feat: acervo Brasiliana Fotográfica coletado e mural 3D no ar
Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional) para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059 com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444 objetos no ledger. Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde 200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural, porque todos têm thumbnail. Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo, posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de fora pelo .gitignore.
This commit is contained in:
@@ -0,0 +1,53 @@
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url: "https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36808"
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titulo: "Getúlio Vargas: da vida para a memória"
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autor: "Andrea Wanderley"
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data: "2024-08-24T11:29:31+00:00"
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categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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# Getúlio Vargas: da vida para a memória
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Getúlio Vargas: da vida para a memória
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Maria de Fátima Morado*
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Velório de Getúlio Vargas. 24 de agosto de 1954. Palácio do Catete. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República
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Nos 70 anos da morte de Getúlio Vargas, o Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República divulga as fotos de seu velório no Palácio do Catete, sede da Presidência da República naquele período, e de seu enterro em São Borja, no Rio Grande do Sul, sua cidade natal.
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Cortejo fúnebre de Getúlio Vargas, 26 de agosto de 1954. São Borja, Rio Grande do Sul / Acervo Museu da República
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As fotos do velório de Getúlio Vargas pertencem à coleção Enê Garcez, militar que, em 1951, ocupou o cargo de Chefe de Pessoal da Presidência da República no segundo governo Vargas (1951-1954).
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Enê Garcez, à direita, conversando com Gregório Fortunato, chefe da Guarda Pessoal de Vargas, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República
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Por sua vez, as fotos do enterro fazem parte da coleção Getúlio Vargas, formada a partir da reunião de transferências de documentos do Museu Histórico Nacional para o Museu da República e de doações avulsas diversas. Há relatos de que, entre os documentos vindos do MHN, estariam itens doados diretamente por Getúlio àquela instituição, enquanto exercia a Presidência da República.
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Acessando o link para as imagens de relativas a esse artigo, que pertencem ao acevo do Museu da República e estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.
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O suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954, foi o ápice de uma grave crise política que o país atravessava. Com um tiro no coração, Getúlio interrompeu o processo turbulento provocado pelos opositores que visavam à sua deposição.
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O segundo governo Vargas foi alvo de constantes acusações de corrupção, levando Getúlio a declarar que estava em um “mar de lama”. Esse clima de instabilidade foi alimentado por políticos rivais, militares e imprensa até que o atentado da rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954, desencadeou uma grande pressão para a renúncia de Getúlio. Nessa ação foram disparados tiros que mataram o major Rubens Florentino Vaz e que feriram Carlos Lacerda, principal opositor de Getúlio. Dois anos depois, o chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas, Gregório Fortunato, foi condenado como mandante da tentativa de assassinato de Lacerda.
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Na madrugada de 24 de agosto, Getúlio reuniu seu ministério que o aconselhou a se licenciar ou renunciar à presidência. Sem garantia de apoio para resistir, Getúlio cometeu seu último ato político, o suicídio, na manhã desse mesmo dia.
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O quarto que ocupava no Palácio do Catete foi palco desse trágico evento, deixando de ser um espaço íntimo para se tornar o lugar de sua memória. Contudo, não só o quarto, mas o próprio Palácio do Catete, atual Museu da República, segue como um espaço marcado pela imagem de Getúlio, considerando que ali ele viveu grande parte de sua trajetória política, durante os 19 anos em que presidiu o país.
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Velório de Getúlio Vargas. 24 de agosto de 1954. Palácio do Catete. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República
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O corpo de Getúlio foi velado em outro ambiente do Palácio do Catete, o Salão Ministerial. Os registros desse momento demonstram a comoção da população diante do impacto de sua morte, com imagens de pessoas debruçadas sobre o caixão ou amparadas pelos guardas. Em São Borja, as fotografias expõem o cortejo fúnebre até o cemitério e em meio à multidão destaca-se a presença de João Goulart, herdeiro político de Vargas.
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João Goulart, Oswaldo Aranha, Tancredo Neves e outros no enterro de Getúlio Vargas, 26 de agosto de 1954. São Borja, Rio Grande do Sul / Acervo Museu da República
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As intensas homenagens prestadas após sua morte, bem como os intensos protestos do povo revoltado com o desfecho de Getúlio demonstram que o líder controverso não poderia jamais ser esquecido.
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*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República
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**Itens do acervo referenciados neste post:**
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