafios e oportunidades para os próximos anos.

2.2. PERFIL ATUAL DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
2.2.1. FUNDO FINANCEIRO

A análise a seguir detalha a estratégia de distribuição dos investimentos do Fundo Financeiro, que atualmente concentra cerca de 58,5% de seus recursos em Renda Fixa (RF) indexada ao DI. Recentemente, foram implementadas mudanças na alocação da carteira com o objetivo de potencializar a rentabilidade no longo prazo e auxiliar na cobertura insuficiente de pagamento do Fundo.


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Essas alterações incluíram a diversificação para ativos de Renda Fixa (RF) indexados ao IPCA, que agora representam aproximadamente 41,5% da carteira. Essa decisão foi embasada no cenário favorável de altas taxas de retorno oferecidas pelos títulos públicos soberanos da dívida, como as NTN-Bs.

A mudança foi conduzida com base em estudos detalhados e avaliações de risco realizados pela Gerência de Operações e Investimentos. Essa estratégia não apenas fortalece a proteção contra a inflação, mas também proporciona uma oportunidade de ganhos superiores ao CDI por meio da valorização dos preços unitários marcados a mercado. Desse modo, está sendo realizada uma abordagem que fortalece o compromisso do Rioprevidência na gestão eficiente do Fundo Financeiro.

2.2.2. FUNDO PREVIDENCIÁRIO

A análise detalhada da composição do Fundo Previdenciário da RIOPREVIDÊNCIA destaca uma distribuição abrangente entre diferentes segmentos de investimento. Na renda fixa, o fundo apresenta 8,9% alocados em ativos indexados ao CDI e 87,9% voltados à proteção contra a inflação, com predominância de títulos públicos adquiridos em um momento de altas taxas de retorno.

Dentre os títulos indexados ao IPCA, que correspondem a 61,3% da carteira, 36% estão marcados na curva, enquanto 24,61% são marcados a mercado. Parte desses recursos foi direcionada para novos investimentos em fundos de crédito privado e FIDCs, que apresentam baixa volatilidade e representam aproximadamente 7% da carteira. Essa estratégia combina segurança e proteção contra a inflação, ao mesmo tempo em que busca capturar oportunidades de ganhos com a valorização dos preços unitários dos títulos marcados a mercado. Adicionalmente, o fundo mantém uma leve exposição à renda variável, com 2,6% da carteira alocada nesse segmento, reforçando a diversificação e potencializando a geração de retornos no longo prazo.

2.2.2.1. DESEMPENHO

A carteira apresentou uma rentabilidade acumulada de 6,67% até novembro, enquanto a meta atuarial foi de 9,01%. Em comparação, os índices de referência IMA-B e IMA-B 5+ registraram variações de 0,04% e -6,04%, respectivamente. Mesmo com exposição a ativos atrelados a esses índices, a carteira demonstrou uma performance superior, refletindo uma gestão eficiente e resiliente. Com base nesses resultados, propomos ajustes na política de investimentos, priorizando a manutenção de alocações em ativos de baixo risco, alta liquidez e com potencial para superar a meta atuarial. Essa estratégia reforça o compromisso com a eficácia na gestão dos recursos financeiros, buscando o equilíbrio ideal entre segurança e retorno.


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2.2.3. FUNDO ADMINISTRATIVO E MILITAR

Além dos fundos previdenciários mencionados, o Rioprevidência também gerencia dois outros fundos: o Fundo Administrativo, que recebe os recursos provenientes da taxa de administração e são utilizados para as despesas operacionais da Autarquia ou para constituir reservas; e o Fundo Militar, conhecido internamente por esse nome, cujo propósito é efetuar os pagamentos relacionados ao Sistema de Proteção Social dos Militares (SPSM).

2.2.3.1. FUNDO ADMINISTRATIVO

A carteira do Fundo Administrativo do Rioprevidência destina-se exclusivamente ao custeio das despesas operacionais da Autarquia, não à cobertura dos benefícios previdenciários. Sua criação está ligada à implementação da taxa de administração de 2,00% sobre a folha de ativos e benefícios concedidos, com o propósito de financiar a gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Esse fundo assegura a continuidade das operações administrativas do RPPS, com os recursos aplicados em instituições financeiras previamente selecionadas conforme critérios definidos pelo Plano Anual de Investimentos. A cobrança da taxa de administração garante que as atividades da Autarquia sejam mantidas sem afetar diretamente os recursos destinados ao pagamento de benefícios previdenciários.

A análise anterior destaca a estrutura estratégica do Fundo Administrativo da RIOPREVIDÊNCIA, que apresenta uma composição diversificada. Atualmente, 28% dos recursos estão alocados em novos ativos atrelados ao IPCA, os quais registraram uma rentabilidade de 10,83%. Os outros 72% da carteira estão alocados em um fundo indexado ao CDI, refletindo uma estratégia voltada para a combinação de proteção contra a inflação e liquidez, alinhada aos objetivos de gestão do fundo.

2.2.3.2. FUNDO MILITAR

A carteira do Fundo Militar é responsável por cobrir as obrigações relacionadas ao Sistema de Proteção dos Militares, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 13.954/2019. Essa legislação institui o regime de previdência dos militares das Forças Armadas e define as responsabilidades e condições para a proteção social dos militares e seus dependentes.

A gestão desse fundo é responsabilidade do Rioprevidência, mas é importante notar que o patrimônio do Fundo Militar é distinto do patrimônio do ente gestor. Ele é administrado de forma conjunta com a Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro.

2.3. OBRIGAÇÕES DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS

A avaliação das obrigações dos Fundos Financeiro e Previdenciário do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é conduzida por meio de um processo de Avaliação Atuarial, cujo relatório mais recente foi elaborado com data-base de 31/12/2023. Este processo abrange diversas etapas essenciais, começando com a análise crítica dos dados cadastrais de servidores ativos, inativos e pensionistas de todos os Poderes, com data-base em 31 de dezembro de 2023.


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A seguir, são definidas as premissas e hipóteses financeiras e atuariais, que sustentam o cálculo das reservas matemáticas, fundamentais para a projeção das obrigações do RPPS. Após a realização dos cálculos, é feita a análise dos resultados, que é complementada pela elaboração de estudos e projeções atuariais, em plena conformidade com os requisitos estabelecidos pela Portaria MF nº 464/2018.

Além disso, a avaliação atua de forma comparativa, analisando os resultados das três últimas avaliações atuariais, o que permite verificar a evolução das obrigações do RPPS ao longo do tempo. Essa comparação possibilita também a verificação da adequação das premissas adotadas em cada período de avaliação. Entre as obrigações analisadas, estão as aposentadorias compulsórias, por tempo de contribuição, por idade, as aposentadorias por invalidez, além das pensões por morte.

Esse processo detalhado visa assegurar a sustentabilidade financeira dos Fundos, garantindo que o RPPS esteja em conformidade com as legislações e normas vigentes, contribuindo para a robustez e confiabilidade do regime de previdência.

2.3.1. FUNDO PREVIDENCIÁRIO

No exercício de 2022, observou-se uma variação nas receitas e despesas dos fundos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) em relação às previsões iniciais. A receita de contribuição patronal e a receita de contribuição dos participantes ficaram abaixo do estimado, com uma diferença de aproximadamente 8,39% e 2,92%, respectivamente, em comparação com as projeções. No que tange às despesas, houve também uma discrepância em relação ao valor empenhado: a despesa efetivamente executada com benefícios para os inativos foi cerca de 1,37% inferior ao previsto, enquanto a despesa com benefícios para os pensionistas apresentou uma execução aproximadamente 3,01% menor do que o valor empenhado.

Essas variações podem refletir ajustes e fatores pontuais que impactaram a arrecadação e a execução de despesas ao longo do exercício, destacando a importância do monitoramento contínuo para o ajuste das projeções e a manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial do RPPS.

No exercício de 2023, tanto a receita de contribuição patronal quanto a receita de contribuição dos participantes ficaram abaixo das projeções iniciais, com desvios de aproximadamente 3,40% e 4,88%, respectivamente. Em relação às despesas, a execução com benefícios para inativos foi cerca de 2,39% inferior ao valor empenhado, enquanto a execução de despesas com benefícios para pensionistas apresentou uma diferença de aproximadamente 3,38% abaixo do previsto.

