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45563 https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=45563 O Pombal da Fiocruz: Ciência, Educação e Cultura, por Ricardo Augusto dos Santos & Thayane Vicente Vam de Berg Andrea Wanderley 2026-08-03T09:53:37+00:00
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O Pombal da Fiocruz: Ciência, Educação e Cultura, por Ricardo Augusto dos Santos & Thayane Vicente Vam de Berg

Ricardo Augusto dos Santos e Thayane Vicente Vam de Berg, pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são os autores do artigo O Pombal da Fiocruz: Ciência, Educação e Cultura. Com fotografias produzidas no início do século XX, eles nos contam a história do Biotério de Manguinhos, também conhecido como Pombal, inaugurado em 1907,  para abrigar animais de pequeno porte utilizados em pesquisas científicas. Foi projetado pelo arquiteto Luiz Moraes Júnior (1868 – 1955). Recentemente, o Pombal passou por uma reforma e foi reinaugurado, em março, com a exposição Pombal: do mangue ao mundo. Ao final do artigo, publicação de um Breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 – 1955), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.   O Pombal da Fiocruz: Ciência, Educação e Cultura Ricardo Augusto dos Santos e Thayane Vicente Vam de Berg@     Biotério / Pombal, início do século XX. Manguinhos, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz   O Biotério da Fundação Oswaldo Cruz, localizado no Rio de Janeiro, em Manguinhos, é um dos espaços mais representativos do conjunto arquitetônico histórico da Fiocruz e representa o projeto da ciência brasileira de inícios do século XX. Construído em 1904, no contexto da origem do Instituto Soroterápico Federal, o local foi projetado pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior (1867-1955). Nas imagens das obras do Biotério, podemos observar os operários em ação. Trabalhadores comuns, capazes de erguer prédios marcantes e que lhes exigia habilidade técnica para a materialização do projeto concebido. Eles foram fundamentais para a concretização dos lugares onde a produção científica seria realizada e pelas transformações urbanas da capital do Brasil.   Construção do Pombal, c. 1907. Manguinhos, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz     O antigo Biotério para animais foi planejado para atender às demandas da nascente produção científica em saúde pública, servindo de apoio às atividades de pesquisa, especialmente na criação de animais destinados à produção de soros e vacinas. Cercadas por um muro, suas oito construções circulares rodeiam uma torre que está acima das unidades. Estas divisões possuíam gaiolas para cobaias de pequeno porte, como aves, ratos e coelhos. Estes animais sadios ficavam distantes dos inoculados.   Acessando o link para as fotografias do Biotério de Manguinhos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.   Diferentemente das construções monumentais, como o Pavilhão Mourisco, o famoso Castelo da Avenida Brasil, o Pombal apresenta uma concepção funcional. Algumas fontes indicam que a torre abrigava pombos-correios utilizados para comunicação. Por este motivo, o Biotério também é conhecido como Pombal. Tal função reforça o valor histórico do local como testemunho material das práticas e das condições de produção do conhecimento científico em Manguinhos.   Pombal, início do século XX. Manguinhos, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz   Nas últimas décadas, o Pombal passou por transformações, acompanhando as alterações institucionais e científicas da Fiocruz e hoje o espaço é preservado como patrimônio histórico. Iniciativas culturais no início da década de 1990, como o movimento Pombal Gira, transformaram o local em ponto de encontro para a comunidade científica da Fiocruz. Recém-saído de uma ditadura, a Fundação Oswaldo Cruz viveu experiências marcantes que modificaram o antigo biotério da instituição. Criado a partir da ideia da cultura como elemento agregador, o evento promovia apresentações de teatro, música, confraternizações e atividades da colônia de férias dos filhos dos funcionários. Foi um período de reaproximação da Fiocruz com os trabalhadores, possibilitando momentos de inspiração para os tempos democráticos. Em 2026, o espaço foi restaurado e reinaugurado no mês de março, trazendo novas perspectivas de uso com um espaço educativo voltado a temas como saúde, meio ambiente e educação patrimonial. Aberto ao público, se torna mais um local histórico da cidade, além de estabelecer, na contemporaneidade, um espaço ativo de mediação entre ciência, cultura, educação e cidadania.  

