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rodado 290c4cc21d feat: acervo Brasiliana Fotográfica coletado e mural 3D no ar
Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional)
para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059
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11127 https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11127 Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa Andrea Wanderley 2018-06-06T13:01:01+00:00
Análise de documento
Biografia
Cronologia
Curadoria
Efemérides
Convidados
Preservação digital
Sem categoria
20.500.12156.1/4433
20.500.12156.1/2961
20.500.12156.1/2135
2026-09-10T09:54:43.026Z

Os Arcos da Lapa e os bondes de Santa Teresa

Importante obra arquitetônica do período colonial do Brasil, os Arcos da Lapa, situados no bairro da Lapa, um dos redutos da boemia carioca, são um dos símbolos mais importantes do Rio de Janeiro Antigo e também um dos mais famosos cartões-postais da cidade. Foram inaugurados em 1750, durante o governo de Antônio Gomes Freire de Andrade (1685 – 1763), futuro primeiro conde de Bobadela*, substituindo um aqueduto que existia desde 1723. Seu projeto é atribuído ao brigadeiro português José Francisco Pinto Alpoim (1700 – 1765). Em estilo romano, têm 270 metros de extensão com 42 arcos duplos de alvenaria, e distribuíam à população carioca as águas da nascente do Rio Carioca a partir de um chafariz em mármore com 16 bicas de bronze aos pés do Convento de Santo Antônio. Acessando o link para as fotografias dos Arcos da Lapa e dos bondes de Santa Teresa disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.   Georges Leuzinger. Arcos, Santa Theresa e Glória, c. 1867. Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde   A partir de 1º de setembro de 1896 (O Paiz, 2 de setembro de 1896), os Arcos da Lapa passaram a ser utilizados como viaduto para os também famosos bondes de ferro da Companhia de Carris Urbanos, meio de acesso do centro do Rio ao charmoso bairro de Santa Teresa, que se tornou um dos pólos artísticos da cidade e também destino de milhares de turistas. Tanto os Arcos da Lapa como os bondes de Santa Teresa foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles  Augusto Malta (1864 – 1957), Georges Leuzinger (1813 – 1892), Marc Ferrez (1843 – 1923) e também por anônimos.   Augusto Malta. Convento de Santo Antônio, 4 de maio de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Biblioteca Nacional   As imagens dos Arcos da Lapa, assim como as do Pão de Açúcar e as do outeiro da Glória, locais que se tornaram marcos da fotografia de paisagem no Rio de Janeiro, foram popularizadas no livro Brasil Pitoresco (1861), primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens produzidas pelo francês Jean Victor Frond (1821 – 1881), entre 1858 e 1860. Segundo Pedro Vasquez, o livro-álbum de Frond foi o “mais ambicioso trabalho fotográfico realizado no país, durante o século XIX”. Foi um importante marco para o fotografia e para as artes gráficas no Brasil. Nele, as fotografias de Frond se tornaram reproduções litográficas executadas em Paris, na Maison Lemercier, por artistas como Charpentier, Aubrun e Cicéri, dentre outros.  O texto do Brasil Pitoresco foi escrito pelo jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860).   Jean Vitor Frond. Os aquedutos do Rio de Janeiro, 1858/1860. Rio de Janeiro, RJ / Do livro Brasil Pitoresco, pag 16 / Acervo FBN     Marc Ferrez. Aqueduto da Carioca , também conhecido como Arcos da Lapa, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS   *O primeiro conde de Bobadela governou o Rio de Janeiro entre 1733 e 1763. Recebeu o título em 1758.   Andrea C. T. Wanderley Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica   Acesse também o artigo Arcos da Lapa: de aqueduto a viaduto, publicado na Brasiliana Iconográfica, em 24 de outubro de 2019.   Fontes: Bairros da cidade Biografia de Gomes Freire de Andrade Brasiliana Fotográfica – Jean Victor Frond (França, 1/11/1821 – França, 16/1/1881) Diário do Rio Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional . Correio da Manhã, 23 de junho de 1963 . Correio da Manhã, 21 de junho de 1964 . Jornal do Brasil, 26 de junho de 1963 . Jornal do Commercio, 16 de setembro de 1896 . O Paiz, 2 de setembro de 1896 RODRIGUES, Helio Suevo. A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro – o resgate de sua memória. Rio de Janeiro: Sociedade de Pesquisa para Memória do Trem, 2004. Site Arcos da Gente Site do IPHAN Site Infopatrimônio Site Inventário dos Monumentos Site Monumentos do Rio


Itens do acervo referenciados neste post:

  • 20.500.12156.1/4433 — itens/20.500.12156.1_4433/
  • 20.500.12156.1/2961 — itens/20.500.12156.1_2961/
  • 20.500.12156.1/2135 — itens/20.500.12156.1_2135/