Essas variações entre as receitas e despesas efetivamente realizadas refletem o estágio de maturação do plano durante o período analisado. Esse contexto de maturação pode levar a uma divergência média nas estimativas de contribuições futuras e a uma variação percentual mais alta nas despesas executadas, à medida que o RPPS se ajusta às demandas e fluxos financeiros específicos desse estágio de desenvolvimento.

No exercício de 2024, tanto a receita de contribuição patronal quanto a receita de contribuição dos participantes ficaram cerca de 3,40% e 4,88% abaixo das receitas estimadas, respectivamente. No que diz respeito às despesas, os valores efetivamente executados com benefícios para os inativos apresentaram uma redução de


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cerca de 2,39% em relação ao empenhado, enquanto os benefícios para pensionistas registraram uma diferença aproximada de 3,38% abaixo do valor empenhado.

Essas variações entre as receitas e despesas realizadas podem ser atribuídas ao estágio de maturação do plano, observado no período analisado. Esse estágio tende a gerar uma divergência média nas projeções de contribuições futuras, bem como uma variação percentual mais significativa nas despesas executadas, à medida que o plano se ajusta a uma fase de desenvolvimento que ainda requer ajustes entre as estimativas e a execução financeira efetiva.

2.4. OBJETIVOS DOS INVESTIMENTOS

O objetivo de gestão de investimentos varia entre os fundos financeiro, previdenciário, os recursos da taxa de administração e os recursos destinados ao sistema de proteção social dos militares. No caso do fundo financeiro, o foco é obter uma rentabilidade que garanta a manutenção ou ganho nominal dos recursos. Para o fundo previdenciário, o objetivo é alcançar uma rentabilidade compatível com a meta atuarial estabelecida pelo atuário responsável do RPPS, de modo a assegurar o equilíbrio econômico e financeiro entre os ativos e passivos do sistema. Em relação aos recursos da taxa de administração, a gestão busca também uma rentabilidade que permita a manutenção ou ganho nominal dos valores aplicados, assim como ocorre na administração dos recursos do sistema de proteção social dos militares.

2.4.1. META ATUARIAL

Conforme estabelecido pelo atuário responsável, a meta atuarial para o exercício de 2024 será definida em conformidade com a tabela disponibilizada pelo Ministério do Trabalho e Previdência, conforme Portaria MTP nº 3.289, de 23 de agosto de 2023, que altera o artigo 4º no Anexo VII da Portaria MTP nº 1.467, de 2 de junho de 2022. Essa regulamentação atualiza a taxa de juros parâmetro para as avaliações atuariais dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). A tabela correspondente é apresentada abaixo.

Taxa de Juros Parâmetro

TRS

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Taxa de Juros. | Taxa de Juros
Pontos de duragdo do % a.a.) para (Pontos de duragdo do |Parametro % a.a.) para
passivo (em anos) de Atuarial de |passivo (em anos) |Avaliagao de Atuarial de
2025 2025
1 3,53 18,5 497
15 3,62 19 4,98
2 373 19,5 4,99
25 3.84 20 s
B 3,94 20,5 501
35 4,03 21 5,02
4 412 21,5 5,02
45 4,19 22 5,03
s 4,26 22,5 504
55 432 23 5.04
6 4,38 23,5 5,05
65 4,43 24 5,06
7 4,47 24,5 5,06
75 452 25 5,07
B 4,56 255 5,07
85 4,59 26 5,08
B 4,63 265 5,08
95 4,66 27 5,09
10 4,68 27,5 5.09
105 471 28 51
1 4,74 28,5 51
115 4,76 29 511
12 4,78 29,5 511
125 48 30 511
13 4,82 30,5 512
135 484 51 512
14 4,86 315 5.12
145 4,87 32 513
15 4,89 32,5 513
155 49 33 513
16 491 33,5 513
165 493 34 521
17 4,94 34,5 531
175 4,95 35 ou mais 547
18 4,96

Fonte: Ministério da Previdéncia Social,

Portanto, conforme as informações detalhadas no relatório, a taxa real de juros para a meta atuarial estabelecida para o ano de 2025 será definida da seguinte forma: para o Fundo Previdenciário, a taxa será de 5,05% acrescida da variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor); para o Fundo Financeiro, a taxa será de 4,74% também acrescida do INPC. No caso dos Fundos Administrativo e Militar, a rentabilidade será atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), refletindo uma gestão orientada à liquidez e ao ganho nominal.

2.4.2. META DE RENTABILIDADE (PARÂMETROS DE RENTABILIDADE PERSEGUIDOS)

No longo prazo, as taxas de juros utilizadas como parâmetro, conforme divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência, tendem a diminuir devido à metodologia de cálculo aplicada, que considera a expectativa de uma


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mudança na estrutura econômica brasileira. Essa mudança busca aproximar a taxa de juros real da taxa de juros neutra, estimada entre 3,5% e 4%. Atualmente, o RPPS adota a prática de seguir essa tabela de parâmetros; no entanto, dado o nível de superávit atuarial atual, é possível que a meta atuarial seja revisada para baixo, ajustando-se à realidade financeira e aos objetivos de sustentabilidade de longo prazo do regime.

O trecho da Portaria nº 1.467/2022 do Ministério do Trabalho e Previdência, especialmente no art. 102, inciso IV, alínea b, estabelece que o RPPS deve alinhar a meta de rentabilidade com o perfil de sua carteira de investimentos. Esse alinhamento deve considerar as estratégias de alocação definidas no inciso II do caput, utilizando cenários macroeconômicos e financeiros, além das projeções de fluxo de caixa a partir das receitas e despesas futuras. Isso significa que a rentabilidade dos ativos do RPPS deve ser tal que permita o atendimento das necessidades de caixa ao longo do tempo, mantendo a solvência e o equilíbrio financeiro do regime.

Os Fundos de Investimento em Participação (FIPs) apresentam uma rentabilidade bastante diversificada, pois seu objetivo principal é reunir um montante de capital para investir, majoritariamente, em empresas fechadas ou sociedades limitadas. O intuito é acompanhar e lucrar com o crescimento desses negócios no longo prazo. A natureza do FIP, com foco em empresas não listadas ou em estágio inicial de desenvolvimento, implica que os retornos gerados por esses fundos sejam frequentemente irregulares e com comportamento anormal. Isso ocorre principalmente devido ao risco de liquidez, dado que os ativos subjacentes nem sempre podem ser facilmente vendidos ou valorizados no mercado, dificultando uma avaliação precisa do retorno médio desse segmento.

Além disso, como alguns FIPs podem ser listados em bolsa, seu desempenho pode refletir tanto o risco do mercado de capitais quanto os riscos específicos das empresas em que investem. O retorno, portanto, pode ser altamente volátil, refletindo as condições econômicas, o setor de atuação das empresas investidas e a habilidade do fundo de selecionar e gerenciar essas participações. Essa volatilidade e risco de liquidez tornam a avaliação de um retorno médio para o mercado de FIPs mais complexa e desafiadora.

Para as futuras alocações de recursos do RPPS, a avaliação da rentabilidade será realizada de forma específica para cada projeto, considerando as oportunidades de investimento que forem apresentadas. O requisito mínimo será a meta de rentabilidade definida pelo RPPS. Quando se trata de investimentos em crédito privado, um dos desafios principais é a complexidade da precificação desses ativos no mercado brasileiro, especialmente devido à falta de liquidez, o que, em alguns casos, resulta em dificuldades para negociação no mercado secundário. Além disso, há uma grande diversidade nos métodos de precificação utilizados pelas instituições financeiras, o que torna ainda mais difícil a avaliação de preços justos. O mercado de crédito no Brasil é amplamente dominado por emissões de cupons flutuantes que são referenciadas na taxa DI, o que pode afetar a previsibilidade de retornos e o alinhamento com as metas do RPPS.