  O Pombal passou por usos científicos, quando foi biotério, por usos culturais, com shows e encontros do Pombal Gira, e agora foi agregado o uso educativo patrimonial, com uma exposição. Portanto é um “lugar de memória”, registro da memória coletiva e um patrimônio cultural e científico multifacetado, que possibilita o diálogo da ciência e da educação patrimonial com a sociedade. Este “lugar de memória” não se encontra congelado no tempo. Pelo contrário, é renovado com usos que o aproximam do olhar curioso do visitante e reafirmam os espaços científicos e históricos da Fiocruz como patrimônio da saúde. A revitalização do antigo biotério, no campus de Manguinhos da Fiocruz, insere esta construção singular no circuito de visitação e ativa o uso social desse patrimônio, reforçando o papel educativo e científico da instituição que se aproxima da sociedade oferecendo um novo espaço de lazer, cultura e ciência na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, que carece de bens culturais acessíveis e preservados que divulguem conhecimento e fortaleçam as ações de cidadania. Afinal, a preservação e proteção do patrimônio precisa ser efetivada não somente restaurando, mas ativando democraticamente o uso do bem público, possibilitando o acesso e a apropriação pelos cidadãos. Nas fotografias selecionadas visualizamos todos esses usos, sabendo que outros ainda poderão surgir.   Prédio do pombal com vista da torre central do Biotério, s/d. Manguinhos, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz   * Ricardo Augusto dos Santos e Thayane Vicente Vam de Berg são pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação/ Casa de Oswaldo Cruz.   Referências: ALBUQUERQUE, Cristiane. Construções históricas tornam-se patrimônio da saúde pública brasileira. 2018. Disponível em: https://agencia.fiocruz.br/construcoes-historicas-tornam-se-patrimonio-da-saude-publica-brasileira FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ, 2017. 328p. BENCHIMOL, Jaime Larry. Manguinhos do Sonho à Vida: A Ciência na Belle Époque. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2020. FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz). Restauração do antigo biotério gera ações de educação patrimonial. Casa de Oswaldo Cruz (COC). 2024. Disponível em: https://www.coc.fiocruz.br/todas-as-noticias/restauracao-do-antigo-bioterio-gera-acoes-de-educacao-patrimonial/ NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, n.10, dez. 1993, p.7-28. RODRIGUES, Karine. Edificação centenária, antigo biotério da Fiocruz será restaurado. 2023. Disponível em: https://fiocruz.br/noticia/2023/05/edificacao-centenaria-antigo-bioterio-da-fiocruz-sera-restaurado   Breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 – 1955)  Andrea C. T. Wanderley**   O arquiteto português Luiz Moraes Junior (1868 – 1955) / Portal da Fiocruz   O Desinfetório de Botafogo foi projetado pelo arquiteto português Luiz de Moraes Junior, que nasceu em 28 de janeiro de 1868, e passou sua infância e a adolescência, na cidade de Faro, cidade onde nasceu e capital do Algarve. Formado pela Universidade de Lisboa, iniciou sua carreira como engenheiro ferroviário. Casou e teve duas filhas. Em 1900, sem sua família, veio para o Brasil como técnico de uma grande firma alemã. No Rio de Janeiro, fiscalizou os imóveis do Mosteiro de São Bento e das Ordens Religiosas e, a convite do padre Ricardo, vigário-geral da Igreja da Penha, deu início às obras de restauração da fachada desta igreja. Em 1901, residia na Rua General Câmara , 64 (Almanak Laemmert, 1902, primeira coluna; A Notícia, 31 de julho de 1904, quarta coluna; A Notícia, 5 e 6 de outubro de 1907, terceira coluna). Foi durante o trajeto de trem para o trabalho que conheceu Oswaldo Cruz, que fazia o mesmo percurso até Manguinhos. Ficaram amigos e Oswaldo Cruz o convidou para realizar o Castelo Mourisco, sede da Fiocruz em Manguinhos, construído entre 1905 e 1918, e símbolo da instituição (Jornal do Brasil, 14 de agosto de 1905, terceira coluna).   