feat: acervo Brasiliana Fotográfica coletado e mural 3D no ar
Captura integral do acervo da Brasiliana Fotográfica (Biblioteca Nacional) para s3://brasiliana: 13.060 itens, 12.985 com imagem de preservação, 13.059 com miniatura derivada, 2.137 cópias legadas e 636 posts do blog. 41.444 objetos no ledger. Os 75 itens sem preservação estão em errors.md: a página do item responde 200, mas a origem serve o bitstream com HTTP 500. Nenhum fica fora do mural, porque todos têm thumbnail. Não versionado, por viver no bucket ou ser reconstruível: catálogo, posts .jsonl, atlas .webp, sqlite de estado e logs. Credenciais ficam de fora pelo .gitignore.
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url: "https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28653"
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titulo: "Cronologia de Gioconda Rizzo (1897 – 2004)"
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autor: "Andrea Wanderley"
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data: "2022-08-19T09:03:13+00:00"
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categorias: ["Análise de documento", "Biografia", "Cronologia", "Curadoria", "Efemérides", "Convidados", "Preservação digital", "Sem categoria"]
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# Cronologia de Gioconda Rizzo (1897 – 2004)
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Cronologia de Gioconda Rizzo (1897 – 2004)
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Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1913 / Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 35
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1897 – Nascimento da paulistana Gioconda Rizzo (1897 – 2004), neta do italiano Vincenzo Rizzo, que já se encontrava em São Paulo, em 1887, como fabricante de cerveja (L´Italia, 21 de maio de 1887, quarta coluna) e filha do fotógrafo italiano Michelle (Miguel) Rizzo (1869 – 1939), que abriu um ateliê fotográfico, em 10 de março de 1892, a Photographia Central, na Rua Direita nº 55, em São Paulo (O Estado de São Paulo, de 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna).
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O Estado de São Paulo, 10 de março de 1892
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O Estado de São Paulo, 15 de maio de 2012
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Em um anúncio veiculado pelo Fanfulla, de 8 de agosto de 1896, página 4, Michelle anunciava-se como proprietário da primeira photografia italiana no Brazil. Em 1906, estava na relação de fotógrafos italianos que atuavam em São Paulo (Il Brasile e gli Italiani, 1906, página 1165).
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Michelle Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 36
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Foi com seu pai, seu grande incentivador, que Gioconda iniciou seus experimentos em fotografia.
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Cartão de Boas Festas do ateliê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano, por Fabiana Beltramin, página 86 / Coleção de Rubens Fernandes Junior
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1912 – Aos 12 anos tirou um autorretrato e também fotografou uma amiga:
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Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1912, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 39
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“Eu comecei a tirar foto de mim mesma… então meu pai quando viu aquela chapa… a primeira coisa que fiz… viu a chapa… disse: “Quem foi que fez isso?” “Fui eu papai”; ele disse: “Ihhhh! Esta vai me passar a perna!”
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Depoimento de Gioconda Rizzo a Carla Ibrahim. São Paulo, setembro de 2002.
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c. 1914 - Michelle muitas vezes viajava para o interior, de onde enviava fotografias para processamento, retoque e finalização em São Paulo. Quando estava ausente, seu filho Armando (1894 – 19?) cuidava dos negócios. Gioconda trabalhava com o irmão e participava na recepção e ambientação dos clientes no ateliê; e na revelação e acabamentos, como retoques e acondicionamento das fotos em álbuns, molduras ou estojos. Conhecia e dominava todas as etapas do processo fotográfico.
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Em 1914, Michelle abriu para Gioconda o ateliê Femina, também na Rua Direita, número 8A, perto do seu, que ficava, então, na mesma rua, no número 10 C. O Femina atendia somente crianças e mulheres, pois, na época, não era adequado que uma mulher ficasse sozinha na presença de homens. Mesmo com essa restrição, a mãe de Gioconda, Giuseppina, sempre a acompanhava em suas sessões fotográficas.
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“Fui a primeira fotógrafa a se especializar em fotos assim. Fotografei, então, muitas mulheres de barões do café e muitas atrizes. Todas gostavam de minha maneira de fazer as fotos porque eu enfocava só meio corpo, realçando o rosto e usando tapetes nas paredes para servirem de fundo”.
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Gioconda Rizzo, Folha de São Paulo, 12 de abril de 1982
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Foto de autoria de Gioconda Rizzo, 19?. São Paulo, SP / Acervo IMS
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Ainda em 1914, na revista A Cigarra, edição de 31 de dezembro, na seção “A Formiga”, foi publicada uma fotografia de autoria de Gioconda Rizzo com a assinatura do ateliê Femina.