1 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2018 doa Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda - A Estrutura a Termo de Taxa de Juros Média corresponde à média de 5 (cinco) anos das Estruturas a Termo de Taxa de Juros diárias baseadas nos títulos públicos federais indexados ao Índice de Preço ao Consumidor Amplo - IPCA

2.4.3. ESTRATÉGIA ALOCATIVA
2.4.3.1. FUNDO FINANCEIRO

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O Fundo Financeiro do RPPS, constituído sob o regime financeiro de reparação simples, segue o princípio da solidariedade intergeracional, o que significa que as contribuições dos servidores ativos ajudam a cobrir os benefícios de aposentados e pensionistas. A gestão deste fundo é orientada para garantir que haja compatibilidade com sua natureza de fluxo de caixa e a necessidade de cobertura das obrigações, especialmente em momentos de insuficiência de recursos. Para isso, o volume financeiro do fundo é alocado em produtos financeiros de curto prazo, com o objetivo de minimizar riscos e evitar perdas nominais. A rentabilidade dos investimentos do fundo é medida com base na taxa de juros interbancária de um dia, a taxa de referência no mercado financeiro de curto prazo, garantindo, assim, um alinhamento com a necessidade de liquidez e estabilidade financeira.

2.4.3.1.1. FUNDO ADMINISTRATIVO

A gestão da carteira do Fundo da Taxa de Administração é orientada para garantir que os recursos gerados sejam suficientes para cobrir as despesas administrativas do RPPS ao longo do tempo. Dessa forma, a alocação de ativos busca equilibrar a rentabilidade com a necessidade de liquidez, assegurando que o fundo seja capaz de sustentar as operações administrativas sem comprometer sua saúde financeira. A estratégia de investimento visa garantir que o fundo consiga gerar reservas de maneira constante, alinhando-se aos custos administrativos que o RPPS incorrerá, mantendo sempre o foco na eficiência e na sustentabilidade financeira no longo prazo.

* O Rioprevidência é responsável pela gestão do Fundo Administrativo, financiado por uma taxa de administração de 2,00% sobre a folha de ativos e benefícios concedidos. Esses recursos são utilizados para cobrir as despesas operacionais da Autarquia ou para constituir reservas. A gestão do fundo segue diretrizes rigorosas, com os investimentos restritos a instituições financeiras públicas e a títulos emitidos por instituições financeiras previamente selecionadas, observando os critérios estabelecidos no Plano Anual de Investimentos.

2.4.3.1.2. FUNDO PREVIDENCIÁRIO

A carteira do Fundo Previdenciário é gerida com o objetivo de garantir que as despesas previdenciárias estejam alinhadas às receitas ao longo do tempo, promovendo a sustentabilidade financeira do regime. Esse equilíbrio é alcançado por meio de uma gestão estratégica dos investimentos, considerando a previsão de fluxo de caixa e a projeção de receitas e despesas do RPPS. A estratégia de alocação de ativos visa otimizar o retorno dos investimentos, respeitando a necessidade de manter a capacidade de honrar os compromissos previdenciários à medida que surgem, sem comprometer a segurança e a estabilidade financeira do fundo.

2.4.3.1.3. ESTRATÉGIA DE ALOCAÇÃO GLOBAL

A estratégia de alocação global do Rioprevidência integra as diretrizes dos Fundos Financeiro, Administrativo e Previdenciário em um modelo coeso que assegura liquidez, rentabilidade e sustentabilidade. Para o Fundo Financeiro, prioriza-se liquidez com aplicações em curto prazo para cobertura imediata de obrigações. O Fundo Administrativo foca na geração de recursos suficientes para despesas operacionais, com investimentos equilibrados entre risco e retorno. Já o Fundo Previdenciário adota uma visão de longo prazo, maximizando retornos com segurança para honrar compromissos futuros.


\O/

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Essa abordagem diversificada segue rigorosos critérios de governança e compliance, respeitando as normas do CMN, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outras regulamentações aplicáveis aos investimentos de RPPS. Monitoramento constante e ajustes dinâmicos garantem alinhamento com os cenários econômicos, promovendo sinergia entre os fundos e a sustentabilidade do regime previdenciário.

Enquadramento Limite Global Alocação Alocação Alocação
Resolução Segmento CMN Vigente Estratégica Estratégica
4.963/2021 4.963/2021 | Rioprevidência 2024 2025
7° I a Títulos Públicos de emissão do TN 100% 49,72% 100% 100%
7° I b Fundos Renda fixa 100% TP/ETF 100% 4,63% 100% 100%
7° I c Fundos Renda Fixa "Livre" 100% 0,00% 100% 100%
7° II Operações compromissadas com lastro em TPF 5% 0,00% 5% 5%
7° III a Renda fixa conforme CVM 60% 26,32% 60% 60%
7° III b ETF RF CVM 60% 0,00% 60% 60%
7° IV Ativos financeiros de renda fixa de emissão com obrigação ou coobrigação de instituições financeiras 20% 13,76% 20% 14%
7° V a FIDC Sênior 5% 0,56% 5% 5%
7° V b Renda Fixa Crédito Privado 5% 2,82% 5% 5%
7° V c Debentures Incentivadas 5% 0,00% 5% 5%
8° I Fundo de Ações CVM 30% 1,53% 30% 30%
8° II ETF RV CVM 30% 0,00% 30% 30%
9° I FIC e FIC FI - Renda Fixa - Dívida Externa 10% 0,00% 10% 10%
9° II FIC Aberto - Investimento no Exterior 10% 0,00% 10% 10%
9° III Fundo de Ações - BDR Nível I 10% 0,00% 10% 10%
10° I Fundos Multimercados 10% 0,00% 0% 0%
10° II FI em Participações 5% 0,00% 5% 5%
10° III FI Ações - Mercado de Acesso 5% 0,00% 5% 5%
11° FI Imobiliários 5% 0,65% 5% 5%
12° EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS 5% 0,00% 5% 5%

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2.5. ANÁLISE E GERENCIAMENTO DOS RISCOS

A Gerência de Operações e Investimentos do Rioprevidência adota uma abordagem criteriosa e técnica para a análise e gestão de riscos em seus investimentos, garantindo a segurança, liquidez e rentabilidade dos recursos previdenciários. Essa gestão é realizada em conformidade com as diretrizes da Resolução CMN nº 4.963/2021, visando a preservação do equilíbrio financeiro e atuarial do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.

As medidas implementadas incluem o monitoramento contínuo dos riscos de mercado, crédito, liquidez e operacionais, utilizando sistemas avançados de gestão para consolidar informações e gerar relatórios periódicos.

A alocação de ativos é projetada com base em cenários econômicos detalhados, elaborados a partir de análises macroeconômicas e projeções de indicadores financeiros.

Para mitigar riscos de mercado, são realizadas simulações de estresse financeiro e análises de sensibilidade, avaliando o comportamento da carteira sob condições adversas, como flutuações nas taxas de juros e variações cambiais. Estratégias de diversificação são aplicadas rigorosamente, com alocações em ativos de diferentes classes, setores e emissores, reduzindo a exposição a eventos isolados.

No âmbito dos riscos de crédito, a Gerência de Operações e Investimentos realiza uma seleção rigorosa das contrapartes, priorizando instituições financeiras com alta solidez patrimonial e ratings de crédito favoráveis. Além disso, os investimentos estão restritos a ativos permitidos e regulamentados pela legislação vigente, assegurando conformidade com as normativas aplicáveis.

Com relação à liquidez, os recursos são alocados de forma a garantir que obrigações imediatas sejam plenamente atendidas, mantendo um horizonte de vencimento alinhado ao fluxo de caixa projetado. O acompanhamento diário da liquidez da carteira permite ajustes rápidos e precisos, evitando perdas em situações de mercado volátil.

Adicionalmente, o Comitê de Investimentos, como órgão consultivo, revisa regularmente as estratégias de alocação e avalia os resultados obtidos em comparação aos objetivos estabelecidos no Plano Anual de Investimentos. Essa estrutura de governança assegura que as decisões sejam tomadas de forma colegiada, técnica e transparente.

Essas práticas reforçam o compromisso do Rioprevidência com a gestão responsável e eficiente dos recursos previdenciários, promovendo a sustentabilidade do regime e o cumprimento de suas obrigações ao longo do tempo.


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3. ESCOLHA DOS PARCEIROS

O processo de credenciamento realizado pelo Rioprevidência segue as diretrizes estabelecidas tanto na legislação estadual quanto federal, com foco na seleção criteriosa de instituições financeiras e fundos de investimento para a gestão dos recursos do RPPS. A Lei Estadual nº 3.189/1999, que organiza o Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (RPPS/RJ), orienta a administração dos recursos do fundo previdenciário, estabelecendo que o credenciamento de instituições deve observar critérios rigorosos de avaliação, visando a adequação e a segurança das aplicações.