Vista do Castelo da Fiocruz antes da abertura da Avenida Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz   Também executou os projetos de instalações que, atualmente, formam o Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (NAHM), composto pelo Pavilhão do Relógio ou da Peste; a Cavalariça; o Quinino ou Pavilhão Figueiredo Vasconcellos; o Pombal ou Biotério para Pequenos Animais; o Hospital Evandro Chagas; e a Casa de Chá.   Vista das antigas instalações da Fazenda de Manguinhos. Ao fundo, em construção, o edifício que abrigaria a Cavalariça e o Pavilhão do Relógio ou Pavilhão da Peste, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cfruz     J. Pinto. Biotério para pequenos animais. Conhecido com “Pombal”, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz     J. Pinto. Hospital de Manguinhos é rebatizado como Hospital Evandro Chagas após a morte do cientista, em 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz     Interior da casa de Chá: Henrique Aragão e Gustav Giemsa; 2º mesa: S. Von Prowazek e Oswaldo Cruz, 1908? . Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz   Participou de todas as obras sanitárias realizadas por Oswaldo Cruz em combate à febre amarela e à peste organizadas pela Diretoria Geral de Saúde Pública com o objetivo de higienizar o Rio de Janeiro. Em 1910, foi um dos promotores de uma homenagem a Oswaldo Cruz, o ilustre cientista brasileiro a quem o Rio de Janeiro deve a prodigiosa obra do seu saneamento e o Brasil o brilho de uma representação científica das mais gloriosas no estrangeiro, realizada no Palácio Monroe (A Notícia, 31 de agosto e 1º de setembro de 1910, penúltima coluna; Correio da Manhã, 4 de setembro de 1910, primeira coluna). No campo da arquitetura hospitalar, sanitária e médico-experimental, Moraes Junior desenvolveu diversos outros empreendimentos, dentre eles a sede da Policlínica do Rio de Janeiro, na antiga Avenida Central, atual Rio Branco (Gazeta de Notícias,4 de março de 1909, penúltima coluna); os Dispensários da Fundação Gaffré Guinle; e a reforma do Hospital do Engenho de Dentro e da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Foi o realizador prático do projeto de Assepsia Integral do médico Mauricio Gudin (1883 – 1959), construindo na Beneficência Portuguesa e no Hospital-Escola de Niterói os blocos que tornaram realidade o processo concebido por Gudin (O Paiz, 7 de novembro de 1923, segunda coluna). Foi também autor do projeto do edifício da Escola Nacional de Medicina, cuja pedra fundamental foi assentada em 22 de maio de 1916 (Correio da Manhã, 23 de maio de 1916, segunda coluna). Também atuou em outras áreas da arquitetura, tendo construído a casa da família de Oswaldo Cruz, na Praia de Botafogo, e do túmulo do cientista, no Cemitério São João Batista.   Túmulo de Oswaldo Cruz no Cemitério São João Batista / Acervo Casa de Oswaldo Cruz   Em Petrópolis, foi o responsável pelo Grande Hotel e pelo prédio do jornal Tribuna de Petrópolis. Na Alemanha, participou do projeto de construção e decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacinal de Higiene de Dresden, realizada em 1911 (Correio da Manhã, 11 de junho de 1917, terceira coluna).   Exposição Internacional de Higiene e Demografia em Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz   Foi amigo dos presidente do Brasil, Nilo Peçanha (1867 – 1924) e Rodrigues Alves (1848 – 1919) e de diversos outros políticos e empresários de destaque no Brasil. Foi nomeado Cônsul Geral do Haiti no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1919, cargo que exerceu durante toda sua vida.  