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Fotografia de Wanda Massucci (a maior), de autoria de Gioconda Rizzo / A Cigarra, 31 de dezembro de 1914
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Para criar diferentes figurinos e cenários, Gioconda possuia em seu estúdio almofadas, banquinhos, diversas cadeiras, colunas de mármore, estátuas de cães, laços, sombrinhas, véus, e outros objetos e adereços.
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1915 a 1918 - Gioconda criava poses que descontraissem suas clientes, que tinham uma tendência a ficar muito sérias na hora da foto. Buscava em seus retratos a beleza, a sensualidade. Criava uma atmosfera de sonho, romântica. Suas retratadas sorriam, deixavam ombros e colos muitas vezes desnudos e os cabelos soltos, sem chapéus, enfeitados com flores.
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Gioconda participou, trabalhando no pavilhão Gradisca, da quermesse realizada no parque da Avenida Paulista, promovido pela sub-comissão italiana do bairro da Consololação para socorrer as famílias dos reservistas que haviam partido para a Itália (Correio Paulistano, 19 de julho de 1915, segunda coluna).
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Em torno de 1916, Michelle trouxe da Itália o flash de magnésio que possibilitava a captação de poses mais rapidamente, o que facilitava enormemente fotografar crianças. Uma vez, Gioconda sofreu uma queimadura na mão direita quando utilizava a nova ferramenta.
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Seu irmão, Vicente, descobriu que o ateliê Femina recebia cortesãs francesas e polonesas e contou para Michelle, que decidiu fechá-lo. Gioconda voltou a trabalhar com seu pai e seu irmão, Armando Rizzo. Passaram a produzir fotografias coloridas a óleo e a fazer fundos de paisagens aplicadas nas chapas. Também produziam muitas fotos de formaturas de escolas e faculdades.
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1926 – Gioconda casou-se com o comerciante Onofre Pasqualucci (c. 1898 – 1935) e, no mesmo ano, nasceu sua única filha, Wanda Pasqualucci (1926-), que fotografou ainda bebê.
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Foto de Wanda Pasqualucci, 1926, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 46
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Em torno deste ano, ela aprendeu as técnicas de fotografias fundidas em esmalte para jóias com o fotógrafo espanhol Medina, estabelecido no Rio de Janeiro. Adaptou as técnicas à porcelana e passou a produzir fotojoias e decorações tumulares para o ateliê Photo do Carmo, do italiano Sestilio Fiorelli. Instalou em sua casa, no bairro do Cambuci, um ateliê e um forno para a produção das peças, que eram vitrificadas a uma temperatura de 1.000º C.
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“Essas fotos em porcelana dão muito trabalho e se desenvolvem em várias fases até que se consegue uma película aplicada sobre a louça. Queima-se então a uma temperatura de 1000 graus e está pronta”.
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Gioconda Rizzo, Folha de São Paulo, 12 de abril de 1982
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Foto de autoria de Gioconda Rizzo, 19?. São Paulo, SP / Acervo IMS
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1931 - Devido à crise financeira deflagrada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, a família Rizzo fechou, após cerca de 40 anos de funcionamento, o ateliê da Rua Direita, e abriu outro na Rua Líbero Badaró, 63, chefiado por Armando. Nesse mesmo ano, Gioconda fotografou a Miss Universo, Yolanda Pereira (1910 – 2001).
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A Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 69
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1935 – Em 14 de junho de 1935, Gioconda ficou viúva e foi com a fotografia em porcelana que sobreviveu com sua filha.
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O Estado de São Paulo, 15 de junho de 1935
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1939 - Falecimento de seu pai, Michelle (Miguel) Rizzo (Atestado de óbito – Family Search)*.
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Atestado de óbito de Michelle (Miguel) Rizzo
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Década de 1960 – Gioconda aposentou-se.
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Foto de autoria de Gioconda Rizzo, 19?. São Paulo, SP / Acervo IMS
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1979 – A capa do livro Anarquistas, Graça a Deus, da escritora Zélia Gattai (1916 – 2008), foi ilustrada com uma foto da família Da Col – Gattai, de autoria de Gioconda.
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1982 – Entre 12 e 30 de abril de 1982, houve uma exposição de parte de sua obra na Galeria Fotoptica, em São Paulo: 20 fotos em papel, 15 em porcelana e algumas coloridas a óleo (Folha de São Paulo, 12 de abril de 1982).
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Publicação do texto O real e a representação nos retratos de Gioconda, de autoria da fotógrafa e crítica de arte Stefania Bril (1922 – 1992), publicado em O Estado de São Paulo, de 30 de abril de 1982:
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2004 – Faleceu em 22 de março de 2004, pouco antes de completar 107 anos, e foi sepultada no Cemitério da Consolação.
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Gioconda Rizzo fotografada por Maira Soares, em 2003 / Wikipedia
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Andrea C. T. Wanderley
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Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
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*A data de morte de Michelle (Miguel) Rizzo foi corrigida.
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