Além disso, o Decreto nº 47.844/2021, que trata da governança do RPPS, reforça as diretrizes para a seleção e acompanhamento das instituições responsáveis pela gestão dos fundos, exigindo que o processo de credenciamento leve em consideração a experiência da instituição, o volume de recursos sob gestão, sua solidez patrimonial, a exposição reputacional e o cumprimento dos padrões éticos e de conduta. Tais requisitos visam assegurar que as instituições credenciadas possuam a competência necessária para gerir os recursos do RPPS com segurança e transparência.

A Portaria nº 508/2023 do RIOPREV também detalha as condições e exigências para o credenciamento das instituições e fundos de investimentos. A normativa estabelece um conjunto de critérios para garantir a conformidade com as políticas de investimento do RPPS, incluindo a seleção periódica e a avaliação constante das instituições que gerenciam os recursos previdenciários.

O processo de credenciamento no Rioprevidência é, portanto, conduzido de acordo com as melhores práticas de governança e gestão de recursos, alinhado com a legislação vigente e com as necessidades específicas do regime previdenciário, garantindo que as aplicações financeiras sejam feitas de maneira segura, eficiente e em conformidade com os objetivos de longo prazo do RPPS. O Manual de Credenciamento de Instituições e Fundos, disponível no portal do Rioprevidência, detalha ainda mais o procedimento e os requisitos necessários para as instituições interessadas.

4. METODOLOGIA DE PRECIFICAÇÃO DOS ATIVOS

As aplicações financeiras do Rioprevidência são feitas, até o momento, em fundos de investimento e em títulos públicos.

4.1. FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Os Fundos de Investimentos no Brasil são regidos por uma série de normativos e regulamentações que garantem a transparência e a boa governança na gestão dos recursos. Abaixo estão os principais regulamentos que tratam especificamente dos fundos de investimentos, especialmente no que diz respeito à precificação de ativos e à gestão do valor das cotas:


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Instrução CVM nº 577/2016 - Esta instrução regula o Plano Contábil dos Fundos de Investimento (COFI), estabelecendo os princípios contábeis e as práticas que devem ser seguidas pelos administradores de fundos na avaliação dos ativos e no cálculo da rentabilidade. De acordo com esta norma, os ativos da carteira dos fundos de investimento devem ser preferencialmente registrados pelo valor justo, sendo que a melhor evidência do valor justo é o preço de transação. A metodologia de apuração do valor justo deve ser definida pelo administrador, com base em critérios consistentes e passíveis de verificação.

Instrução CVM nº 555/2014 - Regula a constituição, administração, funcionamento e divulgação de informações dos fundos de investimento. Este regulamento detalha as regras para a constituição e o funcionamento dos fundos de investimento, incluindo as normas para a precificação dos ativos que os compõem. A Instrução também especifica as obrigações de transparência para os administradores de fundos, garantindo que as informações sobre a gestão do fundo sejam claras e acessíveis para os investidores.

Código de Autorregulação ANBIMA para Fundos de Investimento - A ANBIMA, enquanto entidade de autorregulação, estabelece o código que deve ser seguido pelos fundos de investimento no Brasil. Este código inclui diretrizes sobre a governança, a administração e a precificação dos ativos dos fundos, com o objetivo de assegurar que os fundos operem de forma ética e eficiente.

A responsabilidade pela precificação e cálculo do valor da cota é do administrador do Fundo de Investimento. O valor da cota do dia é resultante da divisão do valor do patrimônio líquido pelo número de cotas do fundo. Para cálculo do patrimônio, o administrador precifica todos os ativos do fundo no fechamento do dia. Segundo a Instrução CVM nº 577/2016, os ativos integrantes da carteira dos fundos de investimento devem ser preferencialmente registrados pelo valor justo e descreve que a melhor evidência do valor justo é o preço de transação. Afirma, também, que a metodologia de apuração do valor justo é de responsabilidade do administrador e deve ser estabelecida com base em critérios consistentes e passíveis de verificação.

4.2. TÍTULOS PÚBLICOS

Os títulos adquiridos para serem mantidos até o vencimento, serão apreçados e contabilizados pelos respectivos custos de aquisição acrescidos dos rendimentos auferidos. Enquanto os mantidos para negociação devem ser apreçados a valor de mercado no mínimo mensalmente, mediante a utilização de metodologias de apuração em consonância com as normas baixadas pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários e parâmetros reconhecidos pelo mercado financeiro de forma a refletir o seu valor real, conforme PORTARIA Nº 577, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2017, do Ministério da Fazenda.


TRS

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Características Gerais dos Títulos Públicos Federais

Vencimento Valor de Face

Titulo indice Tipo no

Cupom de Juros

mais Longo Vencimento

LTN (Letra do Tesouro

Nacional) i

NTN-F (Nota do Tesouro Nacional

série F)

Aprox. 24 meses prefixado R$

1.000,00

10% a.apago pag

semestralmente Aprox. 10 anos

IPCA (indice de Pregos)

NTN-B (Nota do

Pago semestraimente 6% a.a pag pago

Tesouro Nacional Aprox. 40 anos

  • semestralmente -

Fonte: IBGE

Serie B)

(www.ibge.gov.br) Indexado

a

inflagdo

NTN-C (Nota do 1GP-M (indice de

6 0u 12% a.a pago

Tesouro Nacional Pregos) semestralmente Aprox. 25 anos

Série C) Fonte: FGV (www.fgv.br)

LTT (Letra Financeira do Tesouro)

| Selic (Taxa de Juros)

Fonte: Banco Central

(www.bcb.gov.br)

Aprox. 5 anos Flutuante


TRS

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Fórmulas Utilizadas para o Cálculo de Preço e Cotação dos Títulos Públicos Federais

Titulo Prego Valor Nominal (VNA) mais Longo

1.000

resouro LTN (Letra do reco

=

1 + TAXA)

Nacional)

PRECO=1.000x L071

NTN-F (Nota do (1+TIR) Tesouro Nacional

série

F) 110 —1

=

INTN-B (Nota do

resouro

Nacional

serie

8

% VNA

Fator de do IPCA ea cata entre |

0s

base 01/07/2000 PRECO=1.000x|

do

da liquidagio negécio.

107-1 0s

=

INTN-C (Nota de do L000 1,10

do Fator atualizago IGP-M

[Tesouro Nacional Cotagdo % * VNA entre data base 01/07/2000 2 Dla

a e a

série) data da liquidagdo do negécio.

LTT Selic 1.000

(Letra Fator de do entre

reco

=

Financeira do % * VNA a data base 01/07/2000 e a data

Tesouro) liquidag3o negécio. 1 + TAXA)

da do

Cotagio -> valor presente do fluxo de caixa descontado dos cupons remanescentes e do principal.


©

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5. CARTEIRA DE IMÓVEIS

Em 2024, o mercado imobiliário brasileiro apresentou um desempenho notável, refletindo crescimento tanto em lançamentos quanto em vendas de imóveis. |No Brasil, no acumulado de 2024, foram lançadas 383.483 unidades habitacionais, representando um aumento de 18,6% em relação a 2023. As vendas totais atingiram 400.547 unidades no ano, um crescimento de 20,9% comparado ao ano anterior. Na cidade do Rio de Janeiro, localidade em que se encontra a maior parte da carteira imobiliária do Rioprevidência, foi registrado 23.513 unidades lançadas em 2024, totalizando aproximadamente R$ 15 bilhões em valor e até setembro de 2024, o mercado imobiliário carioca movimentou R$ 28,8 bilhões, um aumento de 15,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Bairros como Barra da Tijuca e Leblon foram destaques. O primeiro liderou o mercado imobiliário carioca em volume de transações, com R$ 5,1 bilhões movimentados de janeiro a setembro de 2024, e o segundo, manteve-se como o bairro mais valorizado, com o metro quadrado atingindo R$ 23.652 em média, refletindo um aumento de 5,4% nos últimos 12 meses. Enquanto o aluguel comercial apresentou uma rentabilidade média de 5,65% ao ano, o aluguel residencial apresentou uma rentabilidade média de 5,75% ao ano no mesmo período.