Tornou-se Comendador da Ordem Nacional do Haiti Honneur et Merite, em 1933; e da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, do Brasil, em 1937. Foi membro do Instituto de Engenharia (Correio Paulistano, 24 de junho de 1919, quinta coluna; Almanak Laemmert, 1927, última coluna; Jornal do Brasil, 15 de julho de 1927, primeira coluna; Correio da Manhã, 13 de abril de 1933, segunda coluna; O Jornal, 5 de fevereiro de 1937, quinta coluna; Relatórios do Ministério das Relações Exteriores, 1940). Desportista, em 1907, foi o tesoureiro da primeira diretoria do Automóvel Club do Brasil, do qual foi um dos fundadores. Durante décadas seguiu fazendo parte da instituição. Em 1928, dirigiu as obras de renovação do interior do prédio, na Rua do Passseio (O Jornal, 8 de julho de 1928, terceira coluna). Em 1939, tornou-se seu sócio benemérito (Jornal do Commercio, 31 de maio de 1939, segunda coluna).   Brasil Sport, 16-28 de fevereiro de 1907   Ainda em 1907 foi juiz de chegada de uma corrida de automóveis realizada na Avenida Beira-Mar, em Botafogo. Em 1908 e 1909, foi um dos promotores de corridas de automóveis partindo de Niterói e percorrendo diversas cidades fluminenses. Foi admitido como membro do Jockey Club, em 1908 (Gazeta de Notícias, 15 de março de 1907, quinta coluna; A Imprensa, 14 de julho de 1908, última coluna; O Fluminense, 25 de setembro de 1908, quarta coluna; O Fluminense, 2 de junho de 1909,quarta coluna). Na Exposição Nacional de 1908, ganhou a Medalha de Ouro na categoria de Arquitetura (Jornal do Brasil, 21 de novembro de 1908, terceira coluna). No ano seguinte,conquistou outra Medalha de Ouro, desta vez pelo plano e projeto de um hospital moderno, na Exposição Internacional de Higiene do Rio de Janeiro (Correio da Manhã, 24 de outubro de 1909, quarta coluna). Em 1910, integrou o júri, presidido por Marciano Aguiar Moreira, presidente do Jockey Club, que julgou o projeto da nova sede social da instituição, na então Avenida Central, atual Rio Branco. Os outros jurados foram Domingos Cunha, Francisco de Oliveira Passos (1878 – 1958), engenheiro civil e filho do prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), entre 1902 e 1906; e o professor e escultor Rodolpho Bernardelli (1852 – 1931). Venceu o projeto de Heitor de Mello (1875 – 1920) (O Paiz, 11 de agosto de 1910, terceira coluna; Jornal do Commercio, 2 de setembro de 1913, sexta coluna; Correio da Manhã, 6 de setembro de 1913, sexta coluna). Ainda em 1910, foi premiado na categoria Escola Profissional em um concruso para prédios escolares promovidos pelo Serviço de Inspeção Sanitária Escolar (Correio da Manhã, 28 de novembro de 1910, segunda coluna). Era zelador da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Penha no Irajá (O Paiz, 7 de outubro de 1913, penúltima coluna). Em 1920, participou do Congresso Brasileiro de Proteção à Infância (O Paiz, 2 de dezembro de 1919, última coluna). Em 1915, integrava a comissão organizadora de um evento carnavalesco, o Garden Tea Dansant Masque (Correio da Manhã, 14 de fevereiro de 1915, segunda coluna). Em 1921, aderiu a uma homenagem ao professor Carlos Chagas (1878 – 1934), na sede do Club dos Diários, do qual era tesoureiro (O Paiz, 14 de agosto de 1921, segunda coluna; O Paiz, 30 de abril de 1924, penúltima coluna). Foi um dos supervisores da construção da  estrada Rio-Petrópolis, inaugurada em 1928, da qual foi um dos subscritores (O Paiz, 29 de janeiro de 1923, segunda coluna; Automóvel-Club, maio de 1926; O Jornal, 6 de setembro de 1928, sexta coluna).   Automóvel-Club, maio de 1926   Trecho da estrada Rio-Petrópolis / Automóvel-Club, fevereiro de 1927   Em 1923, recebeu um título honorífico do Real Gabinete Português de Leitura, do qual era sócio (O Brasil, 15 de maio de 1923, terceira coluna). Em 1925, sofreu um acidente de carro, na Avenida Beira-Mar, perto da Rua do Russel. Ele residia na rua Assunção, nº 65 (Correio a Manhã, 24 de setembro de 1925, terceira coluna). Fez parte da comissão da 1ª Exposição de Automobilismo, Autopropulsão e Estradas de Rodagem (O Paiz, 26 de agosto de 1925, última coluna;  O Paiz, 25 de outubro de 1925, quarta coluna; Automovel-Club, setembro 1925).   