A carteira imobiliária do Rioprevidência gerou, em 2024, uma receita de R$ 6.356.291,14, para um ativo avaliado em R$ 306.191.781,19. Uma rentabilidade muito abaixo a que o mercado apresentou. Diversos fatores explicam tal desempenho, volume de invasões, nível de inadimplência, quantidade de imóveis vazios e ausência de alienações.

É de entendimento da Diretoria de Investimento de que seja possível que a unidade gestora, atualmente, com sua vocação, estrutura e cultura organizacionais, não propicie a gestão mais eficiente desse patrimônio, podendo, assim, eventual permanência de domínio de imóvel ou de direito real sobre ele representar um desnecessário incremento dos riscos operacionais e financeiros já inerentes às operações regulares do sistema, sendo, dessa forma, preferível, como regra, que tivesse sido vinculado à este Regime de Previdência apenas o produto da exploração econômica dos bens, ou seja, seus fluxos líquidos de receitas, dispensando-se o RPPS de ônus e encargos relativos à administração da propriedade do bem ou de seu gerenciamento econômico. Uma das estruturas possíveis a uma boa administração imobiliária seria a criação de um Fundo Imobiliário, contudo seria necessário que o RPPS fosse qualificado como investidor qualificado. A Portaria MTP nº 1.467/2022 desempenha um papel significativo nesse processo. No referido dispositivo regulatório, em seu art. 138, são estabelecidos os critérios pelos quais um RPPS pode ser considerado investidor profissional. Destaca-se que foram definidos dois critérios distintos, visando abranger tanto aspectos quantitativos quanto qualitativos para a determinação desse status. Entre esses critérios consta a exigência de certificação institucional no nível IV no Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos RPPS, conhecido como Pró-Gestão RPPS. Essa certificação atesta a aderência do RPPS a padrões de gestão previdenciária estabelecidos pelo órgão regulador competente, demonstrando, entre outros aspectos, sua capacidade técnica e operacional para lidar com investimentos mais complexos e diversificados. O Rioprevidencia não possuí este nível de certificação.

Neste sentido a Diretoria de Investimento implementará um processo de desinvestimento da carteira imobiliária, sendo iniciado por imóveis localizados na região do Centro e Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro e Centro da Cidade Niterói.


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6. ANEXOS
ANEXO I - MATRIZ DE ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES

| | | PA

A>

ho Delieratvo | |

Resp. Aprovacio Aprovago

| |

Apreciar PAI Apreciar PAI Fil

Resp.

Atrib. | Apreciar PAI | Apreciar PAI Apr iar Apreciar

Diretori iva (DIREX)

Resp. Ratificagio Ciéncia

Atrib. Elaborar PAI Apreciar Deliberar Deliberar

| | | PAI | ; Apreciar Comité (COM)

ee Te

Colaborar PAI Formular Apreciar Apreciar Apreciar Apreciar Apreciar Apreciar Decisdo

| Atrib. | | a | | | | |

de Recursos STON

proposigio avorisgio

Geréncia de Operagdes Atrib. | Colaborar | Elaborar Analisar Analisar Consolidar Elaborar

e PAI RAI Gerenciamento Investimentos (GEROI) Resp. NP Proposicdo Operagdo Preenchimento NP. Ne Andlise

de

Conformidade Risco| NP 3 3 3 Verificar APR 3 Elaborar PCA

e

(AR) Resp.

ne Ne np Ne ne

de Controle Internoe | Verificar APR Verificar Verificar

Gerénda 3 3 3 3 3

Auditoria (GERCIA) Resp. Dar Controle

Ne Ne Ne Ne Ne

de Estado PCA

2° 3 3 3 3 3 Ausitar DAR 3 Tribunal Contos do Resp.

np ne np np ne ne Aprovar PCA

| |

| Arb. | Apreciar PAI RA PA 3 3 3 3

sor de WN) Ciéncia

pesp Ne ne ne

/ de | | AM

Credendados Prestadores Arb. 3 3 3 3 3

senvigos |

Resp. ne ra ne ne ne NP: Nao Particpa; fungao; Responsabilidade: de responder por atos prprios ou terceiros; PAI: Plano Anual de Investimentos; RA Relatério Anual de Investimentos; IF: Instituigdes

de de Trimestral

Financeiras emissoras de Letra Financeira; APR:Autorizagéo de e Resgate; DAIR: Demonstrativo Aplicagdes e Investimentos Recursos; RTGR: de Gestao e isco; RSC: Relatdrio Semestral de

Conformidade; PCA: Prestagio de Contas Anual


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ANEXO I - ESTUDO DE ALM

RIOPREVIDENCIA ALM ESTOCASTICO 2025

Data: 31/12/2024 wLDB

EMPRESAS

CENARIO MACROECONOMICO

ATUAL


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TAXAS INDICATIVA DAS NTN-Bs: 01/2009 a 02/2025 WL

= m= NTNB2030 = NTNB20SO NTN-B20SS NTN-B2060

== == == == =

1000% sox

oa

MERCADO de NTN-Bs: 21/03/2025

EMPRESAS

| | Intervalo ndicatvo

Tx.Venda PU

|

Minimo (D0) Maximo (D0) [Minimo (D+1)|Maximo (D+1)

15/05/2025 15/08/2026 7,4194 8,9741 7.3537 8,9401 8,9585 4.552,94 6,3781 8,6128 8,0820 9,1961 6,3236 8,6476 8,0404 9,2308
15/05/2027 8,1108 8,0737 8,0928 4.388,36 7,6894 8,3410 7,7523 8,4036
15/08/2028 7,9203 7,8887 7,9049 4.255,70 7,4899 8,1247 7,5637 8,1990
15/05/2029 7,8634 7,8278 7,8476 4.289,66 7,4605 8,0241 7,5255 8,0895
15/08/2030 7,8302 7,7941 7,8185 4.161,08 7,4943 8,0228 7,5292 8,0579
15/08/2032 7,8121 7,7735 7,7876 4.072,40 7,5364 8,0081 7,5439 8,0158
15/05/2033 7,7159 7,6818 7,6950 4.130,60 7,4815 7,9337 7,4653
15/05/2035 7,6462 7,6130 7,6250 4.080,08 7,4504 7,8584 7,4252 7,8334
15/08/2040 7,5222 7,4832 7,5003 3.916,68 7,3765 7,7190 7,3459 7,6885
15/05/2045 7,5045 7.4713 7,4850 3.908,21 7,3749 7,7018 7,3386 7,6657
15/08/2050 7,4160 7.3774 3.816,90 7,2875 7,6033 7,2569 7,5730
15/05/2055 7,3942 7,3555 7.3729 3.856,34 7,2583 7,5704 7,2345 7,5469
15/08/2060 7,4144 7.3782 7,4000 3.747,35 7,2774 7,5873 7,2623 7,5727

(www.anbima.com.br)


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

BOLETIM FOCUS: 21/03/2025

BOLETIM FOCUS BANCO CENTRAL

INPICADORES BE

2025 2026 2027

MERCADO

IPCA 5,65 4,50 4,00

1GP-M 5,53 452 4,00

5,95 6,00 5,90
15,00 125 10,50

PIB 1,08 1,60 1,99

CENARIO PROJETADO SPREAD SOBRE A SELIC wLDB

PRAZO

CLASSE DE ATIVOS 2025 2026 2027 2028 voL
CDI/SELIC 15,00% 12,50% 10,50% 10,50% 12,00% 0,01%
INFLAGAO (IMA-B) 15,91% 13,35% 12,33% 12,33% 13,25% 7.24%

CREDITO PRIVADO (IDA-GERAL) 14,32% 11,80% 10,79% 10,79% 11,70% 1,87%

RENDA VARIAVEL 20,01% 19,86% 19,31% 19,31% 19,56% 23,65%

ESTRUTURADO 15,32% 12,78% 11,76% 11,76% 12,67% 4,88%

EXTERIOR 22,33% 19,64% 18,56% 18,56% 19,53% 16,72%

FUNDOS IMOBILIARIOS (IFIX) 13,52% 11,02% 10,02% 10,02% 10,92% 7,88%

IPCA/INPC 5,65% 4,50% 4,00% 4,00% 5,00%


TRS

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

PORTARIA

MTP 1.467,

02/06/2022

PORTARIA MTP n2 1.467, 02/06/2022

Art. 141. A unidade gestora do RPPS, em caso de negociagdes diretas

com titulos de emissdo do Tesouro Nacional, devera observar os parametros vistos Anexo VIII, da Portaria MTP n2 1.467/22.

no

Art. 142. E vedada, termos de do CMN, aplicagdo dos

nos a

recursos financeiros acumulados pelo RPPS em titulos: | que ndo sejam emitidos pelo Tesouro Nacional;

Il que ndo estejam registrados no SELIC; e

Ill emitidos por Estados, Distrito Federal ou Municipios.

AV NAN NA EEN


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

PORTARIA MTP n2 1.467, 02/06/2022

s

Art. 143. Deverdo ser observados os principios e normas de contabilidade aplicaveis ao setor publico para o registro dos valores da carteira de investimentos do RPPS, tendo por base metodologias, critérios e fontes de referéncia para precificacdo dos ativos, estabelecidos na politica de investimentos, as normas da CVM e do

Banco Central do Brasil e os parametros reconhecidos pelo mercado

financeiro.

Art. 144. Os ativos financeiros integrantes das carteiras dos RPPS

devem ser registrados inicialmente pelo custo de aquisi¢do, formado pelo valor efetivamente pago, além de corretagens e emolumentos.

PORTARIA MTP n2 1.467, 02/06/2022

Art. 145. Os ativos financeiros integrantes das carteiras dos RPPS

poderdo ser classificados nas seguintes categorias, conforme critérios

vistos no Anexo VIII, da Portaria 1.467/22:

| disponiveis para negociagdo futura ou para venda imediata; ou

Il mantidos até o vencimento.

Art. 146. Podera ser realizada a reclassificagdo dos ativos da categoria

de mantidos até o vencimento para a categoria de ativos disponiveis

para negociagdo, ou vice-versa, na forma Vista no Anexo VIII.


TRS

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

PORTARIA MTP 1.467, 02/06/2022, ANEXO VIII

EMPRESAS

Art. 22. A unidade gestora do RPPS, em caso de diretas com titulos de emissdo do Tesouro Nacional, devera comprovar:

| a consulta as informagdes divulgadas por entidades representativas

de participantes do mercado financeiro e de capitais

reconhecidamente idéneas pela sua transparéncia e elevado

técnico na difusdo de precos e taxas dos titulos, e a sua utilizagdo como

referéncia (ANBIMA), bem volume, pregos,

nas como, ao

e taxas das registradas no SELIC, antes do efetivo

fechamento da operacdo;

PORTARIA MTP ne 1.467, 02/06/2022, ANEXO VIII \»LDB

PRESAS

Il a utilizacdo de plataformas eletrénicas administradas por sistemas

autorizados a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou pela CVM ou

que as foram efetuadas em ofertas publicas do Tesouro Nacional, por intermédio das instituicdes regularmente habilitadas;

Ill o registro do valor e do volume dos titulos efetivamente

negociados; e

QF FARN


©

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

PORTARIA MTP n2 1.467, 02/06/2022, ANEXO VIII

Art. 22 ......................(Continuagdo): IV que os titulos estdo sob a titularidade do RPPS, com base nas

informagdes de sistema de registro, de custdédia ou de liquidagdo financeira, sejam depositados perante depositério central (SELIC). Paragrafo Unico. Além de consulta as taxas e precos na forma do inciso

| do caput, no dia das negociagdes, deverdo ser verificados os registros

no SELIC das do dia anterior, conforme
divulgadas pelo Banco Central representativas de participantes do mercado financeiro e de capitais. do Brasil ou pelas entidades
NAN EEN
PORTARIA MTP n2 1.467, 02/06/2022, ANEXO VIII \»LDB

Art. 32. A plataforma eletrénica de negociacdo deverd garantir que o prego e taxa a ser negociado na aquisicao ou venda do titulo decorra

de normais de mercado, impossibilitando a criagdo de

artificiais de oferta ou de demanda e a adogdo de praticas nao equitativas pelos participantes.

Art. 42. Para comprovagao de operagoes realizadas em ofertas publicas do Tesouro Nacional, a unidade gestora devera arquivar os documentos de comunicagdo com a que participou do leildo.

JV JO PAL NAN NJ FREER


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

Art. 52. Os ativos financeiros integrantes das carteiras dos RPPS

poderdo ser classificados nas seguintes categorias, conforme critérios

estabelecidos no referido Anexo VIII:

| disponiveis para negociagdo futura ou para venda imediata; ou

Il mantidos até o vencimento.

2 JOP ZO PALA NAN EAN

PORTARIA MTP n2 1.467, 02/06/2022, ANEXO VIII

Art. 72. Os ativos da categoria de mantidos até o vencimento deverdo

ser contabilizados pelos seus custos de acrescidos dos
rendimentos parametros: auferidos, devendo ser atendidos os seguintes
| - demonstragdo da capacidade financeira do RPPS de manté-los em

carteira até vencimento (ELABORACAO DE ESTUDO DE ALM

o

PASSIVO); Il demonstragdo, de forma inequivoca, pela unidade gestora, da

intengdo de manté-los até vencimento (DECLARACAO FORMAL);

o

L 20 VAL NAN ER


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

PORTARIA MTP ne 1.467, 02/06/2022, ANEXO VIII

(Continuagdo):

II compatibilidade com os prazos e taxas das presentes e

futuras do RPPS (ELABORAGAO DE ESTUDO DE ALM ATIVO);

IV classificagdo e controle separados dos ativos disponiveis

para negociagdo; e V obrigatoriedade de divulgagdo das relativas aos ativos

adquiridos, ao impacto nos resultados atuariais e aos requisitos e procedimentos contdbeis, na hipdtese de alteragdo da forma de precificagdo dos ativos.

JF NJ FREER EEN

MARCACAO

A MERCADO

(Mtm)

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

MARCACAO NA CURVA X MARCACAO A MERCADO wLDB

——CURVA —MERCADO

TEMPO

ASSET LIABILITY MANAGEMENT (ALM)


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

GESTAO INTEGRADA DE ATIVOS E PASSIVOS: ALM

RISCOS FINANCEIROS

~—

ATIVOS

(Asset

RISCOS ATUARIAIS Liability \

= Rill Management) = =

PASSIVO ~ 4

GESTAO INTEGRADA DE ATIVOS E PASSIVOS: ALM LD

PASSIVO META ATUARIAL IPCA + 5,04% a.a.

"HEDGE

0 + "GORDURA" % a.a.

NATURAL"


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

TITULOS PUBLICOS: NTN-B: IPCA 6%

  • a.a.

NTN-B: IPCA +5,25% a.a.

Taxa Semestral Equivalente = 2,95% a.s.

Valor Investido +

2,95% 2,95% 2,95% Rentabilidade
12 Cupom 4 Cupom (N-19) Cupom NO Cupom|

INVESTIDOR

COMPRA

PU=3.380,11

“15/05/2054 15/11/2054 15/05/2055

NII

6 MESES 6 MESES IPCA +2,95% IPCA +2,95%

TiTULOS PUBLICOS: NTN-B wLDB

* Quando a taxa negociada pelo mercado esta

abaixo dos 6% (que é a taxa definida pelo Tesouro Nacional para as NTN-Bs), o titulo esta sendo

negociado Agio, seja, esta mais
com ou caro e,
consequentemente, adquire-se menor de titulos, uma vez que o fluxo dos cupons uma quantidade

vai ser descontado (trazido a valor presente) a uma taxa menor!


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

PUBLICOS: NTN-B »LDB

* Quando a taxa negociada pelo mercado esta

acima dos 6% (que é a taxa definida pelo Tesouro Nacional para as NTN-Bs), o titulo esta sendo

negociado com Desagio, ou seja, esta mais barato e,
consequentemente, adquire-se uma quantidade

maior de titulos, uma vez que o fluxo dos cupons vai ser descontado (trazido a valor presente) a uma taxa maior!

GESTAO INTEGRADA DE ATIVOS E PASSIVOS: ALM de Ativos permitira E como tudo isso é analisado? A e Passivos

avaliar as projec¢des dos riscos atuariais e

financeiros.

Passivo

* Mensuragédo da necessidade de caixa;

* das reservas matematicas.

Ativo

* Controle de liquidez;

* Acompanhamento da solvéncia; * Projegdes de retorno da carteira.