Automóvel-Club, julho de 1925   Em 1926, a convite da Sociedade Interamericana de Mulheres, as cientistas Marie Curie (1867 – 1934) e Irène Joliot-Curie (1897 – 1956), mãe e filha, em visita ao Brasil, foram a Petrópolis acompanhadas por Bertha Lutz, pela embaixatriz da França e pela sra. Paul Hazard, e por Luiz Moraes Junior e Armando Godoy, ambos da diretoria do Automóvel Clube do Brasil, que forneceu os carros usados no trajeto. Foram recebidas pelo prefeito da cidade, Francisco de Avelar Figueira de Melo (1883 – 1938), e o senador Joaquim Moreira (1853 – 1929) ofereceu um almoço ao grupo (O Paiz, 6 de agosto de 1926, quarta coluna). Em 1929, participou, como Cônsul do Haiti, do 2º Congresso Pan-americano de Estradas de Rodagem, quando proferiu um discurso (Automóvel-Club, agosto/setembro de 1929). Integrou a primeira diretoria, como suplente, de uma a associação de turismo, a Rio Turing S.A (O Paiz, 7 de dezembro de 1933, terceira quarta coluna). Participou, em 1934, de uma inspeção nas obras realizadas no Circuito da Gávea de automobilismo (Jornal do Commercio, 19 de setembro 1934, quarta coluna). Integrava a comissão técnica das corridas internacionais de automóveis (Correio da Manhã, 30 de setembro de 1934, penúltima coluna).   Correio da Manhã, 2 de junho de 1935   Durante a gestão do prefeito Pedro Ernesto (1884 – 1942), construiu vários hospitais no Rio de Janeiro. Houve uma polêmica em torno de sua indicação sem a realização de uma concorrência pública (Correio da Manhã, 26 de agosto de 1934; Jornal do Brasil, 29 de agosto de 1934, primeira coluna). Foi membro da Sociedade Filatélica Brasileira e possuía uma das coleções de selos mais valiosas do Brasil. Participou, em 1934, da Exposição Filatélica Nacional, realizada no Palácio das Festas, na Feira Internacional de Amostras. Em 1938, foi um dos patronos da Exposição Filatélica Internacional, na Escola de Belas Artes. Possuia um par de selos olho de boi dos valores de 30 e 90, unidos – uma raridade (D. Quixote, 20 de maio de 1925, primeira coluna; D. Quixote, 1º de julho de 1925, primeira coluna; Jornal do Commercio, 26 de setembro de 1934, terceira coluna; O Carioca, 9 de novembro de 1935, segunda coluna; Jornal do Commercio, 15 de junho de 1938, segunda coluna; A Noite, 24 de outubro de 1938, segunda coluna; O Cruzeiro, 19 de novembro de 1938). Uma apólice mineira sorteada com mil contos foi vendida pelo corretor a Luiz Moraes Junior e ao deputado Augusto Cursino (Diário da Noite, 4 de janeiro de 1935). Em 1942, participou da X Conferência Sanitária Panamericana, no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro (Gazeta de Notícias, 2 de setembro de 1942). Em 1953, era o tesoureiro do Petrópolis Country Club (Jornal do Brasil, 22 de fevereiro de 1907, quarta coluna; Jornal do Brasil, 19 de março de 1953, terceira coluna; Jornal do Brasil, 24 de setembro de 1953, sexta coluna; O Jornal, 16 de julho de 1955; O Jornal, 22 de setembro de 1957). Faleceu em 15 de julho de 1955, na Beneficência Portuguesa, de onde era sócio graduado, no Rio de Janeiro. Era casado, em segunda núpcias com Gelmina Fazzioni de Moraes. O casal não teve filhos (Jornal do Brasil, 16 de julho de 1955).   Correio da Manhã, 19 de julho de 1955   Automóvel-Club, janeiro de 1927. Luiz Moraes Junior está em pé, à direita.   Outras de suas realizações foram o Palacete Seabra, no Flamengo e o Rio Hotel, na Praça Tiradentes, além do Grande Hotel e da sua residência localizada em Petrópolis.   **Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica   Fontes: Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional Portal da Fiocruz


Itens do acervo referenciados neste post:

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  • 20.500.12156.1/14426 — itens/20.500.12156.1_14426/
  • 20.500.12156.1/14425 — itens/20.500.12156.1_14425/
  • 20.500.12156.1/6542 — itens/20.500.12156.1_6542/
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