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

ALM: ESTRUTURA

CENARIO ECONOMICO

PASSIVO

Projec¢do do Passivo

Valor anual de fluxo de caixa

Otimizacdo do Ativo

1 1

da

carteira

Mitigacdo de risco de liquidez

1

1 de risco de solvéncia I Ponto étimo entre Risco Retorno

e

NAN NJ ERX

MATRIZ DE COVARIANCIA: DIVERSIFICACAO LD

MATRIZ DE COVARIANCIA

SELIC | IRF-M_| IMA-B | SP500 |MSCIAC | | SMLL

SELIC 0,00784% 0,01063% 0,00618% 0,00121% 0,00024% 0,01184% 0,01192%
IRF-M 0,01063% 0,04656% 0,01174% 0,06191% C,12186%

IMA-B 0,00618% 0,08537% 0,15140% 0,05303% -0,08441% 0,11977% 0,27907% SP500 0,01174% 0,05303% | 0,60533% 0,34017% 0,13172% C,51942% MSCI AC -0,05027% -0,08441% 0,34017% 0,68188% -0,03244% -0,02345%

IFIX 0,01184% 0,06191% 0,11977% 0,13172% -0,03244% 0,34554% C,47380%
SMLL 0,01192% 0,12186% 0,27907% 0,51942% -0,02345% 0,47380% | 1,63261%

2 JOP JO PAL NJ


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

EVOLUGAO DO PASSIVO

FLUXO ATUARIAL

[Ml Beneficios

7.500.000.000,00

5.000.000.000,00

2.500.000.000,00

000

2025

2050

2075 2100

CARTEIRA OTIMA ALM »LDB

CARTEIRA OTIMA

Indexador Percentagem Valor R$
IPCA (NTN-B) 54,31% 2.432.883.181,61
IPCA (Letras Financeiras) 18,95% 848.738.061,80
IMA-B 0,001% 25.297,56
CDI/SELIC 12,21% 547.322.976,96
IBOVESPA 3,00% 134.396.392,24
3,50% 156.719.090,73
S&P 500 2,55% 114.221.598,26
IPCA 4,37% 195.573.142,29
IFIX 1,12% 50.000.000,00
Total 100% 4.479.879.741,45

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

RENDA FIXA (NTN-Bs) 31/12/2024: R$ 3.022.525.769,87 67,47%

Ativos Benchmark |

% carteira Dferensars

| 5,595000% 0,00

791, Alineaa NTN-B 150830 114.387.210,10 2,55 114.387.210,10 2,55 0,00 Artigo 150830 5,711000% 113.794.131,37 0,00

721, Alinea a NTN-B 113.794.131,37 2,54 2,54 0,00

Artigo 721, Alinea a NTN-B 150535 5,707000% 113.246.674,07 2,53 113.246.674,07 2,53 0,00 0,00

| 0,00

791, Alineaa NTN-B 150535 5,750000% 112.811.844,70 2,52 112.811.844,70 2,52 0,00

Artigo 150840 5,625000% 116.619.151,37 0,00

721, Alinea a NTN-B 116.619.151,37 2,60 2,60 0,00 Artigo 721, Alinea a NTN-B 150840 5,781000% 114.873.144,25 2,56 114.873.144,25 2,56 0,00 0,00

| 0,00

791, Alinea a NTN-B 150545 5,790000% 113.640.926,67 2,54 113.640.926,67 2,50 0,00

| 0,00

791, Alinea a NTN-B 150545 5,801000% 113.498.579,00 2,53 113.498.579,00 2,53 0,00

(MERCADO)

Artigo 721, Alineaa_| NTN-B 150850 871.415.157,19 19,45 0 0,00

| 0,00

791, Alinea a NTN-B 150850 5,714000% 116.735.069,32 2,61 116.735.069,32 2,61 0,00

| 5,751000% en 0,00

791, Alinea a NTN-B 150850 116.190.353,70 2,59 116.190.353,70 2,50 0,00 Artigo 150850 5,869000% 114.479.001,32 0,00

721, Alinea a NTN-B 114.479.001,32 2,56 2,56 0,00

| 5,892000% 114.150.000,55 0,00

Artigo 791, Alinea a NTN-B 150850 114.150.000,55 2,55 2,55 0,00

| 0,00

791, Alinea a NTN-B 150850 6,710000% 16.584.059,52 0,37 16.584.059,52 0,37 0,00 Artigo 721, Alinea a NTN-B 150555 5,439000% 9.599.347,84 0,21 9.599.347,84 0,21 0,00 0,00

Aries Anes NTE 150555 EE

| 0,00

791, Alinea a NTN-B 150555 5,801000% 68.463 482,86 153 68.463 482,86 153 0,00

| (MERCADO)

791, Alineaa NTN-B 150860 524.605.784,53 11,71 0 0,00 11,71 Artigo 721, Alinea a NTN-B 150860 (CURVA) 0,00 0,00 806.378.353,46 18,00 806.378.353,46 18,00

| 0,00

Artigo 791, Alinea a NTN-B 150860 6,088000% 111.310.504,47 2,48 111.310.504,47 2,48 0,00

Total 3.022.525.769,87 67,47 2.432.883.181,61 54,31 -589.642.588,26 -13,16

RENDA FIXA (NTN-Bs) 31/12/2024: R$ 3.022.525.769,87 67,47%

EMPRESAS

* DIMINUIR A ALOCAGAO EM TiTULOS PUBLICOS DO ARTIGO 72 , ALINEA “A” EM

UM TOTAL DE R$ 589.642.588,26 (13,16%);

* REALIZAR VENDA DAS NTN-Bs (VENC.: 2050 E 2060 COM PRECIFICAGAO A MERCADO

* AUMENTAR ALOCAGAO EM NTN-B VENC.: 2060 COM PRECIFICAGAO NA CURVA EM RS

806.378.353,46 (18,00%).


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

RENDA FIXA (TITULOS PRIVADOS) 31/12/2024: R$ 848.738.061,80 18,95% \»LD

Enquadramento AM

Ativos, AM

Benchmark| Valor i 1% Carte | Diferenga R$5 |Diferenga %

Res. CMN 4.963/21 RS Sugestdo% LETRA FINANCEIRA

Artigo 72 IV 227.504.524,00 5,08 227.504.524,00 5,08 0,00 0,00

MASTER 8,0%

LETRA FINANCEIRA

Artigo" 72 IV MASTER 74.765.360,08 1,67 74.765.360,08 1,67 0,00 0,00

8,04%

LETRA FINANCEIRA |

Artigo 72 IV 73.980.790,80 1,65 73.980.790,80 1,65 0,00 0,00

MASTER 8,2%

IPCA

LETRA FINANCEIRA

Artigo 72 IV 255.812.176,12 571 255.812.176,12 5,71 0,00 0,00

PLANNER 7,8%

LETRA FINANCEIRA

Artigo 72 IV 130.373.564,39 2,91 130.373.564,39 2,91 0,00 0,00

PLANNER 8% LETRA FINANCEIRA

Artigoi 72 IV 86.301.646,41 1,93 86.301.646,41 1,93 0,00 0,00

PLANNER 8,02%

Total | 0,00

843.738.061,80 18,95 848.738.061,80 18,95 0,00

FUNDOS RENDA FIXA 31/12/2024: R$ 223.982.284,96 4,99%

Ativos % |

Benchmark| Valor(RS) Carteira [piferenca

| Artigo Alinea b |

72 , ITAU INST LEGEND RF LP FC 61.735.364,55 1,38 SANTANDER TP PREMIUM

Artigo 72. Ill, Alineali a 482,25 0,00

RF REF DI CIC FIF BRADESCO FIF RF REF DI CDI/SELIC 488.407.918,12 10,90 323.365.989,56 7.22

PREMIUM

72 1, Alinea al 47.201.416,03 1,05
Artigo 72 Ill, Alinea a| CAIXA DISPONIBILIDADES 29,08 0,00
Artigo 72 Ill, a a ITAU INST RF REF DI 56.104.636,65 1,25
Artigo 72 V, Alinea a ASPEN FIDC 36.308.403,97 0,81
Artigo 72 V, Alinea a MEGEVE FIC BRADESCO CREDITO 17.011.543,27 0,38

Artigo 72 V, Alinea b 5.595.111,60 0,12 5.595.111,60 0,12 0,00 0,00 PRIVADO LP PERF INST

Artigo 72 , Alinea b [ SAFRA IMA INSTITUCIONAL 25.297,56 0,001 25.297,56 0,001 0,00 0,00

IMA-B

Total |

223.982.284,96 4,99 547.348.27452 12,21 323.365.989,56 7,22

* AUMENTAR A ALOCAGAO EM FUNDOS RENDA FIXA COM EXPOSIGAO AO CDI, EM UM

TOTAL DE R$ 323.365.989,56 (7,22%).


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

RENDA VARIAVEL 31/12/2024: R$ 139.060.482,54 3,10% WwLDB

Enquadramento

Artigo eos 82 |

Ativos

Benchmark

BTG PACTUAL ABSOLUTO INST FIQ FIA

44.094,44

|

AW

0,00

4,

ass

Artigo 82 | PLURAL DIVIDENDOS FIA

Total

25.595.347,53 0,57

3,10

AM %

Diferensa R$

| 4,

300

|

010

| |

300 -0,10

* DIMINUIR A ALOCAGCAO EM FUNDOS DE ACOES DO ARTIGO 82, , EM UM TOTAL

DE R$ 4.664.090,30 (0,10%);

* REVER OS LIMITES DA ALOCAGAO OBJETIVO, MiNIMOS E MAXIMOS DA ATUAL

POLITICA ANUAL DE INVESTIMENTOS.

INVESTIMENTOS NO EXTERIOR 31/12/2024: R$ 0,00 0,00% WL

Enquadramento

Ativos | | ALM ALM R$ %

Benchmark Valor(R$) % Carteira Diferenga [Diferenca

NO mscl 0,00

Artigo igo 9292 11 0,00

EXTERIOR X

35 156719.09073 3,5

BDR NIVEL

Artigo 92 III FUNDOS | msCl 0,00 0,00

Total 0,00

000 35 156719.00073 35

* AUMENTAR A ALOCAGAO EM FUNDOS DE INVESTIMENTO NO EXTERIOR, DO ARTIGO 92

1, OU FUNDOS DE AGOES BDR NIVEL 1, DO ARTIGO 92 Ill, EM UM TOTAL DE R$

156.719.090,73 (3,50%).

* REVER OS LIMITES DA ALOCAGCAO OBJETIVO, MINIMOS E MAXIMOS DA ATUAL

POLITICA ANUAL DE INVESTIMENTOS.


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

INVESTIMENTOS ESTRUTURADOS 31/12/2024: R$ 195.573.142,29 4,37% a Ativos

1021 Fundo Multimercado

MULTIESTRATEGIA

Total

|

Benchmark

|

S&P 500

poy

Valor(R$)

0,00

|

% Carteira

0

Diferenca R$ [Diferenca %

255 11422159826 255

437

437 as

309.794.74055 692

0,00 0

255

* AUMENTAR A ALOCAGAO EM FUNDOS MULTIMERCADOS ATRELADOS AO S&P500, DO

ARTIGO 10, , NUM TOTAL DE R$ 114.221.598,26 (2,55%). * NAO EFETUAR A ALOCAGAO EM FUNDOS DE PARTICIPAGAO, DO ARTIGO 10, II.

* REVER OS LIMITES DA ALOCAGCAO OBJETIVO, MINIMOS E MAXIMOS DA ATUAL

POLITICA ANUAL DE INVESTIMENTOS.

FUNDOS IMOBILIARIOS 31/12/2024 R$ 50.000.000,00 1,12%

=

Enquadramento Ativos

Res. CMIN 4.963/21

Artigo 112

Total

| || AM || Diferenca hmark Val Diferenga %

sugemion] ws

| |

50.00000000 1,2 5000000000 1,12 0,00 0

| | 0,00

1,12 50.000.000,00 112 [)


TRS

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

CARTEIRA SUGERIDA X POLITICA DE INVESTIMENTOS 2025 WwLDB

Artigo Ativos | % | AM | Politica de Investimentos |

Limite

Benchmark Valor (RS) | | |

Carteira Sugestdo Min _[Objetivo*| Max Legal

| | | |

Artigo 721, Alineaa Titulos do Tesouro Nacional 3.022.525.769,87 67,47 54,31 0 100 100 100

| 4 | |

Artigo 721, Alineab 100% Titulos Pdblicos CDI/SELIC 6173584680 1,38 100 100 100

| 109 4 60 |

Artigo 72 Ill Alinea a Fundos Renda Fixa 103.306.081,76 2,31 6 70

| | | |

Artigo 7¢ I, Alinea b Fundos 100% Titulos 25.297,56 0,001 0001 0 100 100 100

IPCA | | [J |

Artigo 72 IV Ativos de Renda Fixa 848.738.061,80 18,95 18,95 20 20 20

| | |

Artigo 72, Alinea b FI RF Crédito Privado COI/SELIC 012 012 0 5 5 10

| | | 3 |

Artigo Alinea a FIDC Cota CDI/SELIC 53319.947,24 1,19 119 5 5s 1

| | |

Artigo 821 Fundos de IBOVESPA 139.060.482,54 3,1 3 0 30 30 40

0,00 [J [J [J |

Artigo 92 II Investimento no Exterior mscl 35 0 10

|

Artigo 1021 Fundo Multimercado S&P 500 0,00 0 255 0 0 0 10

IPCA | |

Artigo 102 Fundo de Participagio 437 437 5 H 5

|

Artigo 112 |Fundo de Investimento Imobiliério| 50.000.000,00 1,12 112 0 5 5 10

Total 4.479.879.741,46 | 100 100

* REVER 0S LIMITES DA ALOCAGAO OBJETIVO DA ATUAL POLITICA ANUAL DE INVESTIMENTOS.

L 22 JN FAL NAN NJ FREER

BOXPLOT

O Boxplot é uma ferramenta estatistica utilizada para

alternativo ao histograma. Com ele é possivel observar, em um a dispersdo, assimetria, comprimento da cauda, outliers, etc.

apresentar dados,

conjunto de dados,

O retangulo do Boxplot contém 50% dos dados. As linhas de fora do retangulo indicam a cauda da distribui¢do analisada.

Para cada ano é obtido um Boxplot indicando a dispersdo e o nivel de confianga

do resultado apresentado.

NJ EN


TRS

Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

BOXPLOT

2

— Valores discrepantes (outliers)

Limite

— superior

3° quartil (Q3)

Mediana Q2

=

1° quartil (Q1) Limite inferior


O Valor discrepante (outlier)

OF FAN

LIQUIDEZ »LDB

O grafico de liquidez representa a diferenga entre as receitas dos investimentos

(juros, principal, vencimento e liquidez imediata) e o pagamento dos beneficios (fluxo de caixa atuarial). O reinvestimento do montante, resultado da diferenga entre as receitas e despesas, foi realizado através da projecdo da taxa 100%

SELIC/CDI.

O grafico demonstra que a carteira sugerida (mesmo com aumento da alocagéo

em papéis na curva) indica probabilidade praticamente nula do caixa rodar negativo.

FAL NJ NA EEN


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

LIQUIDEZ CAIXA »LDB

80 Bi

60 Bi

40 Bi

208i

PATRIMONIO

O grafico de do patriménio representa a evolugdo do total de ativos financeiros do Plano (liquido do pagamento do fluxo de caixa atuarial).

0 grafico apresenta um crescimento bastante positivo para os ativos financeiros do

Plano (inclusive quando comparado o valor minimo de cada ano).


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

EVOLUCAO DO PATRIMONIO

]

H

60 BI T

l

obi

208i

RENTABILIDADE

O grafico de projegdo da rentabilidade representa a evolugdo do retorno total de

ativos financeiros utilizando Carteira Otima longo dos préximos

a ao anos.

0 grafico apresenta um retorno superior a meta de rentabilidade atualmente utilizada pelo Instituto.


Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro

RENTABILIDADE CARTEIRA X META ATUARIAL LD wm Rentabilidade do Plano

75

65

55

45

4

2025 2030 2035 2040 2045 2050 2055 2060 2065 2070 2075 2080

ALM: CONCLUSAO

CENARIO ECONOMICO

PASSIVO

A Gestdo de

|

Ativos e Passivos

possibilita a

|

| diminuigdo dos RISCOS, 0

aumentando a

.

chance de SUCESSO do

objetivo buscado!


www.rioprevidencia.rj.gov.br

RJ

RIOPREVIDENCIA

2—